A Palestina, pasto de uma geração de ódios.

A questão da Palestina não será resolvida pelas actuais gerações no poder, cresceram com o ódio, não há família que não chore um morto ou um estropiado. É uma questão de orgulho pessoal, já pouco contam os verdadeiros interesses da paz e dos povos. Antes morrer que recuar ou ser visto como perdedor, mesmo que ganhem todos.

As gerações mais novas, libertas desses constrangimentos, já conseguiram estabelecer pontos de entendimento, o que abre caminhos para a negociação e para a vivência em comum. Se querem ter uma vida fraterna, próspera e em paz vão ter que conviver uns com os outros, uma parte importante da população de Israel é de proveniência Palestina, têm a sua vida repartida pelas universidades Israelitas e a sua família trabalha em empresas do Estado de Israel. Não há volta a dar, a não ser o entendimento!

Mas se para quem vive no local é dificil, incompreensível se torna que pessoas longe do conflito, sem sofrer as sequelas da guerra, lance lenha para a fogueira meramente por razões ideológicas. Não dão um passo no sentido da paz, da compreensão do problema. Tudo se resume a quem está do nosso lado e a quem não está. Quem está ,ideologicamente, perto ou longe dos USA assim reage, sem cuidar de saber se tal posição ajuda ou aprofunda o problema.

Sempre contra Israel, sempre a favor dos palestinianios! Sempre contra os Palestinianos, sempre a favor de Israel.

Como o Nuno Castelo-Branco mostra aí nesse belo e avisado artigo se calhar o problema é mais complexo e, em vez de ódio, exige discernimento! E a Ana Paula, mesmo tomando partido, clama segundo o direito internacional aplicável. Com ódio é que se não vai a lado nenhum!

Noam Chomsky sobre o ataque israelita ao navio de ajuda humanitária

Este perigoso terrorista, perdão, muçulmano, perdão, talibã, perdão, membro da Al Kaeda, perdão, palestino, perdão, Gazeado, chama-se Noam Chomsky e deu ontem a entrevista que se segue ao programa de televisão Ce soir ou jamais.

Não fala apenas sobre Israel, naturalmente. Por alguma razão Chomsky é, por muitos, considerado o maior pensador americano vivo.

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Condenar Israel – Apoiar a Palestina!

Chocante e inqualificável é o mínimo que se pode dizer da actuação de Israel contra os activistas pró-palestinianos que tentavam fazer chegar alguma ajuda humanitária a Gaza. A persistência do cerco e a agressividade sistémica contra os territórios ocupados da Palestina, faz lembrar métodos de extermínio dissimulados que não passarão incólumes na História, reconhecido que é o exercício abusivo do terrorismo de Estado de Israel. É urgente que o povo israelita e a comunidade judaica dê o rosto e a voz contra esta permanente violação dos Direitos Humanos, sob pena da comunidade internacional, pelo menos, em termos de sociedade civil, deixar de reconhecer a legitimidade do Estado de Direito de Israel… porque, em pleno século XXI, Israel não fará o mundo recuar nos seus princípios democráticos, na defesa dos Direitos Humanos e do Estado de Direito, pela persistência patológica do seu desempenho como Estado agressor. Enquanto Israel mantiver esta postura de tudo atacar (consequência de uma deformação cultural assente no medo e incentivada, política e socialmente, pela manipulação doentia de um trauma materializado na catarse de uma permanente lógica de guerra), as palavras de ordem continuarão a ser: Solidariedade com a Palestina, Já! Solidariedade com a Palestina, Sempre!

(Este texto foi também publicado AQUI)

um grilo é só um grilo

Pela rua abaixo já se ouve a sinfonia dos bichos. Chega o calor e voltam a ouvir-se os grilos. Prisioneiros das casas citadinas, cantarão até caírem para o lado e nunca mais voltarão ao campo de onde foram roubados.

Recordo os grilos que me ofereciam em criança como um castigo que me tocava a cada ano, uma obrigação que havia que honrar como possível. Lá o alimentaria com folhas de alface, lá lhe limparia a gaiola das folhas secas e dos cagalhotos, lá lhe aguentaria a barulheira que tem a sua graça bucólica na primeira noite e logo se torna infernal, até ao dia em que iria dar com ele muito esticado, com as patas para cima, e poderia, finalmente, com alívio, ainda que com essa pontinha de tristeza tão portuguesa, atirar com a criatura para o lixo.

Havia sempre alguém que me oferecia um grilo, convencido de que nada poderia agradar mais a uma criança citadina, e que a partir desse dia se interessaria pelo destino do bicho nas minhas mãos, perguntando sempre como é que ele ia, como se a vida de um grilo pudesse ter variáveis dignas de conversa, e já não havia forma de eu poder ir soltar o bicho no seu meio natural. [Read more…]

Os assassinos de Israel e o insuportável silêncio do Nobel da Guerra Paz

O pecado original, já se sabe, está na criação de Israel, que nunca devia ter existido. Agora que não se pode exterminá-los, como sair disto?
As culpas são de ambos os lados, como é óbvio. Porque ao regime terrorista e imperialista de Israel, dito democrático, corresponde uma organização como o Hamas – infinitamente menos poderosa, mas infinitamente mais moblizadora para acções de carácter terrorista. Israel não precisa, o próprio Estado é terrorista e empenha todos os recursos nas suas acções criminosas e na tentativa de expandir um território sem qualquer base legal.
Estávamos habituados a ver, nos regimes terceiro mundistas de África, missões humanitárias a serem impedidas de chegar ao destino. Agora, são os países dito desenvolvidos que procedem da mesma forma e com as consequências que se vêem.
Entretanto, do outro lado do mundo, por onde anda o Nobel da Guerra Paz, incapaz de condenar uma acção destas?

Ponto de ordem à mesa:

A passagem da Sublime Porta


As imagens que o Público hoje mostrou.

Apenas os entusiastas das “grandes causas” poderão negar a evidência: o governo Erdogan optou por uma saída airosa – mas com bastante ruído mediático – da já tradicional aliança entre a Turquia e o Estado de Israel. Hoje ninguém duvida da escalada de um islamismo mais radical que o primeiro-ministro turco tenta ingloriamente colocar em paralelo com a democracia cristã europeia. Nada de mais falso. O assalto ao poder total, a destruição do Estado khemalista, a obliteração do poder das forças armadas, a conquista do palácio presidencial e a aproximação ao Irão, são factos que denotam uma evolução que apenas poderá preocupar os europeus. Praticamente afastado o ingresso na periclitante União Europeia, a Turquia prepara-se para se tornar numa potência regional com influência segura em algumas regiões da Ásia Central e no Médio Oriente, ao mesmo tempo que recupera o papel outrora reservado à Sublime Porta como protectora dos muçulmanos. No entanto, este afastamento acaba por ser uma feliz ocorrência para uma Europa ciclicamente ameaçada pela recessão e declínio demográfico. Serve como um alerta.

Entretanto, os apoios que Erdogan recebe imediatamente, são bastante elucidativos. Pequim já disse presente!

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Eurostat: O desemprego em Portugal subiu para 10,8%

Pobreza

O primeiro-ministro, José Sócrates, bem se pode ufanar do crescimento de 1% do PIB no 1.º trimestre do ano. O propagandeado sucesso ficou dissipado por um fenómeno económico-social dramático: desemprego atinge novo recorde e chega aos 10,8%, segundo o jornal “i”.

Quando se estanca esta chaga social que, à luz das novas medidas acordadas entre PS e PSD, intensificará a miséria de ainda mais milhares de portugueses? O país real, que uns governam mal e a que outros pedem desculpa, é cenário de milhares de dramas em crescendo, amassados na indigência, na fome e na incapacidade de acesso a uma vida minimamente digna.

Pela evolução dos números, nem a OCDE acertará na previsão da taxa média de desemprego de 10,6% para 2010. A probabilidade de um valor superior é, de facto, elevada. Como dizem certos especialistas, o desemprego não pode ser visto simplesmente como uma estatística, “uma contagem de cadáveres”. A UE, os governos dos países e os partidos de oposição têm a obrigação de concertar e aplicar  medidas para contrariar tamanha calamidade social. Ou então, a coesão social, na Europa, é o que sempre pareceu: uma farsa.

 

A Turquia e a Grécia – problema político que dá dinheiro!

Este é um assunto político que deveria ter uma solução política. E que se saiba uma solução política não precisa de sustentar 100 000 soldados de um lado e outro, nem precisa de seis submarinos de um lado e outro.

Seria por aqui que a União Europeia deveria pegar no assunto para resolver o déficite das contas públicas da Grécia e, ao mesmo tempo, trazer a Turquia para dentro da União. É fácil, é barato e dá milhões! Mas assim, a vender armamento, temos a Alemanha a emprestar o dinheiro dos contribuintes alemães à Grécia, tão mal vista pelos alemães, os mesmos que vão lá cobrar uma taxa altíssima para remunerar as poupanças dos cidadãos alemães que estão tão zangados com a Grécia! Confusos?

Não estejam que eu explico outra vez. A Alemanha afunda as finanças públicas da Grécia , vendendo-lhe armamento e depois empresta-lhe o dinheiro dos seus cidadãos, para que a Grécia pague os submarinos, assim, fica a Grécia com os submarinos que não servem para nada e com a dívida e os Alemães com o dinheiro cobrado dos submarinos e o crédito. Por sua vez a Grécia pede dinheiro aos outros países europeus para pagar os juros e a dívida que, por sua vez, pedem dinheiro à Alemanha para poderem emprestar à Grécia! Confusos?

Então agora façam o mesmo racíocinio para Portugal, Irlanda, Islândia, Espanha …

PS: troquem só os submarinos pelo TGV…

CGD – A miopia de Faria de Oliveira

O presidente da CGD, Faria de Oliveira, nos telejornais de ontem, admitiu a venda dos 7% detidos pela instituição no capital da Portugal Telecom. “ É apenas uma questão de dinheiro, tudo se vende na vida excepto a honra…”, argumentou o ex – Ministro do Comércio, ex – IPE e ex – mais não sei quantos lugares e funções.

A falta de perfil e competência do Eng.º Faria de Oliveira para o exercício do cargo actual já se manifestara em intervenções anteriores. Apesar de utilizada para investimentos e parcerias sem nexo, a CGD tem também em carteira participações de carácter estratégico para o país. Uma delas é justamente na PT, por sua vez detentora de parte do capital da operadora Vivo, brasileira e alvo de aguda cobiça pelos espanhóis da Telefónica.

As declarações de Faria de Oliveira denotam miopia empresarial. Com efeito, reduzir a participação na PT a mera questão mercantilista – o dinheiro é que conta, considera ele – é demonstrar falta de visão estratégica. Murteira Nabo, conhecedor da matéria, corrigiu o ‘tiro’ de Oliveira. O desejável, disse, seria lançar um contra-ataque à posição da Telefónica na Vivo, acrescentando: “ E há parceiros disponíveis”.

As tecnologias de telecomunicação são, de facto, estratégicas em qualquer país. Portugal já alcançou sucessos de relevância mundial. A própria PT, através da TMN, lançou o primeiro serviço de telemóvel pré-pago do mundo; citem-se também os desenvolvimentos das ATM e ‘Via Verde’ pela SIBS. Sem uma operadora, cuja expansão internacional é facilitada através da Vivo, fica muito mitigada a capacidade de progresso na área das citadas tecnologias por Portugal, incluindo desenvolvimentos através de plataformas ‘Internet’ e da TV Digital. Faria de Oliveira não entende isto.

SCUTs: entre o ‘não tens cão, caça com gato’ e o ‘com papas e bolos se enganam os tolos’

Os elementos do PS na Câmara do Porto tiveram uma ideia genial. Como não estão em posição confortável para contrariar o governo PS na questão da cobrança de portagens nas SCUT, os vereadores do PS sacaram um trunfo da manga: que a empresa responsável pelo Sistema de Identificação Electrónica de Veículos (SIEV) tenha sede no Porto e não em Lisboa como previsto na sua constituição.

É uma espécie de “se não tens cão, caça com gato”. Talvez uma compensação. A malta rica do Porto e do Norte tem de pagar portagens que os pobres de outras regiões, como o Algarve, não têm, por isso ficamos menos incomodados se a sede da empresa ficar na Invicta.

Na realidade, em vez da metáfora do gato e do cão, que serve de justificação política, talvez seja melhor lembrar aquela de “com papas e bolos se enganam os tolos”. Pagamos, mas sempre temos a sede da empresa no Porto. Se assim for, seremos todos mais felizes.

Crescer

É porque esta razão que eu gosto é do século XVI.

E é por isto que a História do século XX me causa algum descomforto. Não tanto a História, peço desculpa mas a forma como é ensinada. Porquê? Porque somos quase obrigados a escolher um lado. Eu ando a estudar o século XVI. As pessoas já não estão absolutamente convencidas de que uma resposta simples pode servir em relação a problemas complexas. É evidente que os historiadores condenam os crimes do século XX. Mas ao lado da condenação importa também compreender. E não vejo porque é que a existência de outras interpretações são automaticamente ilegítimas. É bom para a História, para o estudo da História a existência do debate mesmo que algumas interpretações estejam mais correctas do que outras.

Rui Ramos com todos os defeitos que pode ter, tem uma virtude. Contrariou e muito quase todos os historiadores que até agora escreviam sobre o Estado Novo. Pode não estar certo? Pode estar errado? Talvez, quem sou eu com os meus parcos conhecimentos para julgar isso. Mas sinceramente, teremos sempre que olhar para a História por apenas uma janela? Ver e aceitar ou considerar apenas uma interperetção? Eu pensava que todos os documentos podiam ter interpretações diferentes! E eu e todos os outros temos que lidar com isto. Está na hora de crescer e enfrentar o passado e aceitar a noção de que sim a História é revisionista e as pessoas também.

Na PSP há criminosos à solta: quem os prende? quem pára Rui Pereira?

São casos a mais em tão pouco tempo. O último inclui um gravíssimo atentado à liberdade de imprensa e pode ser lido no tvi24.

Tenho plena consciência que a polícia de hoje não é a da minha infância. Sou amigo de gente que trabalha ali como poderia ter escolhido outra profissão. O que se está a passar é um reflexo da crise: os polícias também são assalariados, vivendo em condições miseráveis principalmente nas grandes cidades, e que são treinados para deixarem de ser homens, como os soldados que todos já foram.

Esta estratégia de espevitar o pior que há dentro de cada um deles, como dentro de nós existe escondido, de soltar a fera fascista, tem de ter responsáveis, dentro da hierarquia, mas sobretudo tem um: o ministro que a tutela.

Tudo leva a crer que Rui Pereira deu ordens para soltar os bichos, para amansar as feras. O pânico pela violência social que vem já a seguir explica tudo. E justifica essa mesma Grécia que cresce dentro de nós.

Dennis Hopper por Andy Warhol

Um dos screen tests de Andy Warhol, filmados entre 1964 e 1966.

Terroristas assassinos

(adao cruz)

“WASHINGTON, EUA — O ataque de comandos israelenses contra a frota internacional que levava ajuda humanitária ao território de Gaza – no qual morreram 19 pessoas – foi alvo de críticas de toda a comunidade internacional.”

“O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou estar chocado com o sangrento ataque israelense e pediu ao Estado hebreu que realize uma investigação a fundo sobre o fato.”

“Os Estados Unidos lamentam profundamente a perda de vidas humanas e o saldo de feridos, e atualmente tentam entender as circunstâncias nas quais aconteceu a tragédia”.

Paleio, paleio e mais paleio! Ninguém de bom-senso acredita em tais lamentações. A vergonha já não cobre a cara de ninguém. Lamentações, inquéritos, punições são fórmulas mais do que gastas na voz dos falsos moralistas e dos hipócritas que protegem e dão apoio aos assassinos de Israel.

Morte aos assassinos terroristas nazis de Israel.