Novos ministros, o perfil de cada um

O novo governo chefiado por Passos Coelho é composto por quatro ministros do PSD, quatro independentes e três do CDS, duas mulheres e nove homens. Se alguns são surpresa – caso dos novos ministros das Finanças e da Saúde, por exemplo – outros são confirmação do que se esperava – Paulo Portas nos Negócios Estrangeiros ou Miguel Relvas nos Assuntos Parlamentares. Desaparecem  alguns ministérios, como o Ministério do Trabalho ou o Ministério da Cultura. Veja o perfil dos novos ministros, um a um:

Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, Vítor Gaspar, Miguel Relvas, Pedro Mota Soares, Miguel Macedo, Álvaro Santos Pereira, Paula Teixeira da Cruz, Nuno Crato, Aguiar-Branco, Paulo Macedo, Assunção Cristas

Comments

  1. Ricardo says:

    Nuno Crato?

    Qualquer semelhança com alguém que perceba de educação é pura coincidência.

    Qualquer semelhança com alguém que conseguiu fazer crer às pessoas que percebia de educação, infelizmente, não é pura coicidência.

    O autocentrismo e a megalomania são ingredientes para o desastre.

    Autocentrismo porque alguém que pensa que está acima da vanguarda dos estudos da pedagogia.

    Megalomania porque o facto de se achar o maior fá-lo pensar que todos têm de ser tão bons como ele, aprender ao mesmo ritmo que ele e da mesma maneira que ele.

    O homem acha que tirar uma carta de condução é a mesma coisa que avaliar conhecimentos académicos. Nessa linha de raciocinio, avaliar a capacidade de trabalhar numa central nuclear, é a mesma coisa que avaliar os conhecimentos académicos.

    A avaliação é um intrumento fabuloso de aprendizagem, assim como o erro. Numa sociedade justa, a avaliação serve para o aluno perceber onde está a errar e, através disso, regular-se: condição necessária. Falamos de avaliações formativas e regulares ao longo do ano, não com o objectivo de carimbar mas com o objectivo nobre de elevar o conhecimento.

    Ranking das escolas: uma aberração que o senhor Crato defende ferverosamente.

    Lamento informar mas a educação em Portugal vai retroceder.


  2. Cruzes canhoto!

    • Ricardo says:

      Voce é “cruzes canhoto”? Cada um sabe de si…

      Já agora, o que o Xocapic AKA Cruzes Canhoto acha dos professores em Portugal?

  3. Ricardo says:

    A razão não basta: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII doi-me a alma!


  4. Sou professor. Dos que gosta de ser professor. E estou muito satisfeito com a escolha deste ministro da educação. Espero que ele consiga colocar em prática as suas ideias.

    • Ricardo says:

      Pois eu espero que um dia possamos trabalhar todos juntos, onde todos têm voz: professores, alunos, pais e comunidade. Com o único objectivo de desenvolver o ser humano em todas as suas vertentes: não é fácil, ninguém disse que não. Requer o empenhamento de todos nós. Perguntem aos alunos qual a profissão que eles acham mais importante. A maioria deles acha que são os professores. Eu também acho.

  5. Judite says:

    Nuno Crato sempre mostrou estar ao lado dos professores nas “facadas” que têm dado à educação e quase todos os professores sempre louvaram as suas palavras. Bastou o nome dele ter sido escolhido para o cargo que logo os amigos de Sócrates se vieram manifestar. Pudera, ainda não lhe perdoaram!


  6. Caro Ricardo quando comecei a ler os comentários a este post fiquei com a ideia que talvez estivesse ligado a área da sociologia mas afinal descobri mais abaixo que está ligado área da psicologia…educacional.Todos os seus comentários só demonstram a fantasia que querem trazer para o Ensino. Em primeiro devemos o estado da nossa educação a todas as pessoas com aqueles mestrados e doutoramentos da “bosta” ,Boston perdão,na área da sociologia e da psicologia…educacional, pós 25 de Abril, que não percebem um chavelho do que é leccionar e que foram trazidos para a frente da Educação porque percebia muito da questão visto terem tirado um mestrado nos States e assim já não era um tacho muito descarado.Essas pessoas, com tantos créditos demonstrados a nível internacional,(ironismo), trouxeram aquelas ideias fantásticas de “Coitadinhos dos meninos cada têm de saber tanta coisa e tão difícil temos de cortar nos programas e no nível de exigência porque eles não aguentam” , “vamos criar as novas oportunidades para aumentar o nível de conhecimento do pais” e mais umas engraçadas que iriam alongar muito o meu comentário.RESULTADO = estoiraram com o bem mais precioso de uma sociedade.
    Os alunos chegam ao ensino superior com um défice de conhecimento astronómico e depois a maioria dos professores ficam muitos surpreendidos como é que esta situação é possível.
    Finalmente um governo teve a coragem de colocar uma pessoa que poderá, se deixarem,salvar uma coisa que já está no fundo. Espero sinceramente que consiga fazer uma revolução no ensino de forma a que os meus filhos tenham um ensino sério, com valor e rigoroso.cumprimentos e boa sorte na hora de encontrar um emprego Sr. Ricardo.

    • céptico says:

      Subscrevo!

    • Ricardo says:

      Então cá vai a resposta: li apenas metade dos disparates que escreveu porque vi logo que você não procura perceber as coisas a fundo e desata a arrotar a postas de pescada sem qualquer fundamento. Os principais fundamentos teoricos da educação são do continente europeu, os mais consensuais: Piaget, obviamente actualizado nos neopiagetianos (aprendizagem construtivista) e Vigotsky (socio-construtivismo). Especialmente Vigotsy cuja principal matriz é o conflito socio-cognitivo. O que é isso do conflito socio-cognitivo? Como é que uma pessoa aprende melhor? Enfiada numa biblioteca a ler? Ouvindo passivamente o que um professor lhe transmite? Ou discutindo as suas ideias com outra pessoa no sentido de entrar em conflito de ideias para as reformular? Aprende melhor na última situação – alias é a forma natural da aprendizagem humana.

      Todos os estudos indicam os mesmos resultados, não tem discussão possível, é uma coisa óbvia. Claro que estamos a falar num processo base de aprendizagem. Obviamente que o professor está lá para estruturar, clarificar, solidificar e confirmar as aprendizagens, numa dialética óbvia entre provocar o pensamento e transmitir conhecimento.

      Aquela coisa que se costuma dizer que agora é moda o professor não fazer nada e que é o aluno a chegar ao conhecimento por si só e que todo o processo de aprendizagem é uma coisa lúdica, o tal “eduquez” é uma estupidez pegada inventada por um lunático. De uma falta de rigor patética, é tudo o que não é rigor.

      Antes de vir para aqui arrotar postas de pescada, pesquise, estude o assunto, caso contrário arrisca-se a um forte embaraço.

      Um dos principais papeis do professor é facilitar a autonomia ao aluno, estimular-lhe o pensamento, dar-lhe ferramentas para melhor aprender.

      Nós necessitamos de um ensino de qualidade em Portugal. A profissão de professor é de uma responsabilidade enorme, não é fácil, exige grande qualificação e empenho.

      Quanto ao disparate da América, por favor, a matriz americana é o comportamentalismo, comportamentos condicionados, condicionamento perante, recompensas, etc… John Watson como fundador. Excelente para crianças com deficiência mental. Não tem nada a ver. O que passa na comunicação social é falso, mas voce mostra pensar que a realidade é o que passa na TV. No que respeita à educação, os americanos não nos ensinam nada (se descontarmos as Universidades, mas estamos a falar na educação fundamental: pré-primária (e até antes) e 1º ciclo).

      Os americanos também têm os seus “socio-construtivistas”: Dewey, Thelen e Bruner, o qual levou para a América as ideias de Vigotsy e as desenvolveu como muitos outros europeus.

      Mas olhe, a montanha pariu um rato, porque na verdade, a educação de qualidade, aquela que é mais eficaz, aquela que milhares de estudos confirmam, não é aplicada em Portugal. Em Portugal, continua a vigorar uma educação tradicional que já tem séculos, que é a defende Crato.

      As ciências da educação não andam aqui a brincar. São como o próprio nome indica científicas, fazem estudos científicos, replicam esses estudos científicos, milhares de vezes. Existe todo um corpo científico de estudos bastante alargado, um conhecimento sólido do que é um ensino/aprendizagem de QUALIDADE.

      É verdade que isto exige mudança de mentalidades, exige uma grande qualificação por parte dos professores.

      O ensino em Portugal mudará quando houver uma real ligação entre o que se passa nas Universidades portuguesas (deixe lá a América em paz…) e prática. Enquanto isso não acontecer… estamos à mercê dos achismos dum ou outro tipo qualquer.

      O ensino em Portugal está como sempre esteve. E estará enquanto não evoluir.

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.