Apelo aos portugueses e aos diretores dos jornais

Será a loucura total o que vou dizer a seguir. Mas espero que não me levem a mal!

O desespero dos portugueses já chegou ao espaço dos leitores nos jornais diários: alguns já não aguentam estar calados e, pela via mais democrática, educada e civilizada, dão o seu grito «Basta!».

Estamos “indignados” e a “ser roubados por políticos incompetentes, mentirosos e rascas”, li ontem no JN. Pensamos todos, como aquele leitor, “numa forma de correr com eles pela via democrática”. Será que vamos conseguir, algum dia?

E se um dia… [Read more…]

Recordando…

Fernando Nobre

imagem daqui

Fernando Nobre,  aquele que foi candidato presidencial apartidário, candidato partidário a deputado pelo PSD, eleito deputado e derrotado na votação para Presidente da Assembleia da República acha que não faz falta na política e foi-se embora. Resta saber para que é que se deu a tanto trabalho.

Sem palavra(s)

Politicamente morto

-Ninguém lhe deu um tiro na cabeça, mas também não foi para Belém, o próprio deu um tiro no pé, primeiro ao aceitar encabeçar a lista de candidatos a deputados pelo PSD em Lisboa, depois com as declarações em que afirmou renunciar ao mandato, caso não fosse eleito presidente da Assembleia da República. Cumpriu a palavra é certo, mas esquecendo o compromisso com os seus eleitores, Fernando Nobre passou de irrelevante deputado independente a politicamente morto.

Fernando Nobre chumbado duas vezes para Presidente da AR

Há sempre uma primeira vez para tudo e Fernando Nobre é o primeiro nome a ser chumbado duas vezes consecutivas para Presidente da Assembleia da República.

Neste momento em que escrevo ainda não se sabe como irá o PSD descalçar esta bota, ou Nobre retira a candidatura e o PSD apresenta outro nome, ou a humilhação pode agravar-se.

Duas teimosias juntas – a da posição e a da oposição – em torno de um assunto que costuma ser relativamente consensual. Ou, como dizia um ex-político de pouco saudosa memória, quem se mete com o PS, leva (onde diz PS leia-se o nome de cada partido). E Nobre “meteu-se”, nas presidenciais. Agora leva. Dois chumbos, para começar.

ADENDA: o PSD acaba de retirar a candidatura de Fernando Nobre. Nova votação será efectuada amanhã desconhecendo-se, ainda, qual o candidato a ser apresentado. Decididamente, e depois de mais esta derrota, Fernando Nobre é politicamente muito inábil. A dita “sociedade civil”, da qual Nobre se afirma originário, merecia melhor.

Tiro no pé é o desporto da moda: PS e PSD nos primeiros lugares do ranking

tiros nos pés - fernando nobre e almeida santosAs equipas do PS e do PSD continuam a lutar pelos primeiros lugares do ranking do desporto da moda, o tiro no pé. Trata-se de um dos desportos mais fáceis de praticar, tendo em conta que o objectivo é atingir o próprio pé. Embora, para os praticantes, seja um desporto barato, bastando pouca inteligência e membros inferiores completos, possui a estranha particularidade de poder vir a revelar-se caríssimo para os espectadores, que terão, aliás, a hipótese de dar a sua opinião sobre os principais contendores no próximo dia 5 de Junho.

O PSD tem mostrado possuir, nos seus quadros, exímios praticantes desta modalidade, com destaque para Eduardo Catroga e Fernando Nobre, atletas de recursos praticamente inesgotáveis que nunca desistem de uma jogada. O jovem Passos Coelho apesar de ser, ainda, uma promessa, mostra qualidades que lhe garantem um futuro auspicioso, havendo fortes probabilidades de vir a praticar este desporto ao mais alto nível.

Se é certo que o PS começou com alguma desvantagem no campeonato em curso, a verdade é que Almeida Santos não quis deixar os seus créditos por mãos alheias e já garantiu à sua equipa alguns pontos que lhe poderão permitir uma recuperação estrondosa, revelando uma habilidade inusitada ao atingir, com um único tiro, o próprio pé e o de José Sócrates. Mais recentemente, Manuel Alegre, que se andava a treinar à parte, teve uma oportunidade de mostrar serviço e brilhou, usando a sua experiência de caçador, ao mesmo tempo que revelava uma tocante solidariedade, disposto a deixar-se atingir ao lado de Sócrates.

José Sócrates está prestes a ser excluído da prova, uma vez que, ao longo dos últimos seis anos, destruiu quase inteiramente ambos os pés, uma das mãos e grande parte da cabeça. Ainda assim, tentando recuperar algum terreno, continua a disparar freneticamente em todas as direcções.

Os herdeiros de Abril – que merda de gente!

Já o escrevi aqui há uns anos. O 25 de Abril morreu há muito. Ressuscitá-lo agora seria mais ou menos o mesmo que acreditar, hoje, que Cristo ressuscitou ao terceiro dia. No entanto, há quem queira fazê-lo, ano após ano, seja em editoriais indigentes ou em comemorações pífias, de circunstância. Insistindo num saudosismo estúpido de slogan, convencidos ainda de que “o povo é quem mais ordena”. Aquele povo cantado por Zeca Afonso morreu com esse 25 de Abril mítico que não volta mais. É só ver os seus herdeiros. Que se passeiam por aí, transformando este “sítio” num estendal de transformistas, de eunucos, de saltimbancos políticos, de corruptos, de travestis mentais. Enfim, uma verdadeira comédia humana. Deprimente. [Read more…]

Fernando Nobre, Bandex e a vantagem financeira

“São todos a mesma treta” e Fernando Nobre faz parte dela

Fui daqueles que saudou a candidatura de Fernando Nobre à presidência da República, enquanto emanação da sociedade civil. No entanto, em abono da verdade, cedo lhe descobri limitações políticas e pessoais.

Ainda não me pronunciei sobre o aparecimento do seu nome nas listas do PSD porque tenho esperado que a poeira assente um pouco para desfiar os meus argumentos. Acontece que todos os dias se levanta pó, cada vez mais pó, e decidi não esperar mais.

Vamos lá a ver: a mim tanto se dá que o PSD o convide ou não, é assunto que diz respeito à máquina pê-ésse-dista e a quem nela vota. Acho legítimo, apesar de pensar que o oportunismo e as contas de merceeiro -ainda por cima furadas porque, nestas circunstâncias, Nobre não “vale” os votos que obteve- não fazem boa política. [Read more…]

Quer é tacho…

-A entrevista de Fernando Nobre ao Expresso, sobre a qual já escreveu o Carlos Fonseca, em post abaixo, vem confirmar a posição que assumi enquanto eleitor do Distrito de Lisboa, não sei ainda em que partido votarei nas próximas legislativas, se é que votarei, poderei até repetir a abstenção das presidenciais, o PSD, por muito que me custe fazer esta afirmação, é que não receberá o meu voto, apesar de preferir Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro a José Sócrates.  [Read more…]

Ora aí temos Fernando Nobre, o autêntico!

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Ora aí temos Fernando Nobre, o autêntico, a suscitar divisões no seio do próprio PSD, com uma sentença de elevado carácter democrático:

“Se não for eleito presidente da AR renuncio de imediato.”

Pesem embora as críticas com que fui presenteado, o comportamento de Fernando Nobre está a provar à exaustão que o que escrevi em 25 de Janeiro de 2011 no ‘Aventar’ me deu razão antes do tempo e, por outro lado, justificou este outro texto, a criticar a escolha de Pedro Passos Coelho; equiparei-a, diga-se, ao apoio devoto de Mário Soares e à confiança de Louçã.

De filantropo a benemérito, se atentarmos na estrutura e nas contas da fundação AMI, talvez se comece a perceber que Fernando Nobre tem muito pouco. É um humanista errático – sim, errático para dizer o mínimo. Só se fixa nos lugares que, por mal disfarçada vaidade e falsa humildade, lhe deem interesse e projecção mediática. Está comprovado.

Com esta tirada de baixo nível de Nobre, talvez Pedro Passos Coelho comece a entender que errou, se é que não está já a combater a azia com Omeprazol.

Um Nobre não pode ser um simples deputado

A ser verdade esta notícia, Fernando Nobre não consegue parar a queda que iniciou ao aceitar o convite de Pedro Passos Coelho. Segundo parece, o antigo candidato presidencial renunciará ao lugar de deputado, caso não obtenha maioria absoluta na eleição para Presidente da Assembleia da República. Isto é que é ter vontade de servir o país desinteressadamente!

A história da democracia portuguesa já contém a perversão da actividade dos deputados, que, em vez de representarem os respectivos círculos eleitorais, foram transformados em autómatos que se limitam a votar como mandam as direcções partidárias. Fernando Nobre, o independente que viria contribuir para a elevação ética de uma política tão rebaixada, pelos vistos, quer ser mais do que isso, para pior: ser deputado não é suficientemente nobre.

José Manuel Coelho, Reserva Moral da Nação

A verdade é que aqueles que votaram em Fernando Nobre e que acreditaram nele ficaram muito desiludidos com a sua integração nas listas do PSD.
Não se percebe por quê. Quem estivesse minimamente atento ao percurso de Fernando Nobre e à própria campanha perceberia por que razão não poderia acreditar nele.
Eu, como anunciei na altura, votei em José Manuel Coelho. O único independente que não aproveitou a candidatura às Presidenciais como estratégia política no seio de um Partido de topo.
José Manuel Coelho, hoje em dia, é a verdadeira Reserva Moral da Nação. No futuro, poderão vê-lo num qualquer Partido pequenino, a lutar pelos pobres e oprimidos, mas nunca poderão vê-lo num PS ou num PSD. É a diferença entre ele e Manuel Alegre e Fernando Nobre. É a diferença entre a dignidade e a falta de vergonha. É a diferença entre a verdade e a mentira.

Nobre Povo, Bloggers…estranhos:

Não apoiei Fernando Nobre nas presidenciais. Aliás, se a memória me não falha, nem falei sobre ele antes e durante a campanha. No final apenas sublinhei a minha surpresa com o seu resultado.

Quando soube da sua escolha para liderar a lista do PSD em Lisboa não fiquei muito surpreendido. Como não ficarei quando outros nomes de independentes forem anunciados. Já temo pela reacção de alguns bloggers, incluindo alguns companheiros do Aventar.

No último jantar de Pedro Passos Coelho com bloggers ele foi bem claro em duas coisas: na necessidade, independentemente do PSD ter ou não maioria absoluta sozinho, de alargar o governo a uma coligação com o CDS, o PS e independentes, se todos eles assim o desejarem e de molde a enfrentar com toda a força os desafios do futuro; e o seu desejo de aproveitar a chamada “quota nacional” para incluir nas listas de deputados nomes de não filiados no PSD que, pelo seu currículo, disponibilidade e capacidade fossem uma mais valia para uma Assembleia da República mais próxima da realidade e mais competente.

Por isso mesmo, espero que não se espantem quando virem homens e mulheres independentes de diferentes quadrantes ideológicos e das mais diversas profissões (empresários, professores, universitários, sindicalistas, jovens, etc.). Ora, Fernando Nobre, corresponde a essa vontade real de abertura à sociedade civil. [Read more…]

Fernando Nobre, a carochinha

Durante a campanha presidencial, Fernando Nobre acusou Manuel Alegre de ser o candidato do nim. Fernando Nobre é, pelo contrário, um homem do “sim”, um verdadeiro “yes-man”, alguém que não consegue dizer que não. Se fosse mulher, noutros tempos, isso seria suficiente para que fosse considerado pouco séria, eufemismo desagradável para mulheres com ouvidos, essa parte da anatomia cuja ausência era marca de seriedade

Nos contos infantis, Fernando Nobre seria a carochinha, debruçada à janela, alardeando um decote abundante que permitiria entrever a sensualidade de uma intervenção cívica apartidária e a abundância de uma mediatização apetitosa. É certo que chegou a afirmar que nunca aceitaria cargos partidários, mas também não é verdade que seja fácil a vida das mulheres de vida fácil e, por vezes, é necessário estarem dispostas a coisas que nunca pensariam vir a fazer. Quando é preciso lutar pela sobrevivência, ser nobre torna-se difícil.

 

Passos de Nobre

“Depois da minha candidatura presidencial e da caminhada que comigo fizeram milhares de portugueses, muitos desiludidos com a política e sequiosos de encontrar uma alternativa de cidadania, não foi simples nem óbvio para mim encontrar a resposta justa e assertiva ao desejo que o dr. Pedro Passos Coelho me colocou”

Fernando Nobre, no “Facebook”

O conceito de ‘sociedade civil’, em meu entender, sempre foi uma definição demasiado abstracta. De tão inclusiva, corresponde a uma representação teórica capaz de albergar todas as personalidades, mesmo as mais contraditórias entre si. Basta analisar  com minúcia  o antagonismo de projectos de organização social e política defendidos – ou ignorados -por grande parte dessa amálgama espúria de societários da tal sociedade.

Do médico, presidente da AMI, já neste ‘post’ descrevi o que entendi ser justo e a verdade da AMI, as personalidades de topo do organograma da associação, ainda actual, e respectiva situação económica e financeira de 2009 – os principais financiadores eram, e eventualmente continuarão a ser, o Ministério da Segurança Social e Municípios; ou, dito de forma sintética, dinheiro público. Fui vergastado por críticas. É, porém, ineludível a autenticidade dos dados publicados, cuja fonte foi a própria AMI.

Pedro Passos de Coelho, fruto da doença infantil da originalidade,  acaba de estender a honrosa passadeira aos ‘Passos de Nobre’ para a caminhada como “cabeça-de-lista” do PSD até à presidência da AR. Diga-se, porque oportuno, com a mesma devoção de Mário Soares nas presidenciais e a confiança de Francisco Louçã nas eleições europeias.

Que pensar de tudo isto?

Três factos bizarros do fim-de-semana

Primeiro acto: O Presidente da República Portuguesa pede “imaginação” à União Europeia para encontrar formas de emprestar dinheiro a Portugal. Quem é, afinal, que precisa de ajuda?

Segundo acto: Acrítico, acéfalo, vazio, o Congresso do PS foi um longo comício e um espaço de veneração ao líder. Terminou com o líder a dizer que, como chefe do Governo, aceita negociar o empréstimo. Era de esperar outra coisa?

Terceiro acto: Depois de clamar desprezo pela forma de fazer política dos partidos, Fernando Nobre aceita entrar nas listas de um partido político ‘do sistema’. Mais um caso de ‘o que ontem era verdade, hoje é mentira’?

Esquerda, volver

Sócrates foi ao sótão, ou à cave, buscar Ferro Rodrigues, o último dirigente do PS que sabe dizer umas coisas de esquerda.

Em resposta Coelho tirou da cartola Fernando Nobre, que diz coisas de direita, de esquerda e quando não há vento diz coisas de lado nenhum.

Suponho que Freitas do Amaral regressará ao CDS (não é de esquerda, mas para lá foi gatinhando).

Porque será que está tudo à caça dos votos da esquerda, que tão maus resultados tem tido nas sondagens? Uma súbita viragem ideológica?

Ou será que as sondagens mentem, e tudo se resume a uma palavra: medo? Ou Islândia, o que vai dar ao mesmo.

 

Soares apoia Passos Coelho?

Mário Soares
Fernando Nobre foi o candidato de Soares contrar Alegre, certo?
Será que agora é o candidato de Soares contra Sócrates? Estou curioso.

 

Fernando Nobre lidera lista do PSD por Lisboa

Por esta, confesso, não contava. Era óbvio que Fernando Nobre não ficaria em casa, de pantufas, depois da votação que obteve na eleição presidencial. Também não estava à espera que criasse um ‘movimento cívico’ ao estilo de Manuel Alegre. Muito menos esperava que cingisse a sua actividade à AMI.

Mas, admito, não estava à espera que fosse escolhido para número 1 do PSD pelo círculo de Lisboa e, ainda menos, indicado para a presidência da Assembleia da República. Para mais depois de se ter falado de Manuela Ferreira Leite ou Marques Mendes como potenciais candidatos ao segundo posto do país.

A vida política dá mesmo muitas voltas.

Actualização: Pedro Passos Coelho conta, no seu Facebook, que fez o convite a Fernando Nobre em nome do “interesse nacional“.

E o Pagode Paga e Não Bufa

SUBVENÇÃO DO ESTADOS PARA OS CANDIDATOS CHEGA AOS QUATRO MILHÕES

Agora que as eleições findaram, vamos a contas. Enquanto uns esfregam as mãos de contentes pois vão receber mais do que esperavam, Cavaco e Nobre, outros, Alegre e Lopes, irão receber pouco para o que estavam à espera, e ainda outros, Coelho e Moura, não receberão a ponta de um chavo.
No total, o Estado, nós, vamos pagar aos candidatos, ganhador e perdedores acima dos 5%, quatro milhões de euros, para os ajudar, coitadinhos, a pagar as despesas que tiveram com a campanha eleitoral.
A somar a estes números, temos que acrescentar o que se gastou em boletins de voto, em propaganda, em horas pagas aos senhores e senhoras que estiveram longas horas nas secções de voto e aos que depois os contaram, em tempo de antena, em horas de trabalho perdidas nos empregos, etc., etc., etc.. [Read more…]

Voto obrigatório: o capitoso sorriso do Sr. Marcelo


Bem avisámos que esta eleição era passível de ser um teste à legitimidade da instituição. Não nos enganámos.

Após a vergonhosa derrota de ontem, os esquemáticos preparam já um pífio Tordesilhas, iniciando as sugestões para a introdução do voto obrigatório. O Sr. Marcelo Rebelo de Sousa, assim de forma mais ou menos desinteressada sugere o dislate e já se espera uma concordância por parte do PSD. No PS levantar-se-ão algumas vozes dissonantes como a praxe estrabelece, mas finalmente e para o bem da democracia, surgirá um projecto consensual que ditará a respectiva aprovação parlamentar.

Antes de ser um dever, o voto é um direito. A absurda obrigatoriedade, implica o reconhecimento da falta de credibilidade que atinge a generalidade dos agentes políticos, hoje mais que nunca, imensamente carentes de legitimidade. O dever decorre da lisura dos processos eleitorais que saem da Lei, onde o sistema electivo pode ou não adequar-se às necessidades da população. De facto parece ser aceite, a enorme discrepância existente entre o eleitor e o eleito, permitindo os caricatos episódios que têm pontilhado de má fama um Parlamento que deveria ser o supremo órgão de soberania. Estorietas de viagens, truques de residência para a obtenção de “ajudas de custo”, subsídios imerecidos, abusivas ajudas de custo e o boyismo militante que sufoca a respeitabilidade dos parlamentares, como ou sem razão são motivo de contrariada chacota por parte do homem da rua, cada vez mais descontente com o rumo da coisa pública. A seu ver, o Parlamento resume-se a um bando de vulgares tagarelas de tasca de bairro e a uns tantos cartões de crédito, bilhetes de avião, comezainas, carros de luxo e hotéis pagos pelo erário público.

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Presidenciais: a opinião de uma profissional do sexo

Exclusivo Aventar: declarações explosivas da prostituta que prestou serviços aos seis candidatos presidenciais

Em mais um rigoroso exclusivo, e após uma investigação cuidada, o Aventar descobriu Maria (nome fictício), a prostituta cujos serviços, por coincidência, foram solicitados pelos seis candidatos presidenciais, durante a presente campanha. Porque a perspectiva desta profissional do sexo pode permitir aos nossos leitores uma visão diferente dos seis homens que poderão vir a ocupar a cadeira presidencial, aqui deixamos as declarações de uma mulher que partilhou a intimidade de todos eles, ainda que por breves momentos.

No geral

“Olha, amor, os políticos são na cama como na rua: falam muito e não fazem nada. Tirando o Manuel João Vieira, que é um homem como deve ser, que sabe portar-se como um porco, nunca mais aceito clientes vindos da política, até porque isto pode vir a saber-se e fico malvista e eu posso ter muitos defeitos, mas sou muito limpinha, ficas a saber.” [Read more…]

Presidenciais: Cavaco é um fantasista, Nobre oferece a cabeça às balas

Diante do título da edição impressa do JN (“Fantasia convenceu Cavaco a permutar vivendas“), há perguntas que é necessário fazer. Em primeiro lugar, será que Portugal pode correr o risco de ter como Presidente da República um homem que se deixa convencer por uma entidade tão etérea? O que mais poderá Cavaco Silva fazer por fantasia? Terá sido assim que se convenceu que tem coisas inteligentes para dizer?

Entretanto, Fernando Nobre teve o seu momento Ramalho Eanes, com a vantagem de não correr verdadeiramente o risco de ser baleado: afirmou que a única maneira de não ir para Belém é levar um tiro na cabeça. Se for atingido num braço ou numa perna, por exemplo, não irá para onde, então? Perguntas, sempre tantas perguntas.

Mais um dilema: entre um candidato que se deixa levar por fantasias e outro que só será derrotado por um tiro, o que fazer?

As Sondagens, Mesmo as Estapafúrdias, Dizem que nos Ficamos pela Primeira Volta

O sonho dos candidatos, a segunda volta

O sonho de qualquer dos cinco candidatos à Presidência da República Portuguesa, é forçar Cavaco Silva, o sexto candidato, a uma segunda volta nestas eleições presidenciais. Deixá-los sonhar, coitados, já que as sondagens e estudos de opinião, mesmo que nos digam que são estapafúrdias, nos vão dizendo que a vantagem do candidato Cavaco é tão grande que está quase garantida a vitória na primeira.
Para que nos serviria então uma segunda volta? Só mesmo para gastar mais dinheiro e energias e, caso fosse outra a escolha dos Portugueses, nessa segunda volta, serviria também para que muitos sapos fossem engolidos e o Presidente que nos coubesse em sorte (?), mais não fosse que o Presidente de uns quantos poucos Portugueses e a décima sétima escolha de muitos outros. [Read more…]

Fernando Nobre, um Homem Bom, um Candidato Sofrível

Se o mundo fosse perfeito, Fernando Nobre teria a voz e a dicção de Alegre, a altura (em centímetros) de Cavaco, a compleição física de Francisco Lopes, o à-vontade de José Manuel Coelho e a experiência polítiqueira de Defensor Moura.

Se o mundo fosse perfeito, Fernando Nobre não titubearia, não gaguejaria, não falaria para dentro e projetaria a sua voz de modo audível e convincente.

Se o mundo fosse perfeito, Fernando Nobre seria, no terreno, um bom candidato e ganharia as eleições.

Porque Fernando Nobre é o melhor homem entre todos os candidatos e o único com um currículo verdadeiramente ao serviço dos outros, sendo que os “seus outros”  são os mais desfavorecidos, os mais desprotegidos, os mais atingidos, os menos apoiados. Os outros de Fernando Nobre são as vítimas da política e dos maus políticos, as vítimas da economia e da corrupção, do desvio das riquezas, das guerras fraticidas, das catástrofes naturais, da sede, da fome, da ganância e da falta de ética. [Read more…]

Um deserto noutro deserto


É esta, a imagem dos afazeres diários na sede do sr. Cavaco Silva. Muito entusiasmo, muita genica, muito trabalho pela frente. Vê-se. Sintomaticamente, situa-se num falido centro comercial. Falência política para falências de outros tipos…

Para nossa felicidade, não têm tino. Alegre, Cavaco, Lopes, Coelho e Nobre, envolvem-se naquela que é – de longe! – a mais perniciosa e “importante” questão para a República. Envolve dinheiros, tráfico de influências e aquilo a que o homem da rua chama de vigarices. A coisa ainda está a começar e já imaginamos o que as próximas semanas trarão.

Excelente, melhor não podia ser! Cá ficamos à espera e nem haverá necessidade de levar seja quem for à Rotunda.

“Ficar em casa, abrir um bom livro, ouvir música, estar com a família vale mil chapeladas da lotaria dita republicana. Como acreditamos na República – ou seja, na política – e como só há Política quanto a totalidade da Cidade se revê nas instituições, recusamos participar numa fraude.”

Candidatos presidenciais 2011 – Fernando Nobre

candidatos presidenciais - fernando nobre

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Presidenciais: Os ricos e os pobres

Na campanha para as Presidenciais, ouvimos todos os dias os ricos a falar dos pobres. Mais: os ricos enchem a boca com a palavra pobres, mesmo que da pobreza nada conheçam.
Cavaco fala dos pobres. Está mal, mas, apesar de hipócrita, tem desculpa: não passa de um pobre de espírito.
Alegre fala dos pobres, enxugando as lágrimas no intervalo de uma caçada no Alentejo vasto (mil perdizes cairão a seus pés enquanto o poeta recita «Cão como Nós»), entre duas bandarilhas espetadas no dorso de um touro, no arroto final de um lauto jantar com fados e guitarradas e onde os funcionários de serviço – os únicos pobres que ali estão – serão olhados com superioridade. Manuel Alegre não é um pobre de espírito. Mas é um hipócrita.

Daniela Ruah, Moises Broder e Fernando Nobre

  
Daniela Ruah é hoje em dia a mais famosa actriz portuguesa a trabalhar nos Estados Unidos. É uma das estrelas de NCIS Los Angeles, spin-off do NCIS original, o tal que conta com personagens como Jethro Gibbs, Anthony Dinozzo ou Ziva David e que, em minha opinião, deixa a milhas a série derivada.
Moises Broder é o padrasto de Daniela Ruah. Não se tornou conhecido por isso, mas sim por ter sido o último proprietário da Dimensino (Universidade Moderna) e por ter representado o grupo BCRE na proposta de aquisição de um terreno na Feira Popular, em 2004, por 160 milhões de euros.É dono do prédio onde se encontra a sede de candidatura de Fernando Nobre.
Fernando Nobre é o Presidente da AMI e um dos candidatos à Presidência da República. Nos últimos dias, Moises Broder tem vindo a exigir, sob pena de despejo, o pagamento de rendas em atraso no valor de alguns milhares de euros.
Agora, aparece a notícia segundo a qual Fernando Nobre terá pago, em Outubro, 10 mil euros em dinheiro a Moises Broder. Algo de completamente ilegal à luz da lei do financiamento das campanhas políticas. É estranho que apareça agora esta notícia, da mesma forma que é estranho o súbito protagonismo de Moises Broder em toda esta história.
Parece o enredo de uma série policial. Há muitas perguntas em suspenso e não sei se não seria de chamar a agente especial Kensie Blye para resolver a trama.

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