Suicídio profissionalmente assistido

Tive o cuidado de escrever que  “aturar uma turma destas terá sido um dos motivos porque se suicidou um professor“, referindo-me a um caso recente, escondido durante um mês, por motivos que também gostava de entender.

É sabido que o professor deixou mensagens nesse sentido, mas é uma rematada patetice achar que um suicídio tem uma e só uma causa.

Daí a chegar a isto, como chega Ana Matos Pires:

Donde não se poder dizer, ‘aprioristicamente’ e sem outro tipo de investigação, que este professor escolheu suicidar-se a ir dar aulas ao 9º B ou que se atirou ao rio para não enfrentar os alunos, é errado e grave, sendo imprevisíveis as consequências deste tipo de afirmações.

é chegar ao extremo oposto. Faça-se a autópsia psicológica, num caso que bem o justifica, mas não se negue uma evidência: o homem deixou escrito que não aguentava o sofrimento a que estava sujeito no seu local de trabalho. Ponto final, parágrafo.

Quanto ao tal de bulingue, que já não é um conceito mas um chavão, estou com o Manuel Louzã Henriques. E farto da palavra.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    a Ana Matos Pires é psiquiatra não devia misturar as suas convicções políticas com a sua profissão…

  2. João Porto says:

    Essa Ana Matos Pires não sei quem seja, mas que é um escarro humano, isso é. Nem nos tempos do chamdo fascismo se descia tão baixo. Se o prof. Luís fosse meu familiar, isto não ficava assim. E mais não digo.

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