Por causa de um certo e determinado indivíduo (cujo nome infelizmente não posso revelar por questões contratuais e outros quejandos que não cabe aqui explicar) , vejo-me ou encontro-me (como queiram), na contingência de escrever um post semanal. O prestígio de pertencer a esta prestigiosa e heterogénea agremiação assim o obrigam.
Ali no canto direito há uma informação muito útil aos leitores. Uma coluna que diz respeito aos autores e nela consta um tal de Miguel Dias. O leitor desprevinido julgará tratar-se de um fulano, que saltita pelos concursos e revistas à portuguesa, seja na radio televisões ou parque maieres da praça, e faz comentários destes– e que, diga-se, envergonham qualquer benfiquista, (um indivíduo que se arroga o direito de dizer:” Jesus, não te ponhas a inventar” devia ser encostado a uma parede e fuzilado, a única forma de se respeitar o seu direito de opinião, como diria o grande Lenin). Como tal não tem tempo para grandes escritas ( como teria após elaborar tamanha alarvidade?). Daí a sua persistente ausência, pensarão. Esse alguém que em tempos alguém definiu como o engraçadinho da turma. É coisa que me muito me irrita ser assim confundido.
Irrita este que vos adereça, o verdadeiro Miguel Dias, sempre pautou a sua actividade pública e privada por uma grande circunspecção e seriedade, e sobretudo e mais importante, eu sou magro. Tenho barriga, mas sou magro. E mais bonito. Muito mais.
Aproveito o parêntesis para contar a deliciosa história que reporta a dois Antónios, ambos Quadros. O primeiro, escritor, filósofo e outras coisas adstritas, julgou oportuno enviar ao segundo, pintor e professor de desenho que cheguei a conhecer nos meus tempos das Belas Artes do Porto, uma missiva reclamando ao dito que mudasse de nome por forma a evitar o equívoco público. Afinal de contas, evocou, era mais velho e já há muito tempo que andava a virar frango. O pintor replicou que era pintor e ficava-lhe bem o nome Quadros. Recomendou ao escritor – de que desconheço alguma linha confesso- que mudasse ele para Quadras, nome mais consentâneo com a sua actividade de escritor.
Eu não escrevo por uma razão muito simples. Não tenho nada para dizer. Afinal, não era o outro que, ao fim de muitas e complicadas páginas, concluía que acerca do que não se pode falar é melhor estar calado.
Mas reclamam. E perante tal que posso eu fazer se não escrever, escrever escrever, escrever….e depois claro está postar. Postemos então:
Não é preciso saber desenhar para saber que,
O FÁBIO COENTRÃO É O MELHOR LATERAL ESQUERDO DO MUNDO.
Muito menos para se concluir que os dirigentes do BLOCO DE ESQUERDA SÃO BURROS!
Acrescento que A VERSÃO DOS HOMENS DA LUTA MELHOR DO QUE A ORIGINAL DOS DEOLINDA.
ÁCERCA DO EGIPTO SÓ ME OCORRE ESTE LINK.
Entretanto Angola empatou com o Senegal num jogo de fraco nível técnico.






Concordo com tudo menos com os homens da luta… Eu nao gosto de gente palhaça a brincar com assuntos sérios. Por isso mil vezes os Deolinda!
Ab
Miguel,
Não precisas dos meus elogios e incentivos, mas o texto demonstra que deverias aventar com mais frequência.
Quanto a António Quadros, o ensaísta, é filho de António Ferro, doutrinário do Estado Novo, e pai da escritora Rita Ferro que, ainda, há poucos dias fez uma breve saudação a este meu ‘post’:
http://www.aventar.eu/2010/06/24/rita-ferro-isabel-do-carmo-e-o-grupo-espirito-santo/
Viva o Fábio Coentrão que é um homem do Norte e foi desencaminhado para a mouraria SLB.
Um abraço.
Miguel,
Mais uma informação a Rita Ferro tem um blog (Acto Falhado), onde poderás retirar mais informação sobre o António Quadros e sua mãe Fernanda Castro, igualmente escritora.
…. Quando diz que o António Quadros foi seu professor de “desenho” e de “pintura”, na Belas-Artes, no Porto, eu não sei quantos António Quadros há, mas não conheço nenhum que pudesse ensinar desenho e pintura; deve referir-se, possivelmente, a um sujeito que preenche os espaços com tiras a cinza, preto e branco, ou de várias cores… Será?
Se é, não estamos a falar nem de desenho nem de pintura; estaremos a falar de outra coisa qualquer… O que é possível, sabendo-se no que se tornou a Escola de Belas-Artes.
Preenchia, Rodrigo. Já é falecido. Quanto ao resto acrescento o seguinte, para lhe fazer justiça:
o António Quadros era professor de Desenho do curso de Arquitectura. Não fui aluno dele. Só o conhecia do bar e da cantina e guardo na memória com satisfação agradáveis conversas informais que com ele entretive. Já a esmagadora dos meus colegas que eram alunos dele tinham uma excelente opinião. É tudo quanto posso acrescentar.
eh pá, «brother», pá próxima publicas aqui a tua foto de caçadeira com a simples legenda «o verdadeiro miguel dias» e tá tudo explicado, lol…
tens toda a razão, és bem mais bonito
o bairro sente a tua falta, man!
beijinhos e abraços
… big street rules !
ps: não penso que o fábio coentrão seja o melhor lateral esquerdo do mundo. o melhor lateral esquerdo do mundo é o… é, pá… deixa-me lá ver… hum… tava mesmo agora na ponta da língua… escapou-me, pá… olha fica pá próxima…hum…
http://www.antonioquadros.blogspot.com