O Sócrates insistirá em não avaliar o trabalho dos professores

 

Ponto prévio: Fui ensinado a não usar o artigo definido como manifestação de respeito pelas pessoas sobre as quais se escreve. Já que não posso ou não devo transcrever todos os nomes feios que profiro diante da repetida desonestidade do Sócrates e dos seus apaniguados amestrados, e enquanto esta gente sinistra que não me merece respeito não for expulsa da política, não deixarei de lhes antepor o artigo definido.

 

Para os comentadores modernaços, a maior manifestação da qualidade de um político é, simplesmente, atacar as corporações. É desses ataques que se faz a hagiografia do governante, esse ser tão corajoso quanto o era o rei cristão que, na historiografia fascista, afrontava, sozinho, milhares de mouros enraivecidos que se babavam com a antecipação de destruir a cidade, o país, o universo. É, portanto, com os olhos em alvo, que o comentador modernaço se ajoelha diante da coragem com que o Sócrates e a Maria de Lurdes Rodrigues atacaram, finalmente, os professores, a nova mourama cujo único objectivo é parasitar o Estado.

No vídeo que se segue (encontrado aqui), aí está o animal feroz em todo o seu esplendor a afirmar que voltará a impor o modelo de avaliação dos professores, se voltar a ser eleito. A resposta que o Sócrates mereceria seria qualquer coisa como: “O modelo não está nada consensualizado, pá! Consensualizada está a tua tia, pá, e o verbo consensualizar é uma invenção analfabeta, pá! Você não percebe nada de educação, que é, aliás, uma coisa que lhe falta, você não percebe nada de avaliação docente, você, provavelmente, não percebe nada de nada! Você, pá, nunca quis avaliar o trabalho dos professores, pá! Você é o responsável pelo maior retrocesso educativo na democracia portuguesa, pá! Você está parvo, pá!”

 

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