Confesso que nem sabia onde parava o Rui Araújo, que entre outros títulos distintos ostenta o de primeiro repórter português a entrar em Timor-Leste ocupado. Numa altura onde se confunde jornalista com licenciado em jornalismo, onde a investigação anda muito mais Cabrita que Felícia, sabendo que essa é a lógica dos donos dos órgãos, que investigar pode mesmo ser perigoso, encontrei-o hoje a contar a estória do “maior aterro nacional”.
Demolidor, Rui Araújo demonstra, encosta, narra, mais um processo e vários crimes que nunca existiram, até porque hão-de prescrever a tempo de evitar chatices a muito boa gente, gente dos poderes, políticos, e outros dinheiros.
Podem vê-la, 30 minutos a não perder. Recomendado a estômagos sensíveis apenas depois de uma refeição ligeira. Há sempre o risco de vomitar.
Para quem não conhecer, a
Agora pasme-se: esta rua, outrora movimentada pelo seu robusto comércio e casas de morada de muitos cidadãos, é hoje, quase de certeza, na cidade, o maior cemitério de prédios decrépitos e em mau estado por metro quadrado. Um caso de estudo, sem margem para dúvida! Infelizmente, para pior, uma amostra do estado em que se encontra a Baixa da cidade de Coimbra.
Nem vou falar das causas, porque já todos as conhecemos de ginjeira, a começar por esta absurda, inoperante, injusta, selvagem, paradoxal, ilógica, inconsequente, estúpida, estulta, Lei do Arrendamento Urbano. Já o escrevi aqui: pelo menos, desde 1974, todos os ministros relacionados com a pasta da habitação deveriam ser sentados com o cu no mocho e julgados por atentado ao património nacional e terrorismo urbano. Agora, de repente, lembrei-me de um pormenor importante: aqui na Internet circulam petições para defesa dos motivos mais néscios que há, e até algumas com fundamento de razoabilidade. Qual o motivo por não haver nenhuma a favor de uma mudança de paradigma que é tão importante para o país? Se calhar será outro caso de estudo…
Esta frase dá arrepios, num país onde a juventude está tão mal preparada e as regiões desertas. A desertificação irá acentuar-se, tudo porque é necessário poupar uns tostões,enquanto se esbanjam milhões em gabinetes com doze motoristas, assessores, consultores externos, frotas automóveis, megainvestimentos que ninguem sabe muito bem para que servem.






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