Apedrejamento do autocarro do Benfica: a culpa é do ministro

A super-lua foi há uns dias, mas parece que os efeitos só hoje chegaram a Portugal.

Depois de Sócrates ter inventado mais um triunfo e de Cavaco ter vindo dizer que já desistiu de ser PR (pelo menos com este governo), o F.C. do Porto vem comunicar que condena o ataque ao autocarro do Benfica, mas não muito. E enquanto a polícia procura os responsáveis, o FCP diz que não é preciso porque a culpa é… do ministro.

Grande país, cada cavadela, cada minhoca! Será que os anelídeos se podem exportar?

Comments


  1. o comunicado do FC Porto é lamentável.


  2. O ministro apareceu depois do Estoril-Porto? disse alguma coisa? existiu? é que não vejo diferença entre a gravidade da coisa, ou as pedras só justificam atitudes quando caiem sobre um clube e são treta quando apedrejam outro?


  3. Mostra lá o comunicado do Benfica a culpar o ministro.


  4. É ao contrário, mostra lá o ministro a tomar uma posição pública o ano passado, após o Estoril-Porto.

  5. Paulo jode says:

    Leiam o comunicado pelos vossos próprios olhos, não se deixem levar por interpretações avermelhadas. Em fcporto.pt

  6. Nightwish says:

    Para estes fanáticos, só o Hara-Kiri de Pinto da Costa seria aceitável. Já o completo ignorar de incêndios a autocarros, colocar adeptos em coma, invadir jogos de putos à pedrada, atirar pedras a carros de portistas na autoestrada, isso já é tudo aceitável.

  7. Rodrigo Costa says:

    … O grande problema nem é o fanatismo, mas o que leva ao fanatismo: a ignorância.

    Se não há dois comunicados no site do F C do Porto, no que pode ser lido, em momento algum culpa o Ministro pelo que aconteceu; acusa-o, sim, de dualidade de critério; diz que tratou, de modo diferente, casos iguais… E diz, também, o que já toda a gente sabe, embora nem todos queiram assumir: que os adeptos do F C do Porto são iguais aos dos outros clubes. Com tradução da minha responsabilidade, eu digo qe há gente de vão de escada em todos os clubes —já aqui foram aprsentados exemplos; não vale pena bater mas no ceguinho.


  8. A recente cobarde agressão ao vice-presidente do Benfica, na cidade do Porto, e o novo apedrejamento da comitiva encarnada perto de Paços de Ferreira, vem demonstrar aquilo que já se sabia: o futebol é uma espécie de rede de arrasto do que de pior existe nas sociedades, um abjecto refugo. Já Hermínio Loureiro tinha apontado a dedo quem lhe “ameaçou fazer a vida negra” – os pirómanos do futebol disfarçados de anjos regionalistas. As frustrações descarregadas em jornalistas (Rui Santos, Carlos Pinhão, Marinho Neves, João Pedro Silva), em dirigentes políticos (Rui Rio, Ricardo Bexiga), em treinadores (Co Adriaanse), em atletas (Adriano, Paulo Assunção) e dirigentes desportivos (João Santos e Dias Ferreira), que consubstanciam crimes que ficarão impunes. As labaredas do ódio incendeiam camionetas, os líderes das claques são elevados à condição de escritores-insurrectos, ao mesmo tempo que escoltam o presidente do clube à porta dos Tribunais. Até quando?

    • Ricardo Santos Pinto says:

      Estás a esquecer-te, Dylan, do assassinato de um adepto do Sporting, por um benfiquista, em pleno Estádio do Jamor. E do autocarro de adeptos do FC do Porto incinerado em Lisboa enquanto o FC Porto jogava na Luz (tens razão, a labareda do ódio incendia camionetas – http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=172999&headline=20&visual=9. E das agressoões a adeptos do FC do Porto à saída do Estádio da Luz em 1994. E do adepto do Sporting esfaqueado por 30 benfiquistas, em Alvalade, em 2009.
      E é interessante que fales do Rui Santos, que há não muito tempo levou uma coça num parque de estacionamento por ter dito mal do Benfica.
      Tribunais? Felizmente, o vosso Presidente consegue sempre fugir a eles, mesmo que seja apanhado em escutas a escolher árbitros. O mesmo que tinha mão leve para camiões, que era um profissional dos pneus de mão cheia e que, ainda há pouco tempo, ajudado por um segurança, deu uma coça no multibanco a um rapazinho. Corajoso!
      E que, já que falas em claques, ainda há pouco foi acusado pela Polícia de apoiar os No Name Boys, na operação Fair Play, na qual foram detidos mais de 30 gloriosos (e tendo tu no teu clube uma claque como a dos No Name Boys, não sei como é que podes abrir a boca sobre qualquer outra claque).
      Já agora, Vale e Azevedo, idolatrado por vós durante tanyos anos, diz-te alguma coisa?
      É muito feio ver as coisas só para um lado, Dylan. É muito feio dizer que uns são anjos e outros demónios. E é fácil – justifica tudo o que nós quisermos que tenha justificação. Tenha ou não tenha.


      • Caro,

        Como já lhe disse, esses acontecimentos que refere já foram julgados na justiça, não foram arquivados por falta de provas.
        Não julgue que, por ser eu benfiquista, branqueio as atitudes dos adeptos (?) do meu clube, por isso referi a expressão “o ódio incendeia camionetas”.
        O que o Nightwish e o João Cardoso fazem é justificar talibanismo desportivo com mais talibanismo desportivo, ao estilo do que surgiu primeiro: o ovo ou a galinha? Não existem anjos.
        Agora, não nego que o meu texto aponte para uma série de coincidências e acontecimentos na mesma região do país que infelizmente foram esquecidos. Por outro lado, o que é que a vida pessoal do presidente do Benfica tem a haver com esta discussão?!

  9. António Fernando Nabais says:

    Estas conversas fazem-me lembrar o “Astérix na Córsega”. Havia dois corsos que estavam zangados porque o avô de um um tinha roubado um burro ao outro. Podíamos estar aqui anos que iríamos sempre encontrar energúmenos e trogloditas vestidos com cores diferentes. Essa gente até pode usar as minhas cores, mas nunca será do meu clube: o clube daqueles que conseguem gostar de futebol, sem andar a agredir ou a ameaçar ou a matar ou a roubar. É por isso que o Vieira, o Vale Azevedo, o Pinto da Costa e todos os pitecantropos de todas as claques nunca serão do meu clube.

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