Make-up


Os defensores de inadiáveis causas, já têm mais um excelso problema com que se preocupar. No Sudão, uns tantos modelos masculinos foram multados por terem sido maquilhados, tornando-os mais apresentáveis para os ecrãs televisivos. Tal coisa é considerada indecente e imoral, daí a pena.

Já agora, que tal seria fazermos o mesmo com toda a “manfianagem” que nos entra diariamente casa-adentro? O presidente da República, o 1º ministro, os ministros e anexos, os líderes de todas as oposições, os artistas e apresentadores, miúdos dos Morangos, etc, etc, etc. Com tanto pecúlio angariado pelo “imaquilhável” Teixeira dos Santos, Portugal saía da crise já na próxima semana. Ele que contrate o sr. Munir, especialista em contornar assuntos delicados.

Aventar recolhe reacções à prisão de Assange (4)

testemunho

Depois dos anteriores, chegou ao Aventar esta dúvida sobre o impacto que a educação tem na formação dos indivíduos.

Quem vai à guerra dá e leva

As nobres instituições que às ordens do dono estão a boicotar a wikileaks, através do cancelamento de contas bancárias ou de processos judiciais absurdos,  começaram hoje a provar o sabor da guerra: uma associação de hackers denominada Anon_Operation passou ao contra-ataque.

Os sites da Mastercard, Postfinance estão offline. A Paypal já esteve. Esta gente ainda não tinha percebido que na net não mandam os governos. Vai perceber num instante.

Um Desejo Eléctrico de Estacionar

Praça da Batalha, Porto, 08 Dezembro 2010. Pelo menos meia hora de empatamento.

Área de Projecto: o que é isso? Acabar ou continuar?

Nos tempos de Guterres em S. Bento, numa altura em que Ana Benavente andava pelo Ministério, o Governo introduziu mudanças no currículo, tornando as escolas espaços menos disciplinares, mas mais curriculares.
Acabou, entre outras coisas, com as aulas de 50 minutos e introduziu as aulas de 90 ou de 45 minutos. Introduziu também três novas áreas curriculares não disciplinares: a Formação Cívica, o Estudo Acompanhado e a Área de Projecto.
Sobre estas duas últimas, importa agora reflectir um pouco na medida em que o Governo, no âmbito da cultura do défice, se prepara para as extinguir.
A Área de Projecto visa, de acordo com a Lei, ” a concepção, realização e avaliação de projectos, através da articulação de saberes de diversas áreas curriculares, em torno de problemas ou temas de pesquisa ou de intervenção, de acordo com as necessidades e os interesses dos alunos.”
Era trabalhada no primeiro ciclo pelo professor titular da turma, no 2º por um par pedagógico de professores da turma e no terceiro apenas por um professor da turma.
Muito se poderá escrever sobre as suas possibilidades, sobre os seus méritos ou até sobre a sua dispensabilidade… Uma coisa é mais ou menos aceite por todos: a área de projecto nunca o chegou a ser, de facto. Começou por ser uma espécie de área escola, nos últimos tempos foi tomada de assalto por todo o tipo de trapalhadas (planos de leitura, educação sexual, educação x ou projecto y…) Área de Projecto? Nem vê-la.
Nas salas de professores era comum dizer-se que não servia para nada e que poderia ser extinta.
Bem, ao que parece, o Governo está de acordo.
Pela minha parte, enquanto professor com experiência na área diria: a generalidade do trabalho em área de projecto é mal feita e por isso o seu fim mereceria o meu acordo.
Mas, acho que a Escola Pública necessita de um espaço deste tipo desenvolvido com qualidade. Sou pela continuação da Área de Projecto.
E porquê? Porque em contexto de área de projecto tem sido possível fugir da dimensão curricular e académica da escola. É onde conseguimos implementar um processo pedagógico com base nos projectos, é onde podemos articular (de facto) aprendizagens diversas, é onde podemos mobilizar competências em torno de uma ideia, de um conceito, de uma dificuldade. É, sem margem para dúvidas, a área escolar que mais aproximava a escola do mundo exterior.
É central e essencial numa escola de qualidade.

O Irmão Mais Novo de Timor Leste

Estou completamente de acordo com este poste do J. Mário Teixeira e saúdo-o por aqui recordar a efeméride.

Isto das causas tem tanto que se lhe diga que, com um Timor-Leste aqui à porta -o Saara Ocidental- todos fecham os olhos e negoceiam alegremente com a “Indonésia” do caso. Porquê? Porque há demasiados interesses comuns e muito investimento em casa de um ocupante que também é um vizinho importante.

E porque é que eu, ao ler estas declarações, me lembro do mestre a ganhar tempo, a emperrar negociações e empurrar peças de xadrez com a barriga que era Ali Alatas? E, ao lembrar-me, comparo a Europa que (tardiamente) se solidarizou com Timor com esta Europa que acena e diz que sim, que compreende inteiramente a posição do MNE marroquino, que é preciso dar tempo ao tempo, que a boa-vontade é grande e etc. & tal & rebéu, béu, atirando para as calendas o reconhecimento dos direitos sarauís.

As causas funcionam, claro, mas longe nossa casa, se possível do outro lado do mundo. Ou não somos todos a favor de maior justiça social entre os chineses?

Aventar recolhe reacções à prisão de Assange (3)

a really inconvinient truth

Mesmo em béd Portugise, que ninguém levará a mal depois do José na Universidade de Columbia, o Al também transmitiu ao Aventar o seu ponto de vista sobre as verdades que estão a vir a público na Wikileaks.

Os teste de Pisa 2009 – o mérito aos Magalhães


O sr. Primeiro veio, acompanhado do sr. Rodrigues e da Sra. Ministra, ontem a público apresentar os resultados obtidos pelos alunos Portugueses nos testes de PISA 2009 (OCDE).
Tirando a demagogia já notada por Mário Nogueira à comunicação social, ficam duas ou três notas interessantes:
– Sócrates quer ter como suas e da Senhora Ex-Ministra da Educação, as glórias dos resultados. Apetecia perguntar se não seriam eles também responsáveis pelos de 2006?
– Em função da resposta óbvia à pergunta anterior, poderíamos argumentar, mas a “sua” entrada no poder (2005) consegui ser tão eficaz que já produziu resultados em 2009? Mas… na Educação, os resultados não acontecem a médio, longo prazo?
– Se a única parte do Estatuto que entrou em vigor, foi a parte que corta a carreira dos professores; Se, da Avaliação, a única parte que entrou, foi a da confusão e a da burocracia, que diabo fizeram os seus governos para melhorar os resultados?
A verdade factual é esta: no auge da luta e da acção de rua dos Professores, foi possível obter os melhores resultados nestes testes. A prova que faltava para mostrar que a luta foi pela Escola Pública!

Para respostas destas é preferível o silêncio

O Orçamento da Câmara do Porto prevê um investimento de 800 mil euros para reabilitar parte da Avenida da Boavista e 300 mil euros para alargar o parque de estacionamento nascente do Parque da Cidade.

O vereador da CDU, Rui Sá, desconfia que tenha a ver com a realização de mais uma edição do Circuito da Boavista. Disse isso mesmo na reunião da autarquia destinada a aprovar o orçamento. Na reunião ninguém desmentiu a suspeita.

Ao Jornal de Notícias, a câmara responde assim: : “Se o PCP diz, então é porque é. Ficamos a aguardar a justificação pela qual assim é, já que julgamos que a maioria da Câmara também tem o direito de saber porquê; a não ser que seja tabu”.

Pronto, estamos esclarecidos. Sobretudo os cidadãos do Porto, que têm direito a uma informação decente por parte da respectiva autarquia. Devem ter ficado a perceber tudo. Eu fiquei.

Aventar recolhe reacções à prisão de Assange (2)

Yes we canned him

Depois da reacção do terrorista Achmed, Obama admitiu ao Aventar que o fundador da Wikileaks foi dentro: «Yes, we canned him!».

Sócrates quer acabar com E.V.T., Estudo Acompanhado e Área de Projecto

Portugal é um país estranho. Ou talvez não. Somos o país onde a política educativa se define no orçamento. Seremos, talvez, o único país do Mundo onde as horas e as disciplinas dos alunos são definidas em função do orçamento – claro que as questões económicas são importantes, mas quando chegamos a este ponto, então é mesmo o fim de linha da escola pública.
Está no “forno” uma proposta do ME que vem, entre outras coisas:
a) extinguir a área curricular não disciplinar de área de projecto;
b) extinguir a área curricular não disciplinar de área de projecto;
c) acabar com o par pedagógico de E.V.T. (eram dois professores, passa a ser só um).

E isto tudo, umas horitas depois do brilharete Luso nos testes de PISA 2009… coincidências do processo mediático…

Sobre a proposta em concreto, voltarei à “antena” dentro de momentos…

Deve o Estado financiar o ensino privado?

Por Santana Castilho*

Um decreto-lei do Governo, que altera as condições de financiamento das escolas privadas por parte do Estado, provocou uma onda de protestos e tomadas de posições públicas. Consideradas as responsabilidades dos protagonistas, a relevância da matéria em análise e o menor rigor de algumas afirmações apresentadas como factos, julgo pertinente acrescentar ao debate os argumentos que se seguem:
1. A Constituição da República fixa ao Estado (Artigo 75º) a obrigação de criar “uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população”. O DL 108/88 mandou que a referida rede se fosse desenvolvendo (Artigo 3º), começando por construir escolas em locais onde não existissem escolas privadas. Assim, o legislador protegeu, e bem, as escolas privadas já instaladas, numa lógica de economia de meios. Através de “contratos de associação”, o Estado tem vindo a pagar integralmente o custo do ensino que as escolas privadas ministram a alunos que habitam em zonas não cobertas pela rede pública. E continuou a pagar, desta vez mal, em zonas onde a rede pública foi chegando. É isto que está em causa. Penso que o Governo andou bem, propondo alterações que pecam por tardias. Poderemos discutir a forma. Mas o princípio é inatacável, embora desenterre polémicas velhas que importa esclarecer.
2. Joaquim Azevedo (“Público” de 26.11.10) considera as medidas em análise “fundadas numa mentira, imorais e profundamente injustas”. A mentira, sustenta o autor, reside na suposição de que o ensino privado estaria a absorver indevidamente o dinheiro escasso do Estado. E avança com a sua verdade: um aluno do ensino privado custa 4.200 euros por ano, enquanto um aluno do ensino público custa 5.200, citando a OCDE. Mas Joaquim Azevedo engana-se duas vezes. [Read more…]

O Pai Natal Está Para o Imaginário Crédulo Infantil Como A Civilidade Sueca Está Para O Imaginário Fantasista Dos Humanos Na Idade Adulta.

Acompanhem com alguma atenção y cuidado o alto trabalho da Polícia Sueca no caso Assange, depois pensem duas vezes: a primeira (por favor esforcem-se) sem as palas de que é uma sociedade civilizada que está a proceder a acusações; a segunda, que não sendo uma sociedade paradigma de civilidade coisa nenhuma, o que é que tal sociedadezinha é capaz de engendrar, à laia de ser mundialmente apontada como paradigma para a humanidade de excepcional exemplo social?  Y se vos sobrar tempo: economizem-no, poupem-no a tecer imaginações Y fantasias sobre a tal, dita, Sociedadezinha.

É bem melhor Y honesto deliciarem-se com estes produtos magníficos da Hardcore fofo cuja foto do Post é 1 dos exemplos da BOA civilidade ( Sim, a nossa) Made In Portugal. Y sim!: limpem o pó às vossas crenças sobre os tais altamente civilizados. É só imaginação.

Aventar recolhe reacções à prisão de Assange (1)

O Aventar obteve em primeira mão a reacção de várias personagens quanto ao caso Wikileaks. O terrrorista Achmed  é o primeiro.

Flexibilização laboral e insolvência empresarial

flexibilização laboralA insolvência de sociedades empresariais é notícia do dia-a-dia. Agora é uma tal CRH – Consultoria e Valorização a ser declarada insolvente. Cerca de 3.000 postos de trabalho extintos, grande parte dos quais  operadores de ‘call-center’ e trabalhadores temporários dedicados aos clientes PT e EDP (dois paraísos de abastados investidores e gestores – Ricardo Salgado, Berardo, Granadeiro, Bava, Mexia e tantos outros pagos aos milhões, se necessário com dividendos antecipados). A razão da insolvência relaciona-se com dívidas ao Fisco e à Segurança Social.

Sabe-se que, por idêntico tipo de dívidas, no total de 1,5 M de euros,  outra empresa do mesmo grupo, a Temphorário, igualmente requereu a insolvência ao Tribunal de Comércio de Lisboa.

Nestes, como em outros casos, a flexibilidade da inevitável queda no desemprego é garantida. A despeito dos baixos salários e da submissão dos trabalhadores a precárias relações de trabalho.

É revoltante, porque hipócrita e falsa, a teoria de certos doutrinários, de que uma  maior flexibilização das leis laborais é meio eficaz de combate ao desemprego – é praga de que, infelizmente, tais doutrinários não têm experiência e, portanto, falam de ‘papo cheio’. [Read more…]

pedir

para a minha mulher, adoentada nestes dias..

Amiúde oiço a palavra pedir no nosso país. Dizia a minha mulher hoje de manhã, que este era um país de pedinchas. Um aglomerado de pessoas que procuram favores, empréstimos, crédito, dinheiro dos amigos, pessoas sem o valor de agarrar a vida com as suas duas mãos e seguir em frente nos piores minutos da vida. Piores momentos da vida, são quando gastamos em excesso, quando não medimos a nossa capacidade de adquirir o que compramos, como se diz en calão português, à toa, por outras palavras, sem rumo definido, a esmo, ao léu. Estas duas últimas palavras precisam também de uma definição antes de recuperar a frase anterior: pessoas que se prendem muito nas palavras sem uma gota de verdade, esquecendo o conjunto (olhar, vivência, pensamento), sem uma gota de verdade ou muitas de dúvidas, se podermos saber qual é a verdade e a realidade da pessoa que fala a esmo. Pessoas que acabam por se tornarem vítimas em potencial do que chamamos falha ou decepção.

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Solidários? Siiim… mas poucochinho, por favor. Ok?


O Movimento Partido da Terra entregou ontem na Assembleia Municipal de Lisboa, uma interessante proposta, visando a entrega a uma instituição de solidariedade social do concelho, das senhas de presença dos deputados no areópago (cerca de 80€ por cabeça).

John Rosas, o deputado municipal do MPT, afirmou: “É com grande satisfação que, em nome do partido que represento nesta Assembleia Municipal, o Partido da Terra, venho submeter à consideração de V. Ex.ªs a aprovação de uma Moção na área da intervenção social.”

Esperava-se uma reacção de imediato apoio, talvez até com algum entusiasmo. No entanto, o resultado foi o seguinte: todos os partidos componentes da Assembleia Municipal de Lisboa (PS, PSD, CDS, PCP, BE, PEV e “independentes do PS”), votaram contra a proposta, chumbando a dita solidariedade, rotineiramente por todos eles apregoada como “grande princípio da república”. Apenas o MPT votou a favor.

É esta, a preclara moral da trombalazanagem que governa, põe e dispõe. Ficamos elucidados.

*Correcção: o CDS “absteve-se”.