Benfica – Marselha: O golo de Vata, um brincalhão

Vinte anos é muito tempo. Se Paulo de Carvalho cantava, há uns anitos, “10 anos é muito tempo”, imagine-se agora 20. É o dobro.

Numa entrevista sobre um dos mais célebres lances do futebol português, ao jornal i, Vata garante: "Havia vento e marquei com o peito. A sério, é como lhe digo". O “marquei” refere-se ao golo que apontou – com a mão ou peito – pelo Benfica ao Marselha, para a Taça dos Campeões, há 20 anos. Um golo que valeu a presença na final, perdida.

As convicções, respeitáveis, de Vata são lá com ele. Os rapazes do Marselha é que não estavam nada convencidos. E a ‘mão de Deus’ tinha sido há apenas quatro anos…

Comments

  1. Carlos Loures says:

    O vídeo esclarece quem quer ser esclarecido e deixa na dúvida quem prefere assim ficar. Pode ter sido a mão ou pode não ter sido. No golo de Maradona, as imagens são mais nítidas. E há outro aspecto, o domínio do Benfica era avassalador. Quando o Porto ganhou a primeira Taça dos Campeões, na conferência de imprensa, um jornalista fez referência às duas taças que o Benfica ganhara. O presidente do FCP disse qualquer coisa como «não estamos aqui para falar de História antiga – isso foi há mais de vinte anos». Agora, a Antiguidade Clássica passou a interessar aos portistas? Sempre é um progresso porque assim passa a valer também a Pré-História, quando o Barrigana (grande guarda redes e isto sem qualquer ironia!) sofria golos nas redes rotas do Campo da Constituição (salvo erro) e, sem se perturbar, ia atrás da baliza recolher a bola como se tivesse sido ao lado. Ou as recordações históricas param na mão do Vata?

  2. Miguel Dias says:

    Obrigado, José Freitas. Trata-se de um momento inolvidável.

  3. Luis Moreira says:

    A mão de Deus, a mão do Diabo e a mão de Vata!

  4. Carlos Fonseca says:

    Caro José, não sou benfiquista, portista ou sportinguista, mas assisti a esse jogo, justamente no enfiamento da baliza onde o Vata fez o golo com a mão – o peito, no discurso dele, é o ser divino arranjado para replicar o Deus de Maradona.
    À conta desse golo, eu e muitos outros, entre eles o treinador Manuel José, tivemos que enfrentar um bombardeamento de garrafas de água e outros objectos lançados pela claque do OM, instalada por baixo de nós. A fúria era imensa.

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