Locais Recônditos de Lisboa

O Prof. António Brotas, professor catedrático jubilado do Instituto Superior Técnico, é um veterano combatente por causas da cidadania e do interesse nacional. É um militante daquilo a que se poderia chamar o ‘PS autêntico’ – a meu ver, dos tais militantes antípodas de José Sócrates, o que reflecte a pureza dos ideais que o professor perfilha.

Como sucedeu em outros casos – TGV, Plataforma Logística e Aeroporto de Alcochete – enviou-me a fotografia acima, com a imagem da alameda no interior do antigo quartel Infantaria 16, em Campo de Ourique. Trata-se de uma construção pombalina, planeada pelo Conde de Lippe. Foi neste quartel, diz ele, que na noite de 3 para 4 de Outubro se iniciou a revolução de implantação da República.

O objectivo do Prof. Brotas é alertar as autoridades, principalmente a CML, para que os espaço seja aberto ao público, bastando, segundo diz, abrir os dois portões nas extremidades da alameda, na Rua de Infantaria 16 e na Rua de Campo de Ourique. Complementarmente as instalações poderão ser ocupados por espaços culturais, de serviços municipais ou outros. Isto antes que avancem os carmatelos dos ‘gaioleiros’ para violentar, ainda maís, a paisagem urbanística de Lisboa.

Tenho a certeza de que a vereadora Helena Roseta será sensível a este apelo do Prof. António Brotas, que ela tão bem conhece.

Comments

  1. Nuno Castelo-Branco says:

    Duvido muito. A arq. Roseta “aderiu” a mais este neo-costismo, onde casos como o Terreiro do Paço, os contentores de Alcântara e o “hotel na Torre de Belém” (do BES e do primo do vereador Salgado) faz carreira. Um dia destes, o quartel será demolido e entregue à especulação imobiliária. É fatal como o destino. A entrada de Roseta na lista Costa/interesses foi uma terrível desilusão. É que tinha a certeza de poder ser a charneira entre o PS e o PSD. Aderiu e não há volta a dar ao disparate.

  2. Luis Moreira says:

    Uma desilusão. O movimento serviu, não para a cidadania mas para se chegar ao António Costa.

  3. Carlos Fonseca says:

    Nuno, compreendo o que sente e diz. Mas eu quero ainda acreditar que Helena Roseta se posicione ao lado de quem defende o património histórico da cidade. É neste sentido que vou intervir junto dela.

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