Invictus

How do we inspire ourselves to greatness when nothing else will do?

A pergunta ecoa-nos na mente, desde o encontro de Mandela com Pieenar. Como o fazemos? Como nos inspiramos, onde vamos buscar força quando temos que ser os melhores, melhores que todos os outros?

E a resposta é nos dada quando Pieenar e a equipa de raguêbi visitam Robben Island. Aí, o capitão da equipa ouve a voz de Mandela a recitar o Invictus e percebemos como ele, Mandela, o fez, e percebemos como é que a África do Sul foi ganhando todos aqueles jogos, mesmo que a final tenha sido adulterada. Percebemos como Mandela conseguiu unir o país, conseguiu perdoar as pessoas que o tinham colocado na prisão, percebemos como é que viveu anos e anos dentro de uma cela minúscula e sair de lá, ainda acreditando que tinha forças para liderar um país.
É esta a moral deste filme. “Invictus” não é o melhor filme de Eastwood, do ponto de vista “técnico” ou artístico se quiserem. Preferi, neste contexto, Gran Torino. Mas do ponto de vista humano, do ponto de vista inspiracional, é o melhor de Eastwood. E é melhor do que os outros porque é verdade. Porque aconteceu. Mesmo que haja partes romanceadas, mesmo que nem tudo tenha sido tão ideal, a verdade é que aconteceu, e que o fundo é verdadeiro. E esta ideia, a ideia de que Mandela foi realmente inspirado por aquele poema e não desistiu, acabando com um dos regimes mais injustos de todos os tempos, é quase irreal. É um filme muito bom porque a realidade supera a ficção, porque a realidade é melhor que ficção.

É um filme muito bom porque quando saímos da sala de cinema, alguns com lágrimas nos olhos, sentimo-nos inspirados, sentimos que afinal de contas há coisas pelas quais valem a pena lutar, por muito mais inalcançável ou difícil que elas pareçam. E um filme que consegue fazer isto, ainda para mais baseados em factos verídicos, é muito bom.
E no fim, o que nos ecoa na cabeça é a resposta à pergunta colocada pelo próprio Mandela:
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
I am the master of my Fate
I am the captain of my Soul

Comments

  1. maria monteiro says:

    Fui ver o filme com um grupo de jovens “problemáticos” aliás foi o mesmo grupo que tempos atrás viu “A Esperança está onde menos se espera”. A lição é dura, a vida é dura, a realidade é dura mas felizmente que há gente que dá sentido à vida

    como ontem fui ver “Remix em Pessoa” …´Quando as crianças brincam/E eu as oiço brincar,/Qualquer coisa em minha alma/Começa a se alegrar.´

  2. Luis Moreira says:

    Lágrimas nos olhos, sem dúvida. Com sonhos grandiosos, o homem é um factor de esperança.


  3. Muitas lágrimas nos olhos. Não é o melhor filme, porque não é a melhor história – Gran Torino surpreende mais por isso. Este, até sabíamos como ia acabar… Mas, é brilhante como filme. É brilhante como narrativa de um acontecimento.
    E, claro, Mandela como Ghandi…. Homens fantásticos. Exemplos para uma vida… para muitas gerações!

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