Breve história do Aventar

Com a autoridade que me é concedida pelo facto de ter fundado este blogue e de ser, digamos assim, o chefe, queria dizer umas palavrinhas no dia do primeiro Aniversário do Aventar.
Recuemos até ao dia 15 de Março de 2009. Tudo começou quando enviei um e-mail ao Luis Moreira, que conhecia pelo facto de comentar todos os meus posts no 5 Dias (os meus e os dos outros), dizendo-lhe o seguinte:
«Olá.
Queria pedir-te um conselho. Estou a pensar lançar um blogue colectivo, tendo já alguns nomes «pensados». Chamar-se-á «Esquerda e Direita» ou algo do género, ou seja, teria autores de todas as facções partidárias e não de uma só, como costuma ser usual nos blogues políticos. Que viabilidade é que achas que uma coisa destas teria? Que nomes é que poderias sugerir para fazer parte do blogue?
Quanto ao convite, se calhar já adivinhaste. Queria convidar-te a participar neste projecto, que para já não passa de uma ideia. Reconheço-te valor para fazeres mais do que comentários nos blogues dos outros.
Fico à espera de uma resposta.
Abraços.»
Com efeito, conhecia o Luis Moreira apenas como comentador do 5 Dias. Um blogue de onde saíra uma semana antes e que deixara em mim o vício da blogosfera. De certa maneira, o 5 Dias faz parte da história do Aventar.
O Luis Moreira aceitou de imediato e comecei então a tratar de fazer os convites. Quanto ao nome do blogue, como disse o Luis, esteve para ser Antes Assim, mas acabou por ficar Aventar.

No dia seguinte, 16 de Março, convidei o José Freitas e o Isac, meus amigos pessoais há 15 anos. A minha ideia era que o José Freitas abordasse mais assuntos ligados à televisão e ao cinema, e que o Isac tratasse da parte informática. Curiosamente, por falta de resposta do Isac, acabou por ser o José Freitas a assumir essa parte, da qual eu nada percebia. Assim, foi ele que tratou da Base de Dados, da plataforma WordPress, do alojamento na Esotérica (maldito sejas, Zé!).
Ns dias seguintes, continuei a fazer convites e, desses, aceitaram aqueles que fizeram o núcleo inicial do Aventar: a Carla Romualdo, que conheço há 6 anos do Partido Humanista; a De Puta Madre, conhecida das caixas de comentários do 5 Dias; o João Paulo, que conhecia das reuniões sindicais dos meus tempos de professor contratado; o Antero, do Anterozoide; o Paulo Ferreira, grande amigo que conheço há mais de 20 anos e que entretanto saiu; e o Gustavo, meu sobrinho mais velho, que também ja saiu. O Luis convidou o Carlos Loures, que aceitou, embora só tenha começado a escrever muito tempo depois.

Tacitamente, porque nunca se falou muito nisso, eu seria o chefe e o Luis Moreira e o José Freitas seriam os outros dois administradores do blogue. Por nós os três passaria a última palavra no que respeita aos assuntos mais importantes, sendo que o José Freitas seria o chefe da parte informática.

Lembro-me bem do dia 29 de Março, aniversário da minha mulher. Esteve em minha casa o José Freitas. O Aventar iria começar à meia-noite em ponto com um post da De Puta Madre, que eu convidara para dar o tiro de partida. E começou, embora poucas horas depois tenha ido abaixo (a nossa primeira queda).

Ao longo dos meses, saíram uns e entraram outros. Poucos dias depois da abertura, porque afinal éramos poucos, fui buscar às caixas de comentários do 5 Dias o  Carlos Fonseca, o José Magalhães e o Miguel Dias. Por intermédio deste, chegou o Adão Cruz. No dia 28 de Junho, após uma ronda pelas caixas de comentários do Jugular, convidei o Fernando Antolin, a Ana Cristina Leonardo, o Rui Herbon e o João José Cardoso. Destes, só o João Cardoso é que aceitou. Ao longo dos meses, pelo interesse e motivação demonstradas, acabou por se tornar, naturalmente, num dos líderes do blogue, como é hoje indiscutivelmente. Foi um dia de sorte para o Aventar.

Terá sido mais ou menos nessa altura que entrou o Nuno Castelo-Branco, o nosso monárquico de serviço.

Em Setembro, novo dia de sorte com a entrada do professor Iturra.

Algum tempo antes, o José Freitas propusera a entrada de 3 elementos, o Vítor Silva, o Ricardo Fonseca de Almeida e o Fernando Moreira de Sá. Claro que disse que sim, como digo sempre. O Vítor conheço-o há muitos anos. O Ricardo Almeida conhecia-o dos jornais como o deputado-voador. Do Fernando Moreira de Sá, nunca tinha ouvido falar, mas confiei no José Freitas. Falo nisto porque, mais recentemente, penso que o Fernando se tornou alguém imprescindível no Aventar. A paixão que tem revelado fez dele um dos líderes do blogue.

Nos meses seguintes, entrou e saiu muita gente, mas os que entraram vieram enriquecer o Aventar. Foi o caso do António Pedro Correia, da Ana Paula Fitas, do António Serzedelo, da miúda Daniela Major, do Dario Silva, do Zé Mário Teixeira, do Vítor Ramalho, do meu Alexandre e  e, mais recentemente, das primeiras figuras mediáticas do Aventar, o professor Mário Frota e presidente Moita Flores.

Em termos temporais, o Aventar começou com uma média inferior a 200 leitores. Chegou aos 300 no segundo dia, graças aos três links vindos do 5 Dias (Nuno Ramos de Almeida, Tiago Mota Saraiva e Paulo Jorge Vieira), mas a partir daí decaiu. No primeiro Sábado, tivemos  apenas 80 leitores. Até o «Pensar Mangualde» teve mais.

A subida foi lenta mas constante. Com o primeiro link do Blasfemias (Carlos Abreu Amorim), disparámos directamente para as 500 visitas diárias. E com a proximidade das eleições, não parámos de subir. 800, 1000, 1200, 2000 visitas diárias. O grande «boom» da primeira semana de Outubro, com 9 mil visitas no dia das eleições Autárquicas e o 13.º lugar no Blogómetro, deu lugar à grande queda. A ida para o Sapo, a perda de muitos posts e leitores, o regresso ao WordPress, o começo de tudo novamente.

E hoje cá estamos, de novo s recuperar. Muito msis importante do que os números, somos um grupo de amigos que há anos atrás nem sequer se conhecia. Todos diferentes, mas todos unidos no mesmo projecto.

É a diversidasde que faz a riqueza do Aventar.

É tarde, o bebé já dorme. A mulher espera por mim e quantas vezes tem esperado ao longo deste ano. Quando há um post que não pode esperar, quando há uma conversa que tem de se fazer. Vai para ela a minha maior homenagem no dia de hoje. E que me perdoem todos os meus aventadores.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Ricardo, a tua mulher é uma santa e a tua filha é linda. eu bem te digo que és um gajo cheio de sorte.

  2. Pedro Rocha says:

    Porque será que a reciclagem daquilo que produzimos anda na moda?

  3. Fernando Moreira de Sá says:

    Um bem-haja para a tua mulher……..sobretudo pelo telemóvel que te ofereceu, eheheheheh

  4. Pedro Rocha says:

    Uma boa sugestão para PPC que já fartou de dizer o não faz mas que ainda não disse uma única palavra do quer fazer. Como é 1ue em 2013 teremos 3% de deficite, sem aumentar impostos, sem privatizações ou sem as medidas que se encontram no PEC?

  5. maria monteiro says:

    breve história mas com muito trabalhinho…

  6. Carlos Fonseca says:

    Eu bem te chamei ‘Guarda Ricardo’, mas tu negaste e agora desbroncaste-te: és Chefe. Ok Chefe, um bem haja para a ti e para o Luís.


  7. Uma resenha bem conseguida.
    Mais uma vez Parabéns e um Abraço, Ricardo.
    Sem ti, nada disto tinha acontecido.


  8. Um grande abraço, Ricardo. É um prazer trabalhar contigo.

  9. J. Mário Teixeira says:

    Um abraço meu, pois claro. E, já agora, um do Guerra, também.

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