"Amigos para siempre"


Os candidatos são sempre objecto de qualquer inesperada desventura. Sedes vazias, pouca audiência nos debates televisivos – sejam quais forem os pretendentes em liça de meia hora -, nada de comícios. Enfim, uma tristeza. Apesar de todas as contrariedades, a maior será a falta dos amigos de sempre, de quase meia vida. O que terá sucedido à República, tão sozinha, a penar por aí?

Por que no te callas?

Cavaco, mastigando explicações sincopadas, como qualquer mau professor, vem abençoar as palavras de seu discípulo, Durão, apodando-as de sensatas. Se bem se lembram, o senhor comissário, do alto de Bruxelas, pediu aos líderes que se calassem. O que fez Cavaco? Falou.

Graças ao verbo presidencial, ficámos a saber quem são os nossos credores: “as companhias de seguros, os fundos de pensões, os fundos soberanos, os bancos internacionais e os cidadãos espalhados por esse mundo fora”. Fomos aconselhados a não dirigir a toda essa gente “palavras de insulto” (será o mesmo que insultos?), porque daí pode derivar “mais desemprego”. No fundo, é algo comparável ao conselho de que não se deve cuspir para o ar. Realmente, não há nada como um economista ilustre para explicar os mecanismos do emprego e da economia em geral.

Contos Proibidos: A remodelação do I Governo Constitucional

continuação daqui

«Os três grandes problemas do I Governo Constitucional seriam, em primeiro lugar, a ausência de apoio maioritário na Assembleia da República, que não foi procurado pela convicção de que Ramalho Eanes estaria sempre submetido à vontade do Partido Socialista e de que, à sua direita, ninguém se atreveria a assumir a responsabilidade pela queda do I Governo; em segundo lugar, a absoluta necessidade de encontrar meios financeiros internacionais que ajudassem Portugal a resolver os gravíssimos problemas resultantes do défice da sua balança de pagamentos e, finalmente, a preparação da candidatura à Comunidade Económica Europeia. Depois, existiam todas as questões inerentes às deficiências da equipa ministerial escolhida e a algumas das políticas que o Governo se propunha desenvolver.
É verdade que passados seis meses já todo o País estava farto do I Governo Constitucional. [Read more…]

Quando os blogs são notícia

Audição de Pinto Monteiro na AR, em 16-01-2007

Volta e meia diz-se por aí que os blogs dependem mais dos media tradicionais do que o contrário mas temos assistido nos últimos tempos a consideráveis marcações de terreno – chamemos-lhes assim. Já houve o caso do blog O Jumento, com a identidade do autor revelada por um jornalista de uma forma pouco elegante; há o caso do blog dos assessores do governo, onde estes procuram dar linhas de orientação ao povo blogosférico pró-governo; há os diversos casos de intimidação a bloggers, de onde as ameaças da CONFAP ao Paulo Guinote e ao blog Ensinar na Escola são notórias e onde o processo movido ao autor blog Do Portugal Profundo por causa da licenciatura ao domingo de Sócrates fez correr muita tinta (curiosamente, esses posts já não existem no blog em causa…)

E agora há o caso Jonas/Ensitel, onde a Maria João Nogueira (Jonas), responsável pelos serviços de comunidade Sapo e autora do blog Jonasnuts está em vias de ser processada pela Ensitel.

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Presidenciais: Querem votar nesta gente?

Votar em Manuel Alegre é votar em quem mais não tem feito, à excepção de uns livros de poesia, senão mamar na teta do Estado. Em 30 anos de democracia, não passou de um Secretário de Estado sofrível e de um Deputado inconsequente, cujas intervenções e movimentações em sentido contrário ao seu Partido mais não foram do que formas de ir realizando o seu próprio caminho político. Aquele mesmo caminho que fez «contra os Partidos» há 4 anos atrás – um caminho que agora o escandaliza.
Mais: votar em Manuel Alegre é votar na gente pouco recomendável que vemos acima (desbotado exemplo) e que constitui o que de pior tem e teve a democracia portuguesa. Querem votar nesta gente?

a crise de Portugal é a da humanidade

crise financeira, homofóbica, dos direitos humanos, não apenas da economia

Não há fim de ano que não acabe com festas e pantomimas, muto comer, entrega de presentes, gastos supérfluos em roupas novas para passar a consoada, dançar para o Ano Novo, festividades que, enquanto acontecem, parecem não ser gastos, mas sim, investimentos em relações familiares, de amigos e vizinhos. Para mal dos meus pecados, calhou passar os meus primeiros vinte e anos de vida en terras nossas, que ofereciam presentes à nossa família: pais, irmãos e até a servidumbre que realizava o trabalho doméstico. Éramos poucos para tanta euforia, que devia ser devolvida. Não era um investimento de capital, era um gasto sem objectivo, excepto esse de manter contente ao patrão e a sua família e assegurar o posto de trabalho. Era um investimento inútil. O trabalho estava assegurado pela lei, pelos sindicatos e pelos compromissos políticos dos que prometiam muito para ser eleitos para os sítios de poder que pretendiam. Essas festas e ofertas eram um desperdício de dinheiro retirado do fundo doméstico do que todos viviam. O desperdício era a loucura das loucuras. Não apenas mo havia investimento nem poupança, era um louvor às festas de fim de ano e ao patronato dos proprietários. Hábito aprendido desde a revolução industrial do Século

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Candidatos presidenciais 2011 – Francisco Lopes

candidatos presidenciais - Francisco Lopes

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ainda não se confirmou a suspeita

desaparecida A miúda fugiu de casa na noite de natal, “de madrugada, e deixou uma carta à mãe a dizer que ia seguir o seu sonho: ser cantora e aparecer na televisão, no programa ‘Ídolos’. Sara Filipa Marques, de apenas 13 anos, nunca mais foi vista, desde que deixou a casa onde vive com os pais e mais quatro irmãos em Tabuaço, concelho de Vagos.
Na carta de despedida, que deixou escrita no caderno da escola e ficou largada em cima da cama, disse que um homem, chamado ‘Manel’, ia ajudá-la e levá-la à televisão. Pagava a sua estadia e ajudava-a com a carreira em Lisboa”
. O Correio da Manha esfregou a língua nos lábios, babou-se e avançou no combate aos perigos da internet devoradora de criancinhas.

Sou muito pacifista nesta guerra, também porque vivo com pais que não querem net lá em casa pode por ali perder-se uma filha, e é uma guerra não só dos jornais em papel mas do mundo na parte do mundo que tem de ter medo, lugar do pânico. Um computador vale pelo velho perigo de ir sozinha à fonte, às romarias, aos bailes, rondar os becos escuros  da cidade, depois os cafés, as discotecas, os festivais, agora a rede. Sempre o medo do medo, do novo. quando há um novo, vem um novo medo.

Azar. A miúda tinha fugido  com “o namorado, um pouco mais velho, que também estava desaparecido”, um pouco mais velho por sorte são 15 anos, idade em que fugir de casa numa noite de natal pode ser amor, com 16 já era pedofilia.

O Correio da Manha não aguenta e suspeita:

Apesar de a menina já se encontrar em casa, ainda não se confirmou a suspeita levantada pelos pais da jovem, que acreditavam que esta tivesse sido seduzida por alguém através da Internet.

Como ainda não se confirmou a suspeita podemos estar descansados. Agora se ela se confirma, estão a ver os riscos que as crianças correm, mesmo quando nem têm computador e internet em casa, como é o caso.

O Norte precisa de uma bússola

“No 3º trimestre de 2010, voltou a atenuar-se a tendência negativa do emprego na Região do Norte. Face ao trimestre homólogo do ano anterior, o número de empregados residentes na Região do Norte registou uma queda de 0,4% (equivalente a menos sete mil indivíduos empregados). No trimestre anterior, a variação homóloga  tinha sido de – 0,9%. A taxa de emprego (dos 15 aos 64 anos) atingiu novo mínimo histórico, fixando-se em 63,0%”.

Destaque para “novo mínimo histórico”.

Está no relatório de conjuntura divulgado esta terça-feira pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

A cáfila…


O sr. Cavaco Silva anda em não-campanha eleitoral, isto é, continua a ter a sua agenda presidencial cheia de iniciativas que substituem facilmente os famosos outdoors, tarjas ou autocolantes.

Há uns tempos, depositou uma coroa de flores – que mania, esta republicanagem tem em depositar coroas, preferindo-as aos barretes! – no monumento de Salgueiro Maia. Bem vistas as coisas, deve-lhe o cargo. Ele e todos os outros “tacheiros” que por aí (ainda) andam. Seria interessante sabermos o que diria o capitão, acerca de todos os ataques que as Forças Armadas têm sofrido às mãos da cáfila que nos arranjaram.

O presidente de todas as mensagens

SCUTS – entrevistas de alunos de Escola de Matosinhos

1. É a favor do pagamento das SCUT nas auto-estradas da Costa de Prata, Grande Porto e Norte Litoral?

Seria a favor se cumulativamente: [Read more…]