Eu acrescentaria: há um aroma a submarino no mar

“Pode ser tentador discutir o que diz este telegrama ou aquele. Nós não discutimos por uma questão de princípio. Se aceitássemos discutir este telegrama ou aquele estávamos a ser cúmplices e a patrocinar a violação da correspondência diplomática que é essencial à segurança dos Estados”, declarou Paulo Portas, ex-ministro que fotocopiou, e levou para parte incerta, 61893 documentos abrangido pelo segredo de Estado.

Pedro Sales

Código de Contratos de Consumo – mera utopia ou magno objectivo alcançável a curto prazo?

A apDC carreou em 25 de Novembro de 2009, por ocasião do seu XX aniversário, ao Secretário de Estado da Defesa do Consumidor a proposta cujo teor é o seguinte:

“Não seria despiciendo preparar-se, independentemente da solução a que se chegar no tocante ao decantado Projecto do Código do Consumidor (13 anos é algo de inimaginável!), um Código dos Contratos de Consumo, que condensasse a disciplina das espécies contratuais nominadas ou típicas constantes de leis avulsas e sem o indispensável denominador comum.” [Read more…]

O último voo da TAP, sob o comando do corretor Fernando Pinto

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Antes do mais, sublinho que a oposição a Fernando Pinto, quanto ao seu empenho na privatização da TAP, não é acto de xenofobia, por ele ser brasileiro. Poderia ser chinês, japonês, sueco, jamaicano ou mesmo um dos muitos “bons e patrióticos” gestores portugueses que andam por aí, em roda livre, a criar fama e proveitos.

Na verdade, o que  está em causa é  a racionalidade e a defesa do interesse público em privatizar a TAP, cujo posicionamento no mercado é definido por Pinto nos seguintes termos:

“A TAP está no auge da sua posição estratégica”, tem “um recorde de resultados muito bom” e tem uma posição estratégica nos mercados de África e Brasil “que passa a ser interessante para outros grupos que estão a formar-se pela junção de empresas”. [Read more…]

Pensei que em Portugal já não havia discriminação

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Não sei quem colocou o cartaz, algo tosco e com uma caligrafia irregular. Mas não posso deixar de classificar como delicioso o remate, uma pequena tira de fita-cola de uma marca associada, normalmente, a produtos para crianças e jovens.

A ilusão de sermos pais – Notas e Bibliografia

 

a infância dura um dia, metadóricamente falando

  Retirado do meu livro de 2008: A ilusão de sermos pais, aqui e aqui.

 A política do aventar de publicar apenas um texto por autor por dia, fez ruir o meu projecto de entregar cada dia um texto do meu livro A ilusão de sermos pais. No entanto, tem me sido oferecido pelos Senhores gestores publicar o derradeiro capítulo que complementa a todos os anteriores. Este são 1.Prelição, 2. Introdução, 3. A materialidade dos afectos, 4. O real dos pais. 5. A ilusão de sermos pais, 6. Fala que não entende, 7. O Pequeno Pecador. 8. Bibliografia e notas de rodapé, que é este poste. [Read more…]

Porto, Ponto de Encontro de História, Arte e Religião

Com gente desta na Administração, o que me admira é que o Millennium ainda não tenha ido à falência


É tudo boa gente, desde o Opus Dei Jardim Gonçalves ao jovem reformado Paulo Teixeira Pinto, passando pelo apreciador de robalos Armando Vara e terminando no aspirante a espião e traidor Carlos dos Santos Ferreira.
E como cada um que entra na Administração sai de lá milionário, o que me espanta é como é que o Banco ainda subsiste. Espanta? Se calhar não. Afinal, o poder nunca sabe de nada e estará sempre pronto a ajudar em caso de necessidade.

Entrecampos, ano de 1968

O então apeadeiro de Entrecampos, 1968, actualmente uma das estações mais povoadas de Portugal.

O novo hino da campanha de Cavaco Silva

Cavaco sempre ao lado dos que têm fome.

Horóscopo para hoje

Na Bolsa de Lisboa dizem que as acções do BCP vão descer.

pisa, pisa…

O presente de Natal de Cavaco

O presente de Natal de Cavaco  

Fonte bem informada disse-me qual é a prenda de Natal de Cavaco Silva. Algo para compensar desgostos passados…

President Cavaco Silva
———————-
14. (…) Cavaco Silva was displeased that he did not get an
Oval Office meeting with President George W. Bush during his
2007 visit to Washington to open a Smithsonian exhibition of
Portuguese art, and he declined the former President Bush’s
offer to visit Kennebunkport.
(…)

daqui

Whikileaks, droga, diplomacia.liberdade e morte?

O caso do  Wikileaks versus Assange-agora eleito o homem do ano  pela “Time” -levanta questionamentos  muito interessantes  para a nova sociedade global em que já vivemos, particularmente no domínio da net, jurídico, e das Liberdades.

Começou por ser um susto-escândalo quando, de repente, somos confrontados com um acervo de  250 mil documentos,  confidenciais ou secretos, a maior parte  descontextualizados ,enviados de vários organismos diplomáticos  americanos, para Washington .
Os primeiros a reagir, com muita virolência  foram os EUA e a Inglaterra,mas depois, veio a Rússia, Itália,Paquistão, Venezuela, e muitos outros, todos a braços com  pretensas revelações, que  verdadeiras ,ou não ,desequilibraram  o stablishment, e  deram vida a muitas oposições.
O Wikileaks  veio comprovar  um novo modelo de informação que deixou de ser de massas, controlada por empresas,para ser  em rede, e nessa rede cada um forma  do caso, a sua opinião individual. 
Abriu uma interessante batalha  pelo controlo da internet ,pela liberdade total na rede , sobre os conceitos de segredo e privacidade,obriga a  uma redefinição das diplomacias ,e abre a luta sem quartel, entre aquilo  a que se chama a transparência, como contrapeso democrático.
Estamos face à primeira infoguerra mundial,onde o campo de batalha é o Wikileaks,  os soldados  são os utilizadores da rede,e as bombas são lançadas pelo piratas,ou pelos governos, para liquidar  o inimigo.
Houve  no início duas instâncias  que vieram credibilizar  o Wikileaks.  [Read more…]