Aumentos na Função Pública, PS e Sindicatos

O movimento sindical português é dos menos poderosos da europa e ao contrário do que se diz na opinião publicada, Portugal tem dos mais baixos índices de conflito social, expressos, nomeadamente nos dias de greve, coisa quase impossível de acontecer nas empresas privadas.
A ditadura do dinheiro, o excesso de patrões e a falta de empresários, uma ditadura durante anos e um movimento sindical algo conservador justificam tal situação.
A negociação que tem havido entre o governo e os sindicatos da função pública tem sido pouco mais que anedótica. De um lado, os sindicatos dizem, com razão, que não podem ser sempre os mesmos a pagar a factura. Do outro, um infeliz secretário de estado, diz que é melhor estarem caladinhos porque no privado há gente sem emprego e por isso devem ficar bem satisfeitos com o que têm.
No meio disto uma coisa inovadora, até do ponto de vista matemático, que é o “aumento zero”. Será que alguém me consegue explicar o que é um aumento zero?
A realidade dos números mostra que a Função Pública foi aumentada desde 2000 18,16%. Mas, a inflação foi nesse mesmo período de 28,8%. Isso mesmo: os funcionários públicos nos últimos dez anos perderam 10% dos seus vencimentos.
Mas, com tal realidade, como é que a FRENTE COMUM, agora liderada pela Ana Avoila (candidata do PCP à C. M. do Barreiro) não consegue fazer valer a sua razão?

Se com Paulo Trindade (ex-deputado do PCP) nunca foi possível fazer valer a razão de quem trabalha, com Ana Avoila, só a sua presença é motivo de derrota. Não se trata de apresentar uma dimensão pessoal, porque no plano pessoal as pessoas merecem o máximo de respeito, mas antes de ver algo que não está bem: os líderes do movimento sindical na administração pública são maus!

Enquanto trabalhador da Administração Pública estou a perder há pelo menos 10 anos. Pergunto: as organizações que me representam vão ou não conseguir afirmar a nossa razão?
É que fazer greves de calendário, só porque sim… Creio que é um mau caminho!

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Isto está tão mau que é caso para dizer que até os sindicatos têm razão.

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