era uma cidade ateada pelo branco

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era uma cidade ateada pelo branco.

tu praticavas a leveza de ser bela

e jovem e rejuvenescias a cada dia,

dir-se-ia. não se trata aqui poesia.

suponhamos que voavas. voavas

e perdias-te em todas as direcções,

como as crianças. havia nisso alma,

quero dizer, havia nisso um ar, uma

candura, uma certa dose de malícia.

ateavas de brando a cidade ao passar

e praticavas a beleza de ser leve.

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praticavas (e isso eu não podia saber)

a inesperada beleza de ser breve.

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Comments

  1. Carla Romualdo says:

    hoje é dia de se revelarem os poetas, e ainda bem. Muito bonito, Pedro

  2. Pedro says:

    Obrigado, Carla. Todos temos um baú onde vamos de quando em quando, como hoje.

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