Da Weasel, o fim da banda da doninha

Os Da Weasel anunciam que a banda acabou. Quem nunca viu a doninha, já não vê. É pena, a menos que venham projetos melhores – sozinhos ou acompanhados. Aqui, Da Weasel com Manel Cruz, a seguir – carregue em Continuar a ler– bora lá fazer a puta da revolução e, outra ironia, nunca me deixes.

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A eterna paralelidade dos sacanas

Um quarto da actividade económica em Portugal é paralela. Paralela em economês é o eufemismo para gajos que fogem aos impostos, mas usufruem dos impostos. Tipos porreiraços que não alcançando o supremo usufruto da parceria público-privada (desde a Lusoponte ao colégio sustentado por todos nós) roubam ao estado não pagando ao estado, mas utilizando os serviços que o estado nos presta a todos (da saúde à estrada). A versão mais esperta do chico, desde o pequeno biscateiro ao grande Dias Loureiro.

Tipos a quem roubar não tira o sono, porque na sua moral muito sua não gamam nada, desenrascam-se como diria o velho Soares, Mário.

Canalhitas, portanto. Que contam com o teu vá lá, que se lixe, quando não lhes exiges a factura (e menos pagas).

Um quarto da economia de um país em crise dava para mandar a crise passear para a sua mãe alemã num instante. Num mundo onde o offshore é lei, confesso o meu relativo desinteresse pelo biscateiro. Hoje, dia Dia Internacional contra a Corrupção, prometo que  a partir de 1 de Janeiro não me esquecerei de vós, pequenos e enormes trapaceiros: por cada cêntimo que me vai ser roubado não me esquecerei do Manel, do António, da Constância, de cada um dos que nos roubam (que o estado também é nosso), e me fazem ser roubado.

Ir-vos ao focinho seria um prazer. Na impossibilidade de o fazer, sois muitos e maiores que eu,  alguma coisa se há-de arranjar.

As "Zambézias"


Não foi a surpresa do dia, nem sequer da década. Há muito que se conheciam as nada estranhas ligações entre o poder político-militar da Frelimo e negociantes de todos os azimutes. Quando da independência, houve quem colhesse fartos benefícios das atempadas contribuições anti-Portugal, entre as quais avultavam as verbas distribuídas pelo senhor Olof Palme. Madeiras e transportes foram algumas das recompensas vertidas pelos detentores do poder na antiga Lourenço Marques, bem embaladas naquela conhecida retórica do situacionismo bem pensante dos “amanhãs”, “justiça”, “libertação” e outros tantos recursos tirados da luxuosa valise Louis Vuitton que a progressista oligarquia europeia tem sempre à mão.

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2711

Eles fazem a festa e eu invadi a sala…

Águas… Totalmente… Controladas

Naquele Tempo, ouvia-se dizer que a electricidade não se dá bem com a água. Isso era dantes!

recuar?!…

Quem vai à guerra… (2)

Novas do campo de batalha: as contas do twitter e facebook da Anon_Operation foram canceladas. É como nos desenhos animados: o gato nunca apanha os ratos, e neste momento o twitter é este: http://twitter.com/anonops aliás: http://twitter.com/Anon_Operationn (obrigado CJT pela correcção).

Parece ter sido utilizada uma arma de destruição maciça: a publicação de 10 000 números de cartões de crédito é uma bomba atómica, com efeitos colaterais como todas as bombas atómicas. Tolice, embora sirva para todos entendermos que a falta de segurança de informação como esta é o pão nosso de cada dia (e não apenas um problema da diplomacia americana).

Sobre esta operação transcrevo de seguida uma carta aberta dos seus responsáveis.

A Letter from Anonymous

Our Message, Intentions, and Potential Targets

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Vá pró cavaco que o parta!

O Presidente da República, e candidato à reeleição, esteve ontem particularmente inspirado para  comunicar com o povo.

Ao repetir corriqueiro auto-elogio, advertiu em tom messiânico: “é preciso escolher o candidato mais preparado…” – e quem é ele, quem é? Cavaco Silva, nem mais. 

Depois de intensa e prolongada reflexão, confessou ao jeito de humilde crente: “espero que as promessas às vítimas do mau tempo em Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã sejam cumpridas…” – e quem mostra assim ser um homem de fé, quem é? Cavaco Silva, obviamente.

Por fim, a comunicação social desafiou-o a falar da ‘revisão das leis laborais”, mas o PR argumentou que esse tema estava fora da agenda política; e do alto da sua cátedra, proclamou: “é essencial encontrar um rumo da produtividade e da competitividade da economia” – quem é capaz de ser o português mais visionário, quem é? Cavaco Silva, quem havia de ser!? [Read more…]