Isto está é a precisar é de um Rui Rio a mandar nesta merda toda

A estória é simples: havia uma escola abandonada no Porto, e um grupo de pessoas decidiu okupá-la. Recuperou o edifício, e dinamizou-o como espaço de utilidade social, cultural e educativa. Leiam as suas intenções.

Ouvindo as palavras educação, social e cultura, Rui Rio mandou apontar as pistolas.

Diz-se no JN:

“Acho mal saírem daqui, trabalharam tanto e fazem uma coisa destas. Vêm de metralhadoras e pistolas e levam os rapazes presos”, disse exaltada Dona Branca, moradora na Rua da Fábrica desde que nasceu.

Foram muitas as críticas ao despejo do movimento ES.COL.A — Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha.

“Isto parecia o farowest. Nunca vi tanta polícia na Fontinha”, desabafava Margarida, enquanto Fátima enchia os pulmões: “Parecia que vinham prender o bin Laden. Do meu lado era de pistola em punho. É um disparate. Antigamente eram seringas, drogas, tudo e desde que este grupo veio para aqui foi uma limpeza. Tínhamos professores que vinham dar aulas às crianças gratuitamente”.

Dona Branca assina por baixo: “Vinham para ai as crianças, os pais iam trabalhar e deixavam aí os filhos, faziam teatro, à quinta-feira havia cinema. Faziam coisas tão boas e foram tirá-los daqui. Antes estavam aí os drogados e não os vieram tirar daí”, criticou.

Johan Dills, voluntário do movimento ES.COL.A, lamentou a atitude da Câmara Municipal do Porto e, apesar de reconhecer a ilegalidade da ocupação do edifício, recordou que ela que visava “devolver o espaço à comunidade”.

“Há seis semanas decidimos ocupar a escola da Fontinha abandonada há cinco anos, porque achamos que fazia falta um centro social no bairro. Nós simplesmente ocupámos o sítio para devolver o espaço à comunidade”, justificou, argumentado que a operação policial “foi ilegal”, pois não houve notificação por parte das autoridades.

Rui Rio vai ser o salvador da pátria. Só espero que o recolher obrigatório seja depois das 22h, que eu às vezes trabalho até mais tarde.

Até lá, ainda pode assinar uma petição sobre o assunto.

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