Os gelados da Av. da Igreja

avenida é uma beleza de lojas de todo o tipo, casas giras com não mais de três andares, belas árvores, pastelarias e restaurantes e, no meio, mesmo a meio para não dar vantagem a ninguem, está a “casa dos gelados”. Dizem-me que é filial daquela outra que está nos Restauradores, isso não sei, mas filial não é, é a sede dos prazeres de todos os gostos e de todas as cores, na esplanada fresquinha com a gente gira abaixo e acima.

Rua acima vamos dar com a bonita Igreja onde me casei de grinalda e de branco ( a noiva) que eu ía de “pato” vestido, mas não entremos em coisas tristes que isto não está para desastres, chantageado, ela disse-me que me deixava se eu não casasse, ora isto não se faz, pois se eu gostava dela, fazia o quê? Nunca se deve mexer no que está bem, ela estava na casinha dela e da mãe eu no meu quarto alugado, podíamos ter o filho na mesma, mas quando olho para o meu filho acho que tudo valeu a pena e a Lurdes é uma excelente pessoa.

Adiante que é preciso descer a avenida, pequenos jardins, frondosas árvores e, no cruzamento com a avenida de Roma, aí está o Santo António a vigiar de perto o que andaram a fazer ao antigo cinema Alvalade, hoje convertido em quatro salas de cinema (vá lá…) e nessa direcção o Parque de Saúde de Lisboa ( com bonitos pavilhões) e bem tratado e logo abaixo o LNEC, belo edificio “Estado Novo” tambem rodeado de bonito jardim.

E já estamos no belo e frondoso Jardim de Entre -os- Campos, por estar entre o Campo Pequeno das touradas (ficou lindo após a recente recuperação) e o Campo Grande onde se implanta o reino do leão e logo a seguir o Hospital Pulido Valente a caminhar para o Lumiar…

Entra-se para a “Cidade Universitária” por ampla alameda onde à direita podemos ver o edificio onde está instalada a Torre do Tombo, bonito edificio mais recente que os edificios que acolhem as diversas faculdades e, em frente, já assoma o gigantesco edificio do Hospital Santa Maria e a faculdade de Medicina, tudo sob o olhar do nosso “Nobel” Prof Egas Moniz que não enjeitaria o estádio Universitário agora com umas piscinas de se lhes tirar o chapéu, e que deixam assomar a Universidade Católica, já ali à frente…

E ficamos por aqui que o Zoo é logo ali e daqui a um fósforo estamos na Catedral ( do Glorioso) e em Monsanto!

Comments

  1. Carlos Loures says:

    Bonito percurso, Luís. Tendo em conta que és um penafidelense/albicastrense, conheces bem Lisboa e, sobretudo, tens-lhe amor. O que confirma a minha afirmação de que as cidades não são propriedade de quem lá nasceu ou vive, mas património de todos nós. Lisboa, tal como o Porto ou Leiria, é património de todos os portugueses.

    • Luís Moreira says:

      Tens razão, Carlos! Travei essa batalha com o meu pai e com o meu irmão. Enquanto eles achavam que eram devedores do Porto e de Penafiel por lá terem nascido, eu achava que era devedor da terra que me deu guarida e onde tenho a minha família e os meus amigos.

  2. Carlos Loures says:

    É isso mesmo – o gostarmos da terra em que nascemos ou da que adoptámos como nossa, não nos deve levar a gostar menos das outras. Não se ama uma cidade ou uma aldeia «contra» outra cidade ou outra aldeia. Esse é o regionalismo que condeno – o de amar contra,

  3. Luis Moreira says:

    Claro que quando vou a Penafiel sinto que aquele ar foi o primeiro que me entrou nos pulmões e Castelo Branco onde passei a minha juventude, trás-me recordações maravilhosas. Estou grato às terras que me acolheram!

  4. Frederico Mendes Paula says:

    Gostei imenso Luís. Parece que, ao som da tua descrição, voltei aos lugares da minha adolescência. Quantas vezes fiz esses percursos e quantas horas passei nesses lugares. Boas e más. E quantos desses gelados comi. Obrigado

  5. maria monteiro says:

    É como se estivesse lá… (mas nunca comi gelados na av. da Igreja) muitos lanches e cavaqueira na pastelaria do lado esquerdo do lago, liam-se os jornais da tarde que gentilmente vinham do quiosque em frente. No cinema do “ACS” perguntavam-nos se queríamos ou não intervalo, em tempo de pré e pós nascimento sempre comprei as coisas numa loja da prenatal no largo da estátua…
    A última vez que nos juntámos também foi ali na pastelaria a quando do funeral da nossa amiga Elda. Os jornais da tarde há muito que tinham deixado de existir mas o senhor Afonso trouxe para a mesa do café muitas histórias do jornalismo… era a forma de aliviar a dor de ver partir a filha.

    O City Alvalade foi muito bem recuperado… tem um agradável espaço de cafetaria e até se pode comprar bilhete com refeição incluída (umas tostas mistas deliciosas).
    Junto à Igreja, do lado esquerdo, há um espaço onde se compra comidinha deliciosa para levar para casa

    • Luís Moreira says:

      E os gelados, Maria? Temos que lá ir comer uns gelados na explanada. Logo que o tempo melhore.

  6. maria monteiro says:

    pois os gelados não sei… nunca comi por lá gelados. Quando estiver bom tempo pensamos nisso

  7. Carlos Loures says:

    Tal como a Maria, a zona conheço-a palmo a palmo. Quanto aos gelados, não, obrigado. Eu é mais tinto…

  8. maria monteiro says:

    Já há gelados com sabor a tanta coisa (rhum, vinho do porto…) qualquer dia chega a vez do vinho tinto…

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