O Papa afirmou que o poder e a ambição são tentações do diabo.
O papa Bento XVI considerou hoje, no seu discurso do Angelus, na praça de S. Pedro, que “o poder, a necessidade de bens materiais e a ambição” são tentações do diabo que devem ser reprimidas.
Ou o papa pensa que fala para estúpidos, considerando os outros burros, ou pretende passar por ingénuo, ou não consegue consciencializar a falsidade das suas palavras, ou procura intencionalmente escamotear a hipocrisia daquilo que diz.
Bens materiais! Ambição!
Já se viu um potentado, a nível planetário, como a igreja católica? Não só do ponto de vista patrimonial, mas do ponto de vista económico-financeiro, do ponto de vista do money, money, money, dos altos interesses em variadíssimos bancos e empresas, dos astronómicos investimentos em todas as áreas e também naquelas que só deus sabe, mais do que reconhecidos e provados, sobretudo a partir da última metade do século vinte!
O Vaticano acumulou riquezas opulentas em redes financeiras multinacionais e em gigantescos grupos de sociedades anónimas, tantas vezes à custa de negócios profundamente fraudulentos. As estruturas católicas altamente especializadas e permanentemente atentas sempre minaram e minam as instituições ao mais alto nível comunitário, na louca e obsessiva tentativa do poder e da hegemonia dos centros de decisão. Centros de decisão a nível de governos, administração, banca, saúde, ensino etc.
Não têm a menor ponta de escrúpulo e vergonha ao invocarem os valores da fé cristã para atingirem a soberania, o poder e o domínio a qualquer preço. O valor espiritual é um mero serventuário do poder material e do dinheiro. Toda a gente com dois dedos de testa, com dois olhos debaixo dela e com um palmo de inteligência sabe disso. Dentro da própria igreja há quem saiba mas não questiona. A podridão é demasiado grande para gerar anticorpos eficazes ou para a possibilidade de criar vacinas. Veja-se tudo o que se relaciona com a teologia da libertação, de Leonardo Boff e Sobrino.
No quadro caótico da situação actual gera-se uma situação ideal para a diplomacia da igreja. Uma espécie de diplomacia de abutre, conduzindo na sombra os políticos domesticáveis e as nações ajoelhadas. Veja-se em Portugal a fragilidade da imagem do Estado laico, traduzida, por exemplo, na genuflexão sacristanesca da presidência da República e do governo, que permite uma cobertura mais ou menos benzida, ritual e peregrina, sem personalidade de Estado, a esta visita imperialóide.
Com o papa, viajará até Portugal, em Maio, um séquito de 90 pessoas em avião de luxo preparado para o efeito. Hotéis de luxo para acomodar suas eminências, tudo condizente como se pode imaginar, com a doutrina de Cristo. Tal qual um qualquer tipo de terráqueo imperador de um qualquer terreno trono dourado. Só falta ao papa uma azinheira, para, humildemente, aterrar. Para dizer, ao fim e ao cabo, a quem o quiser ouvir, que o poder e a ambição são tentações do diabo.






Tentações são, mas só são pecado se for nos outros.
temos que ter Fé mas por outro lado há um batalhão de gente treinada e destacada para defender Bento XVI, durante a sua estadia nas nossas terras, de todos os possíveis ataques… claro que a Fé vai para o comum dos mortais que lá vai rezando com medo de ser assaltado enquanto os policias guardam as gentes do Vaticano…
ora, não viste que era um mea culpa? ninguém como eles cedeu a essa tentação