Passos de Nobre

“Depois da minha candidatura presidencial e da caminhada que comigo fizeram milhares de portugueses, muitos desiludidos com a política e sequiosos de encontrar uma alternativa de cidadania, não foi simples nem óbvio para mim encontrar a resposta justa e assertiva ao desejo que o dr. Pedro Passos Coelho me colocou”

Fernando Nobre, no “Facebook”

O conceito de ‘sociedade civil’, em meu entender, sempre foi uma definição demasiado abstracta. De tão inclusiva, corresponde a uma representação teórica capaz de albergar todas as personalidades, mesmo as mais contraditórias entre si. Basta analisar  com minúcia  o antagonismo de projectos de organização social e política defendidos – ou ignorados -por grande parte dessa amálgama espúria de societários da tal sociedade.

Do médico, presidente da AMI, já neste ‘post’ descrevi o que entendi ser justo e a verdade da AMI, as personalidades de topo do organograma da associação, ainda actual, e respectiva situação económica e financeira de 2009 – os principais financiadores eram, e eventualmente continuarão a ser, o Ministério da Segurança Social e Municípios; ou, dito de forma sintética, dinheiro público. Fui vergastado por críticas. É, porém, ineludível a autenticidade dos dados publicados, cuja fonte foi a própria AMI.

Pedro Passos de Coelho, fruto da doença infantil da originalidade,  acaba de estender a honrosa passadeira aos ‘Passos de Nobre’ para a caminhada como “cabeça-de-lista” do PSD até à presidência da AR. Diga-se, porque oportuno, com a mesma devoção de Mário Soares nas presidenciais e a confiança de Francisco Louçã nas eleições europeias.

Que pensar de tudo isto?

Comments

  1. cristina pereira says:

    Ora aqui está mais um pantomineiro da politica, que pensa que dispõe dos votos dos outros, está tão enganadinho. Era este o senhor que se dizia um grande cidadão que representava o verdadeiro povo, pois eu também fui uma das enganadas, mas para mim este senhor “morreu” hoje, paz à sua candidatura.

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  1. […] desiludidos com a sua integração nas listas do PSD. Não se percebe por quê. Quem estivesse minimamente atento ao percurso de Fernando Nobre e à própria campanha perceberia por que razão não poderia […]


  2. […] Janeiro de 2011 no ‘Aventar’ me deu razão antes do tempo e, por outro lado, justificou este outro texto, a criticar a escolha de Pedro Passos Coelho; equiparei-a, diga-se, ao apoio devoto de Mário […]

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