Sábado

Hoje é sábado. Poderia ser outro dia se a luz viajasse com velocidade diferente. Que até viaja, já que nos tempos do Big Bang  a constante c era, afinal, uma variável.  E numa redoma de vidro, por não ser o vácuo, também a luz demora mais tempo a ir de um ponto a outro.

Portugal, dizem, está 25 anos atrasado relativamente à Europa. Parece que o tempo corre aqui a outro ritmo. Poderá assim ser por a luz no nosso rectângulo viajar a uma velocidade menor. O que faz sentido se atendermos a essa campânula vítrea que parece isolar os nossos governos do país que os rodeia.

 

Sobre a teoria da velocidade variável da luz e sobre João Magueijo, um dos seus autores, é de ouvir o programa Pessoal e Transmissível de 25 de Setembro de 2007. Deveras interessante.

A Minha Escola

A minha escola, há 42 anos personagem plena do Vale d’Este (Braga, Barcelos, Famalicão) está a ser atacada. E outras escolas de acesso livre também

‘Cambalache’, o tango recomendado para políticos

Tango ‘Cambalache’ de Discépolo

Estamos em fim-de-semana. É  tempo de pausa para missas,  idas ao ‘shopping’, ao cinema ou ao pontapé na bola. Ou ainda para permanecer em casa a ler, a meditar na merda a que chegámos ou a tentar reparar o sacana do autoclismo que não se silencia.

Compadecido com a dor do político a quem falta parceiro para dançar o tango, invadiu-me a ideia de recomendar: talvez com este histórico tango, o ‘Cambalache’, a escassez se converta em abundância de pares para dançar. O autor, Enrique Santos Discépolo Deluchi, falecido em 1951, criou-o em 1935.

A letra é intemporal. À semelhança do tango e das milongas  que nos cantam para aumentar impostos, congelar salários e pensões, eliminar ou reduzir prestações sociais, infernizando-nos a vida.

Agora como não chumbam estão no 10º ano e fazem testes Pisa com muito melhores resultados

Onde é que meteram em 2009 os alunos com 15 anos que em 2006 estavam no 7º e 8º?

No Expresso de hoje Isabel Leiria pensa que estão no 10º ano, porque agora não reprovam e como tal sabem mais. Fantástico. Mas também podem estar num Curso de Educação e Formação (CEF) e não terem feito os testes Pisa.

A grande mudança no ensino em Portugal entre 2006 e 2009, afectando os alunos que dantes chumbavam de forma a estarem no 7º e 8º com 15 anos, foi precisamente terem sido encaminhados para os CEF’s (e muito bem, acho eu).  Nos CE’Fs pelo menos não chumbam. Mas os CEF’s não constam desta tabela. Até parece que os alunos dos CEF’s foram marginalizados desta oportunidade de demonstrarem as suas competências, o que seria uma enorme injustiça, e para alguns uma grande batota.

Por coincidência a subida da média nacional nos testes Pisa resulta sobretudo da subida dos piores alunos. Ou do truque de terem sido substituídos por outros, correspondendo aos que em 2006 estavam no 10º ano, bastando para isso que os alunos dos CEF’s com 15 anos não tenham feito o teste.

Um caso em que uma escola básica pediu escusa porque o “grupo de estudantes a avaliar tinha uma taxa muito elevada de casos de insucesso,” é conhecido.

Nesta remota hipótese, que não queria colocar mas já coloquei depois de esfregar os olhos na caixa de comentários do post onde esta tabela foi publicada pelo Paulo Guinote,  toda a propaganda que o governo tem feito seria um enorme barrete, a enfiar por todos nós, e ainda pela OCDE a quem primeiro teria servido.

O que está totalmente fora de causa, é claro, mas fará de Maria de Lurdes Rodrigues a maior prestidigitadora de números da História da Educação em Portugal.

A Beleza da Sociedade Automóvel

Um dia todos teremos o direito constitucional a um carro, ou a um porsche em cima do passeio, em cima do jardim, dentro das rotundas, dentro das universidades, ao redor das cidades…  via Menos1carro.