o começo dos começos-Lewis Morgan

o criador das ideias do começo dos comportamentos civilizados

Lewis, Morgan Henry: Ancient Society or Researches in the lines of human progress from savagery through barbarism to civilization, Peter Smith: Massachussets, (1877) 1974.

Lewis Henry Morgan (Rochester, 21 de Novembro de 181817 de Dezembro de 1881) foi um antropólogo, etnólogo e escritor norte-americano. Considerado um dos fundadores da antropologia moderna, fez pesquisa de campo entre os iroqueses, de onde retirou material para sua reflexão sobre cultura  e sociedade. O seu mais afamado livro, o mais importante para a moderna Antropologia com trabalho de campo é: Ancient Society by Lewis H. Morgan 1877 (texto integral, em inglês). O título do livro é uma ligação para a obra, motivo pelo que está em azul.

Morgan nasceu em 1818 no estado norte-americano de Nova Iorque. Cursou Direito no Union College, tendo exercido a profissão de advogado por algum tempo em Aurora e Rochester. Envolveu-se com política, filiando-se ao Partido Republicano; foi deputado e depois senador. Foi quando se interessou por antropologia e pelas questões ligadas aos iroqueses.

Entre seus estudos destaca-se o do parentesco, no qual Morgan tenta estabelecer conexões de sistemas de parentesco em escala global (Systems of Consanguinity and Affinity of the Human Family, 1871); bem como o seu estudo sobre a evolução das sociedades humanas consagrado em Ancient Society (1877), texto no qual distingue três estados de evolução da humanidade: selvajaria, barbárie e civilização.

Outra obra importante dele é: A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado O título do texto é uma ligação para a obra completa.

A sua forma de trabalhar passou a ser um modelo para muitos de nós. Motivo pelo qual nos denominamos etnógrafos, ao estudar aos seres humanos no seu sítio de residência. Para poupar espaço, remeto o texto para o meu artigo do livro organizado por José Fernando Madureira Pinto e Augusto Santos Silva: Metodologia das Ciências Sociais, 1ª edição de 1896. Meu texto tem por título Trabalho de Campo e Observação Participante em Antropologia, pp. 149-159 – O livro tem sido editado pela oitava vez em 2007. Referido em todas as entradas Internet da página web: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=metodologia+das+ci%C3%AAncias+sociais+augusto+santos+silva&meta=&aq=0&oq=Metodologia+das+Ci%C3%AAncias+Sociais+Augusto+Santos+. O meu texto, em: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=metodologia+das+ci%C3%AAncias+sociais+cap%C3%ADtulo+VI+Trabalho+de+campo+e+observa%C3%A7%C3%A3o+participante+em+Antropologia&btnG=Pesquisar&meta=

Esta forma de observação no sítio dos acontecimentos, as histórias de vida recolhidas, os diários de campo usados para não esquecer conversas cumpridas, passadas a seguir para um diário de campo mais formal, escrito com calma durante duas ou três horas e arquivado para não esquecer informações, actividades, genealogias ouvidas enquanto se trabalha e observações vistas e ouvidas em silêncio, todo transferido as esse diário escrito a máquina antigamente e, a seguir, em computador, quando apareceu em Portugal nos anos 90 – Jack Goody e eu trabalhávamos em máquina de escrever – levaram a Edmund Leach a uma séria repreensão no seu livro de 1976: Culture and Communication. The logic  by which symbols are connected a classificar o exercício da nossa ciência entre empiristas e racionalistas. Os primeiros, éramos académicos como Jack Goody, Meyer Fortes, Lucy Mair, Audry Richads, Reo Fortune, Gregory Bateson, Raymond Firth e eu e os seus discípulos; de certeza Morgan deve-se contar entre estes; os segundos, liderados por Edmund Leach, não iam a terreno: liam arquivos, ou aparecia esporadicamente para ouvir mitos e realizar uma recolecção genealogias como ele tinha feito muito novo, na sua fazenda de Birmânia em 1954, que acabou por ser a sua tese de doutoramento e um livro: Political Systems og Highland Burma, G.Bell & Sons Editores, Londres. Culture and Communication está comigo, editado pela Cambridge University Press, bem como referido com comentários em todas as entradas Internet da página web: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Edmund+Leach+Culture+and+Communication&btnG=Pesquisa+do+Google&meta=&aq=f&oq=Edmund+Leach+. Há versão portuguesa em Edições 70, Lisboa, de 1992

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