António Costa indigitado Primeiro-Ministro.

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O Presidente da República acaba de indigitar António Costa como Primeiro-Ministro de Portugal. E tudo indica que teremos já, na próxima sexta-feira, novo governo.

Como é público votei em Pedro Passos Coelho mas, neste momento, quero desejar a Antonio Costa os maiores sucessos porque o sucesso do seu governo será o sucesso do nosso País.

Passos e Crato: factos e expectativas

por Santana Castilho *

Sobre o que já foi dito a propósito da parte conhecida do novo Governo pouco se poderá acrescentar. Impera a ortodoxia financeira do Banco Central Europeu, coadjuvada pela tecnocracia operacional do FMI. Três economistas (Victor Gaspar, Álvaro Santos Pereira e Nuno Crato) e um gestor (Paulo Macedo) fazem a quadratura do cerco. Se Paulo Macedo mandar rezar missa no fim, é porque o Bom Escuteiro acertou nas segundas escolhas.

A competência técnica abunda, ainda que deslocada de campo, nalguns casos. Mas um Governo que se limite a uma corporação de técnicos competentes não governa. É governado. Na segunda-feira passada, Assunção Cristas fez curiosas declarações na Assembleia da República. Disse que, quando chegou ao parlamento, sabia menos de áreas onde produziu trabalho do que hoje sabe de agricultura, de que, reconheceu, sabe muito pouco. Não disse o que sabia ou seria capaz de aprender sobre o ambiente. Mas a sinceridade, o voluntarismo e o progresso contextual ficaram documentados. Só tenho pena da Agricultura.  [Read more…]

Os doze trabalhos de Passos*

BPN

Cavaco Silva diz que o novo Governo terá muito trabalho pela frente

 

* Os doze trabalhos de Passos são uma série de episódios ligados entre si por uma narrativa troikiana, relativa a uma penitência que terá de ser cumprida por um dos vencedores eleitorais, Passos Coelho, mais conhecido em português por Obama de Massamá.

Da forma como que são conhecidos actualmente, os trabalhos de Passos não são contados num único lugar; foram reunidos a partir de diferentes memorandos, uns em inglês, outros em português e outros, ainda, em inglês técnico. De acordo com os comentadores de domingo, não há uma maneira específica de interpretar os trabalhos; pode-se inferir apenas que seis deles passam pelo aumento de impostos, e culminaram com o esvaziamento dos bolsos. Os outros seis levam o herói a outras medidas dolorosas, quase sempre relacionadas com cortes de serviços públicos. Têm estes trabalhos objectivos superiores como por exemplo tapar os buracos resultante da nacionalização das fraudes BPN e BPP.

Uma célebre descrição dos trabalhos na arte política encontra-se assinada por um engenhoso futuro estudante de filosofia. Consiste num assim chamado “bom acordo para o país”, tão bom que acumula as qualidades de ter sido diabolizado antes de existir com o facto de não ser executado pelo respectivo mentor.

plagiado daqui e daqui

Os títulos da imprensa depois de conhecido o governo

Expresso Expresso Público DN

i CM  JN O Primeiro de Janeiro

De todas as manchetes, a do Expresso é a mais negativista. O DN passa um título neutro mas ligado a uma imagem negativa. Público, i, CM, JN e PM são mais ou menos neutros, com alguns toques de positivismo.

No comentário político, tenho repetidamente ouvido o argumento da “falta de experiência”, associado também à nota das recusas de convites. Quanto a este último aspecto e não me parecendo que quem convida terá interesse em anunciar que levou uma tampa, creio que são os próprios convidados (ou que se fizeram de convidados) que aventam as recusas em causa. Não os move o interesse do país, portanto, e ainda bem que não fazem parte do governo, assim sendo.

Quanto à falta de experiência, é de recordar que todos terão este “defeito” até terem passado por cargos governativos. No meu entender, são posições de mau perder e incapacidade de reconhecer que os eleitores votaram na escolha de um novo elenco governativo e não na continuidade das habituais caras.

A seguir, as capas de hoje dos jornais em causa.

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Novos ministros, o perfil de cada um

O novo governo chefiado por Passos Coelho é composto por quatro ministros do PSD, quatro independentes e três do CDS, duas mulheres e nove homens. Se alguns são surpresa – caso dos novos ministros das Finanças e da Saúde, por exemplo – outros são confirmação do que se esperava – Paulo Portas nos Negócios Estrangeiros ou Miguel Relvas nos Assuntos Parlamentares. Desaparecem  alguns ministérios, como o Ministério do Trabalho ou o Ministério da Cultura. Veja o perfil dos novos ministros, um a um:

Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, Vítor Gaspar, Miguel Relvas, Pedro Mota Soares, Miguel Macedo, Álvaro Santos Pereira, Paula Teixeira da Cruz, Nuno Crato, Aguiar-Branco, Paulo Macedo, Assunção Cristas

Quem são os novos ministros

O novo governo (XIX governo constitucional) está constituído e foi apresentado por Passos Coelho (primeiro ministro) a Cavaco Silva.

Eis a lista completa dos novos ministros:

Finanças – Vítor Gaspar

Economia – Álvaro Santos Pereira

Negócios Estrangeiros – Paulo Portas

Defesa – Aguiar-Branco

Justiça – Paula Teixeira da Cruz

Administração Interna – Miguel Macedo

Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares – Miguel Relvas

Segurança Social – Pedro Mota Soares

Educação e Ensino Superior – Nuno Crato

Agricultura, Ambiente e Território – Assunção Cristas

Saúde – Paulo Macedo

É também sabido que Francisco José Viegas será secretário de estado da cultura.

Desconhecido, ainda, continua o nome que o PSD proporá para presidente da Assembleia da Républica.

Ó pa mim tão fresco!!!

Foram um Pedro Passos Coelho e um Paulo Portas visivelmente cansados que vieram anunciar o acordo de coligação PSD/CDS para formar governo, Prometeram força, coragem, dinamismo, perseverança e outros superlativos do género.

Mas aquelas olheiras, aqueles papos em volta dos olhos desmentem tanta energia verbal. Uma pequena mini-maratona – face ao que os espera – e tamanha ressaca não auguram grande beleza mediática para o pedrinho e para o paulinho. E os tempos que se aproximam exigem telegenia, muita telegenia.

António Rendas ministro da Educação?

“António Rendas, Reitor da UNL e presidente do Conselho de Reitores, na educação”

Abriu a temporada do “Adivinha quem vai ser ministro“. O Sexo e a Cidade conta o que sabe, com as reservas da praxe. Costuma ter boas fontes…

Catroga nas Finanças exige depilação total

Para que não haja problemas com pentelhos, Eduardo Catroga pôs como condição que, após a sua tomada de posse, todos os trabalhadores dependentes do Ministério das Finanças passem a depilar-se completamente. Tal imposição já está a suscitar reacções variadas, sendo de destacar a de Carvalho da Silva que defende o direito dos trabalhadores à escolha do comprimento das suas pilosidades, para além de não tomar em conta as pessoas que têm reacções alérgicas aos vários métodos de depilação.

Numa rigorosa investigação, o Aventar tomou conhecimento de rumores que ligam familiares de Eduardo Catroga ao ramo de produtos de depilação, o que pode levar a antever um escândalo de favorecimento que, nos bastidores políticos, já vai sendo conhecido por Pentelhogate.

Portugal é mais importante que Cavaco!

O actual governo está ligado à máquina, não tem capacidade nem força nem determinação para seguir um caminho que as circunstâncias aconselham e exigem. Pelo contrário, o que nós vemos é Sócrates uma e outra vez reafirmar os erros em que incorreu todos estes anos. Se lhe derem tempo, este governo, em desespero de causa, vai causar ainda mais problemas ao país, deixar uma herança de empobrecimento e de desemprego.

As circunstâncias mudaram completamnete nas últimas semanas. Já ninguem acredita no que Sócrates diz, o PEC está aí, os mais pobres vão tambem pagar a crise e os contribuintes já reagem como mostra a sondagem que dá 43,6% de votos ao PSD e cerca de 26% ao PS! Estão, pois, criadas as condições para que se avance a curto prazo para uma solução política, com novas soluções, revigorada, capaz de  responder isenta de compromissos que amarram Sócrates aos megalómanos projectos, à dívida monstruosa e ao desemprego que não pára de crescer.

Mas para tal, é necessário que Cavaco Silva coloque os interesses do país à frente dos seus próprios interesses, o país não pode estar à espera do momento certo para que estejam reunidas as condições ideais para sua reeleição . O Presidente da República não pode deixar que o pântano engula a esperança que resta, o tempo é crucial, quanto mais tempo passar sem que as medidas necessárias sejam implementadas, maior será a dor.

As adjudicações à pressa de investimento polémicos e inviáveis financeiramente, mostram bem que Sócrates já entrou na fase do “quem vem a seguir que feche a porta!”

Secretários de Estado fraquinhos

E acabadinhos de  nomear. De salientar que na Educação foram promovidos o homem do Magalhães e o avaliador-mor. Nada de novo, portanto.

Valter Lemos mudou ligeiramente de Ministério: vai para o Emprego e Formação Profissional. Se por níveis de competência o aumento de desemprego fica assegurado, milhares de professores continuarão a penar: a Agência Nacional para a Qualificação, vulgo Novas Oportunidades ficará sob a sua alçada. Não é um trocadilho com o pseudónimo literário da nova Ministra da Educação: saíu-me mesmo assim.

O resto da lista aqui.

 

Revisto a pedido de várias famílias.

Considerações breves sobre o novo Governo

Basicamente, o novo Governo é mais do mesmo. Teixeira dos Santos, Pedro Silva Pereira, Augusto Santos Silva, Vieira da Silva, Luis Amado, Rui Pereira, Ana Jorge e Mariano Gago continuam. Jorge Lacão, João Tiago Silveira e Alberto Martins já faziam parte do sistema. Isabel Alçada há muito que estava sob a alçada do PS. O resto são minudências sem qualquer força política – irão apagar-se perante a força do primeiro-ministro.

No meio disto tudo, estou curioso para ver o desempenho de Santos Silva na Defesa – para quem gosta tanto de malhar, vai ser engraçado a tropa pô-lo em sentido. E também vou gostar de ver Isabe Alçada, que vai ter os seus principais problemas resolvidos logo que a Oposição acabar com a divisão do Estatuto da Carreira Docente e com o actual modelo de avaliação de professores. Quanto à ministra Pássaro, mais valia chamar-se Betão, porque tem sido esse o papel do Ministério do Ambiente – a glorificação do betão.

Há Governo

Gosto particularmente da ideia de nomear uma senhora chamada Dulce Pássaro para o Ambiente. Ao contrário de algumas previsões Mário Tostão não foi para as Finanças.

A aventura da Educação segue como previsto.