Um ministro muito amado

A página da wikileaks está outra vez em baixo, fruto de um ataque mais forte que o de Domingo, cujo autor já está identificado (um militar reformado norte-americano que se assina “th3j35t3r”). O acesso na China foi puro e simplesmente barrado.

Entretanto hoje terá aparecido o primeiro dos 722 telegramas com origem na embaixada em Lisboa. Digo terá porque não encontro dele qualquer vestígio (os conteúdos estão republicados noutros locais que não foram atacados).

Segundo os jornais portugueses o telegrama refere-se aos voos da CIA e o seu conteúdo é resumido no Público (alô Teresa de Sousa). O nosso ministro Amado precisou de carinhos: “neste momento, seria do nosso interesse bajulá-lo bastante”.

Por falar em carinhos, o fundador da wikileaks já tem um mandato de captura da Interpol por violação de duas cidadãs suecas com quem teve sexo consentido. A acusação de pedofilia vem já a seguir: as moças estão a tomar banho num elixir da juventude e prometem regressar com 6 anos de idade.

a restauração revisitada

a penísula Ibérica em 814

Fiquei a pensar que a cronologia histórica é uma permanente restauração. Não apenas de dinastias, bem como de pessoas, se a entendermos como reparar, restabelecer no seu sítio o que estava mal colocado em outro. No entanto, a restauração procurada por nós, tem outra definição: restituir ao poder (uma dinastia, um governo).

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Que os políticos portugueses são uma merda, são, mas eu não sou ou, então, não sou um político

Pode saltar, correr, mergulhar, mas por mais vezes que diga não ser um político profissional, Cavaco Silva não consegue esconder a realidade de ser um político profissional. E, por sinal, dos melhores em Portugal. Daqueles que vive a política todos os dias, todos os minutos, mesmo em dias de férias. Qualquer acto, uma assinatura, uma declaração, uma visita, uma entrevista, tem para ele um significado político. Não dá ponta sem nó, como diz o povo.

cavaco_silva_2011

Faz agora saber que gostaria de ser lembrado pelos portugueses como “um algarvio, nascido em Boliqueime, que foi professor universitário, ministro das Finanças, primeiro-ministro e Presidente da República e que viveu feliz com a mulher com quem casou aos 24 anos de idade”.

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1 de Dezembro, dia nacional da aldrabice historiográfica

Cristovao de MouraEle é a independência, a cobardia da nobreza portuguesa em geral e dos Braganças em particular promovida a heroísmo, e mais umas lérias: o séc. XVII permanece como o menos estudado da nossa História, e os mitos historiográficos ainda perduram como verdade oficial.

Deixem-me saudar o povo irmão da Catalunha, e sobretudo o povo português em revolta antes do golpe palaciano também  contra esse mesmo povo que hoje se comemora.

Há um ano escrevi aqui umas coisas sobre o 1º de Dezembro, feriado nacional conhecido por “Dia da Restauração da Independência de Portugal” e hoje acrescento um retrato de Cristovão de Moura, e uma ligação para um curto blogue que lhe tomou o nome, do Paulo Varela Gomes, com quem comungo o gozo da provocação embora ele a exerça com o talento que lhe sobra e a mim me falta. Volta Paulo, estás mais que perdoado.

A restauração

precisamos de uma nova restauração... económica

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direito a heresia

Escultura de Gustaf Vasakyrkan em Estocolmo "Os santos triunfam sobre a heresia".

Escultura de Gustaf Vasakyrkan em Estocolmo "Os santos triunfam sobre a heresia".

Estou certo de ter publicado este texto em Outubro de 2009, quando a nossa vida parecia ser mais pacífica, calma e tranquila, com dinheiro no bolso, capazes de gastar em divertimento, férias e, para nós fumadores, tabaco. Tabacos que dizem que mata, mas se mata, os nossos legisladores deviam proibi-lo de vez. No entanto, como a sua venda dá lucro, é conveniente para os depositários da nossa soberania manter essa produção de veneno. Se a eutanásia está proibida, mesmo em casos limite onde impera o sofrimento, que acaba por matar o ser doente, na China, existem casas que acolhem os moribundos, juntando-se a outros a morrerem como eles. Entre nós, há apenas hospitais e casas de repouso, sítios proibidos para visitar os nossos doentes a falecer. Como tem acontecido em toda a humanidade, eis porque se comemora o dia de Todos os Santos, época em que as campas são compostas, limpas, cheias de flores e de pranto. Nunca esqueço o dia em que num cemitério vi uma senhora a limpar arduamente o túmulo da sua sogra, de joelhos e com imenso pranto, que parecia em alarido. Alaridos para

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A Libertação…

Reformados em 2011 terão corte de 3,14%

A factura da electricidade dos domésticos em Portugal vai subir 3,8 por cento em 2011

Just wave and smile…!

Corrida pela Libertação

o real dos pais

o real dos pais passa a ser ignorar o erotismo das crianças

Retirado do meu livro de 2008: A ilusão de sermos pais.

Durante anos de textos, em todos eles, como ao proferir conferências, costumo dizer que toda a sociedade tem duas culturas, a do adulto e a da criança e que ambas as culturas estão entrelaçadas e que para entender uma, é preciso entender a outra no seu comportamento e na sua epistemologia. Ao escrever este livro as minhas dúvidas fizeram-me pensar outra vez e hoje eu diria que toda sociedade tem adultos e crianças, hierarquizados pela forma de materializar os seus sentimentos em emoções diferentes, como acontece em diferentes culturas em todo o mundo. Por outras palavras, há comportamentos emotivos diferentes nas diferentes cronologias que cruzam um ser humano, há formas de exprimir sentimentos com variações, como uma sonata: allegro, jocosso, minuet, bourrée, dança, contradança, ou serenidade, divertimento, alegria, tristeza, fugir, ser punido, punir, explicar, entender, calcular, pedir, depender. Mas, principalmente, depender: o mais novo, dos cuidados, alimentação, agasalho, vigilância, correcção, carinho, amor, raiva, engano, ensino, formas de se estar juntos

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O Aniversário do Meu Janeiro

CENTO E QUARENTA E DUAS VELAS SE APAGAM HOJE

O ´’MEU’ JANEIRO

No dia 1 de Dezembro de 1868, nasceu o jornal «O Primeiro de Janeiro». Deve o seu nome às manifestações da «Janeirinha». Durante os primeiros anos da sua vida, o diário foi crescendo em tiragem e em importância, até se tornar no melhor jornal de Portugal.

Era já, ao fim de pouco tempo de existência, uma referência Nacional, e assim o foi durante dezenas de anos.

Era o jornal onde melhor se escrevia em Portugal. Por lá passaram os mais ilustres intelectuais do nosso País.

Atravessou incólume períodos conturbados da vida Nacional, como a implantação da República as primeira e segunda guerras mundiais ou a transição para o actual regime, acabando por se debater com a mais grave crise da sua história, na década de 1980, quando o seu enorme património foi desbaratado.

Hoje, o jornal continua, já sem o seu emblemático edifício na Rua de Santa Catarina, e sem os grandes nomes que o ajudaram a consolidar-se a nível Nacional, mas com a mesma vontade de se afirmar e de fazer jus a um passado de glória.

«O Primeiro de Janeiro» é, sempre o foi, o «meu» jornal. Por influência de um primo por quem tinha uma amizade e admiração enormes, Emílio Loubet, grande jornalista que também coloborou no Norte Desportivo, meu pai sempre o teve em sua casa e o leu religiosamente. [Read more…]

Hispania

Mapa da rede ferroviária essencial de Espanha (2010).