Os testes Pisa 2009 vistos por quem não sabe ver

Um senhor chamado Joseph Conboy, apresentado como investigador do  Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, vem hoje ocupar uma página no Público defendendo a amostra dos testes Pisa 2009 em Portugal. Diz ele:

Embora possamos especular sobre uma amostra viciada, não temos nenhuma razão concreta para questionar o rigor da amostragem efectuada pela OCDE. Estas alterações na natureza da amostra provavelmente resultam de taxas de retenção que, lentamente, vão diminuindo, bem como da implementação de legislação que permite alunos sobredotados avançarem um ano escolar.

Acontece que em Portugal não está ainda implementada nenhuma legislação deste tipo, e provavelmente uma legislação inexistente não produz resultados, já para não falar do facto de alunos sobredotados serem por definição em número estatisticamente irrelevante para influenciarem um estudo deste género. Quanto à amostra viciada já me ocupei com o assunto ontem e chover no molhado não vale a pena.

Arranjem um investigador que conheça o sistema de ensino português, vá lá, e que especule menos. Não é que sirva para alguma coisa, mas sempre se poupam os jornais à publicação de disparates risíveis.

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