Juízo…

Hoje ao final da manhã, Marco António dissipou todas as dúvidas levantadas pela imprensa, o PSD reafirmou a sua posição em matéria de portagens nas SCUTs: sim para todos. Não me espanta que o tenha feito pela voz do seu Vice-presidente, bem pelo contrário. Mais tarde, foi a vez de Miguel Relvas e assim se cortou o mal pela raiz.

Ontem Rui Rio foi, finalmente, o porta-voz do sentimento de revolta existente na GAMP, um pressentimento de quem soube escutar aqueles que, desde 2008, clamam contra a injustiça desenhada por Mário Lino e cegamente seguida pelos seus substitutos. Só quem não conhece esta realidade ou anda fechado em gabinetes é que não calculou nem viu o que se estava a preparar.

Por outro lado,  [Read more…]

As SCUTS do SCROTES

Afinal o PSD não negociou nada com o PS quanto às SCUTS. O PS do Sócrates sempre que pode mente com os “chips” todos! Perante uma trapalhada das antigas, com o Norte em peso a “levantar-se”, o PS já está a sacudir a água do capote e a atirar as culpas para o parceiro que, estúpido, se vai deixando enredar na governação que não lhe pertence.

O Relvas, porta-voz, já veio dizer que o vice-presidente, Marco António (que raio de nome) não negociou nada quanto às SCUTS, pelo que se trata de uma estratégia do PS esta de meter o PSD ao barulho. Mas o PSD não sabe que o Sócrates sempre assim fez e sempre assim fará?

E, então, vamos ter SCUTS no país todo ou pura e simplesmente vamos continuar a pagar fazendo de conta que ninguem paga e é tudo à borla? Utilizador/pagador ou utilizador/contribuinte?

E quanto aos “chips? Vamos ter alternativa ou vamos todos ser perseguidos pelo “grande irmão”? Ainda por cima temos que o comprar o que não deixa de ser irónico, é o que se chama juntar lenha para nos queimarmos.

O pior é se o PS recua e já não temos uma manifestação grandiosa com o Norte na rua. Sócrates , valente, aguenta-te, que não seja por isto que fiques conhecido pelo “Sócrates das scuts”!

A Frase

“Colégios privados estão a perder clientes”, José Rodrigues dos Santos há um minuto atrás no Telejornal da RTP1.

No meu tempo, as escolas tinham alunos (e professores também); agora têm clientes. Quanto é o tombo?

Estou mesmo a ficar velho.

A Democracia do “Money"

De debates do conceito de democracia, está a História cheia. Desde Sócrates, o autêntico, a filósofos, políticos e ideólogos da actualidade. O dinheiro, em abundância e embora ganho por métodos desrespeitosos da ética, transformou-se em valor supremo das sociedades actuais. As elites vivem na luta obsessiva pela expansão de fortunas, à custa da desigualdade e da transgressão, naturalmente perversas, de direitos básicos de milhões de seres humanos.

Dos EUA à China, da Europa à Índia, do Japão a África, o desenfreado domínio material de poucos dizima a dignidade de milhões. Contraditoriamente, e a crise financeira mundial tornou o fenómeno transparente, o materialismo converteu-se na prática de multimilionários e acólitos que, em exibições falaciosas, se fazem passar por interpretes de inspiração metafísica. São os actores dessa comédia divina e providencial, o neo-liberalismo.

Portugal, país frágil e mal governado há muito, caiu inevitavelmente nessa rede selectiva, cuja malha é apropriada para engrossar o exército dos pobres. Segundo o Eurostat, o nosso País é o 9.º mais pobre da UE, considerando que, em média, o PIB ‘per capita’ – sempre o terrível PIB! – é apenas 78% da média dos 27 países da dita União (?). No topo da lista está o Luxemburgo, com 268%, o que ratifica o efectivo fosso de desigualdade – o Luxemburgo, onde vivem milhares de portugueses, é uma praça financeira povoada de ‘paraísos fiscais’.

O referido país é, pois, o paradigma do ‘Governo do Bancos’, título de Serge Halimi no EDITORIAL – Le Monde Diplomatique – Edição Portuguesa. Em lúcida análise, o autor refere vários males: entre eles, a perversidade do sistema financeiro internacional, assim como os antigos ‘apparatchicks’ soviéticos metamorfoseados em oligarcas industriais e os patrões chineses que ocupam um lugar destacado no Partido Comunista.

Enfim, a ‘idade do dinheiro’, já havia sido retratada através da frase ‘Money makes the World Go Around’, no filme ‘Cabaret’, com Liza Minnelli.

Mais 50 anos de paz com desenvolvimento!

Os últimos 50 anos de paz e progresso na Europa constituem um feito inigualável na história da Humanidade! Pela mão da Social-Democracia Europeia.

Hoje o que está em discussão é a possibilidade de termos mais 50 anos de paz e desenvolvimento, o que passa pelas seguintes opções:

Mais e melhor cidadania – a construção da UE não pode fazer-se ao arrepio dos cidadãos, apresentando factos consumados e sem participação na tomada de decisões que diz respeito a nós todos.

Controlo das contas nacionais – os déficites soberanos são passíveis de serem atacados pela especulação financeira com prejuízos de uma dimensão ainda não totalmente percepcionada. Há que acabar de vez com o “casino”, com os riscos não controlados, com as off – shores, com os edge funds….

Desenvolvimento – mas tudo isso tem que ser feito sem matar o desenvolvimento, sem abafar a criação de riqueza, que na Europa passa por uma economia apoiada na inovação, na investigação e no conhecimento.

Como quem está de boa fé pode constactar, nas outras partes do mundo, apesar do crescimento a dois dígitos, a miséria atinge a esmagadora maioria da população, porque a sua economia assenta nos baixos salários e na inexistência de apoios sociais. Os níveis de produtividade são fundamentais para que as pessoas vivam melhor num mundo globalisado e onde os mercados são cada vez mais competitivos.

Não se progride nem se mantem a paz com a miséria e a exploração, os apoios sociais e um salário digno são ingredientes fundamentais sem os quais as sociedades não progridem. Longe de serem custos, são antes alavancas essenciais à paz e ao progresso. Sem justiça social criamos sociedades violentas ou ditaduras como é exemplo  tudo o que não passa por uma democracia, um estado de Direito e uma economia social de mercado.

É do que se trata hoje nos areópagos de Bruxelas, o que vejo com apreensão, pois os líderes actuais são medíocres .

Pão, pão, queijo, queijo?

Num artigo de José Reinoso intitulado “Greves sacodem a fábrica do mundo”, publicado na última Visão, deparei com este parágrafo surpreendente:

“Os trabalhadores da Honda Lock reivindicam, igualmente, a criação de sindicatos independentes, coisa tabu no país, onde estão proibidos. As associações de defesa dos direitos laborais existentes na China estão ligadas ao Partido Comunista e actuam, normalmente, ao serviço dos empresários.”

É caso para dizer que, se fossem chineses, Américo de Amorim, Belmiro de Azevedo, Joe Berardo, Francisco van Zeller, etc., seriam militantes comunistas. Convictos, por amor ao capital.

Temos Líder, Carago!

Até que enfim, Dr Rui Rio, até que enfim que o ouço a defender a sério as gentes do Norte.

Ao ouvi-lo, fiquei com a impressão de que o nosso líder chegou por fim.

Só espero vê-lo na linha da frente da defesa dos nossos direitos e à nossa frente, comandando-nos, na nossa anunciada revolta, mesmo que o seu partido se entenda com o ainda nosso Primeiro e acabe por não votar favoravelmente a revogação da Lei dos Chips.

Não perder o Norte

A forma como Rui Rio soube juntar a sua voz aos autarcas da região e em especial ao Presidente da CMMaia, permite antever um verão quente. Aliás, não posso deixar de sublinhar a lucidez do líder da Junta Metropolitana.

Entretanto, não esquecendo ESTE aviso à navegação, vamos esperar para ver o comportamento dos deputados, em especial os eleitos pela região (independentemente da sua cor partidária) na votação dos chips. Será um sinal, um importante sinal.

Isto agora com o Brasil é que vai ser a doer

dizem os saudosos do Scolari. E têm razão. Vai ser a nuca de Cristiano contra o braço de Fabiano. Uma luta desigual. Ainda bem que o treinador deles é o Dunga, sempre fica mais equilibrado.

o som de um ninho vazio…

o dia em que amar coverte-se numa constante ironia

Para os meus discípulos de Etnopsicologia da Infância.

Falava ao telefone com uma antiga estudante minha, amiga que age como entende e ajuda-me em todo o que é possível. Dizia-me, logo de manhã ao telefone, que um homem é uma pessoa atroz. Perguntei porque. A resposta foi simples: nada fazemos para as agradar. Comecei a pensar: o que será que agrada a uma mulher, além da intimidade sexual? O carinho gratuito, o amor sem parar, as flores elegantes, dizer que é bonita, acompanhar no minuto da tristeza? Passear para namorar? Devo dizeres que enquanto os anos passam, a minha experiência com as Senhoras são cada vez pior e difícil: mais tempo passa, menos agradamos. Procurei no dicionário a palavra atroz, e fiquei espantado e ferido: cruel e desumano, que excede quanto é imaginável, monstruoso. Não sabia que eu era assim! Bem ao contrário. Pensava ter sido gentil, um cravo, uma rosa branca de carinho, simplesmente, um ser masculino que seduz. Enganei-me. A ironia da frase, reiteradamente referido, desapontou-me. Especialmente, por não me considerar machista. No final, ficamos sós e não prestamos. Como acontece quando os descendentes crescem e formam as suas famílias: devemo-nos habituar a esse som de ninho vazio, sem descendentes, sem companheira. E mais nada acrescento nestes andares, cada ideia minha, será mais uma ironia que amedronta. É melhor pensar na ideia do cabeçalho do texto, que é bem mais triste.

 Confesso que a frase do título não é minha. Antes fosse. É a frase de Mac Kinsey ou Clare McMillan, a mulher do Biólogo, Entomólogo e Sexólogo, o Professor Doutor Alfred Kinsey, o autor do denominado Relatório Kinsey, sobre a sexualidade da

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Desastre ambiental – 60 000 barris de crude/dia

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O desastre continua, imparável, sem solução à vista. Agora a BP estima que o poço possa derramar 100 000 barris/dia o que contraria as previsões mais optimistas do passado, após as medidas já tomadas!

Entretanto, o Presidente do Concelho de Administração da BP foi a uma regata em que competia o seu iate, Bob, na ilha Whight no sul de Inglaterra, facto aproveitado para uma ataque cerrado da administração Obama. E, a isto ,juntam-se as declarações de um funcionário da estrutura de extração que veio declarar que a Gestão foi informada a tempo e horas que uma das unidades de proteção havia cedido, e não foi substituída como se impunha.

Tudo indica que o desastre foi o resultado da pressa em obter resultados e cortar nos custos, o que dá em desastres e, no caso, no pagamento de 50 mil milhões de dólares de indemnizações, ao longo dos próximos anos. Foi criado um fundo de 20 mil milhões para pagamento imediato às pessaos afectadas pelo desastre. Por estes números  podemos calcular a dimensão do desastre mas tambem a potencialidade destes negócios cuja dimensão coloca em perigo muitos milhares de vidas.

A BP, longe de casa, a destruir o ambiente do Golfo do México!

a morte do avô

O que o avô faz em vida

Não é em vão que Alice Miller recomenda, no seu texto de 1999, que a verdade liberta os seres humanos, as pessoas. Mas liberdade para quê? Talvez para o caminho do engano e da falsa verdade que o adulto tenta transferir aos pequenos, por causa do seu próprio temor. Ou, por causa da sua própria dor. [Read more…]

RPPP*


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* Reanimação Período Pós-Portagens.

Passado que seja o efeito Sete-Zero, os autarcas do Grande Norte podem começar a aplicar estas massagens a si mesmos e àqueles que, crentes, acharam que os autarcas defenderiam os interesses dos seus munícipes antes dos do seu reluzente umbigo político. Não há almoços grátis, alguém vai ter que começar a arrotar….