Vamos todos ajudar o pobre Américo Amorim

Eu não me considero rico, sou um trabalhador” – a piada do dia é de Américo Amorim.
A bem dizer ser-se milionário e pobre de espírito não é incompatível.

Entretanto no facebook a solidariedade dos portugueses já se está a manifestar com a campanha  Uma moedinha para ajudar Américo Amorim, esse trabalhador pobrezinho. Não se esqueça de ir lá deixar a sua. A caridade quando nasce é para todos, não espere pelo Natal.

Comments

  1. Rodrigo Costa says:

    … Isto ultrapassa a questão de ser pobre ou ser rico; ultrapassa todos os limites do imaginário. Li o cabeçalho, num jornal, mas não sei se o homem respondeu a pedido ou se por moto próprio. Nem é chocante nem causa espanto; não causa nada, nem vómito, porque, antes de mais, não consigo perceber a razão do discurso e da ideia… O que se pede é que, pelo menos, não falem, não digam nada; façam o que sempre fizeram… mas fiquem calados, porque, pior que ser pobre é ser ridículo…

  2. Ricardo says:

    O exemplo (bom e mau) vem de cima. São os bons exemplos que levam as pessoas a agir no bom sentido. De contrário…

  3. Mano do Ó says:

    Lá está, para ser-se rico não é preciso ser inteligente, muito menos instruído e (ter que ser) educado muito menos! E no geral NADA os obriga a isso, nem a decência!

  4. José Simão says:

    Eu acho que isto é uma manifestação de pouca vergonha e de falta de respeito pelos mais necessitados.

  5. Rodrigo Costa says:

    Mus amigos, Não há pior inimigo ou inimigos, para a vontade de enriquecer, do que a inteligência —a positiva, chamo-lhe assim— e o sentimento.

    Na base da constituição dos impérios está a força, o poder, a esperteza e a insensibilidade. Quem conseguir ser perseverante e disponível para estraçalhar tudo que lhe apareça e lhe pareça obstáculo, por certo que acabará os seus dias a contribuir para obras de caridade e, quem sabe, até, a pagar a construção de uma igreja —qualquer que seja a religião, que, verdadeiramente, nunca teve; sempre achou que Deus, o seu deus, necessariamente, era aquela entidade que o abençova. As dúvidas surgem à medida que se enfraquece, e até as bruxas podem existir, definitivamente.

    Mas, atenção, estes últimos actos só acontecerão se for apanhado por qualquer doença que lhe mine os ímpetos. Se assim for, deitará mão de parte do muito que arrebanhou e poderá criar uma fundação para investigação e tratamento da doença de que passou a padecer; como se, antes de ser afectado, a doença ainda não existisse… Agora que já se tem tudo e que tudo não servirá de nada, o que se procura, realmente, é comprar o Céu. Se alguém sair beneficiado… paciência. Não se pode ter tudo…

    Eu sei que a Vida é, em si mesmo, coutada dos mais fortes; mas, para além de virem a soçobrar como os mais fracos, nunca me pareceu que algum lobo, até hoje, procurasse passar por cordeiro… Ou, felizmente, não fala.

  6. josé Roberto says:

    É tão pobre que a única coisa que tem… é dinheiro.

  7. julia says:

    O Sr. Amorim não conhece o conteúdo da palavra “CARIDADE”…

    A beneficiência consiste em fazer o bem, muito bem, todo o bem possível.
    Bem parece o bem fazer…
    Um rico sem liberalidade pode comparar-se a uma árvore sem frutos.
    Até amanhã! Até sempre!
    Júlia Príncipe


  8. É uma ofensa à inteligência do homem e um insulto ao ser humano, do qual ele se auto-exclui com a frase que profere. Além do que deixa antever que é desumano, insensível, é também cônsul-geral honorário da Hungria em Portugal!, pasme-se como chegou a este lugar e não sabe distinguir o que é um espécime rico e uma criatura pobre! “Não me considero rico. Sou trabalhador”. Portanto, quem assim pensa, quem é rico não é trabalhador. Então este cônsul-geral honorário da Hungria em Portugal está confundido: Está provado e reconhecido por todas as autoridades na matéria que ele é rico, assim sendo não é trabalhador. Trabalhadores foram os seus antepassados que iniciaram o negócio da cortiça em 1870. Este cônsul-geral honorário da Hungria em Portugal é um gestor e ninguém pôs em causa as suas capacidades ou métodos como gere.

  9. Faroleiro da Berlenga says:

    Sinceramente que não percebo toda esta indignação pela siceridade AAmorim. Ele trabalhou para ser rico e continua trabalhar. Já paga 46% de impostos sobre os seu rendimentos, por raio é que ainda ha-de oferecer mais do fruto do seu esforço para sustentar ouros que nada fazem ou fizeram na vida? porque é que eu deverei andar a descontar para pagar RSI a uma preta que veio para Portugal e emprenhou de um preto que lhe fez 3 filhos e se pirou? com que direito nos sacam a nós para dar a gente que veio para aqui para nos chular? Para depois eu chegar á reforma e receber uma miséria porque se gastou a sustentar essa gente essa gente?
    Pessoalmente acho que é facil fazer caridade com o dinheiro dos outros. E A Amorim tem toda a razão: Vão mas é trabalhar!!!


    • Ó Faroleiro que insulta as Berlengas: clique na ligação que está em Américo Amorim. Leia como “trabalhou” o homem, veja o seu esforço.
      De resto e sobre a estupidez humana o seu comentário sobre “a preta” é um verdadeiro tratado.

      • Faroleiro da Berlenga says:

        Acha? Porquê? será que não seve tratar as coisas pelos nomes? Pois se ela é preta deveria tratá-la por “africana”? mas se há africanos brancos e europeus pretos? E o João pensa que por se ser rico se é menos trabalhador que os pobres? ou 46% de imposto é uma brutalidade, um roubo? Acha correcto o principio fundamental do “estado social” em que aqueles que trabalham descontam para outros que por incapacidade ou falta de vontade nada fazem e se penduraram neste país de brandos costumes???e depois acabamos na miséria por falta de capacidade de gestão dos nossos descontos. Acorde que o dia vai alto…


        • Vou-lhe contar um segredo que ninguém sabe: esta crise começou porque uns tipos muito ricos andaram a especular num país rico, sem estado social, que tinha um governante chamado Bush que nem queria ouvir falar em tal coisa, especularam, brincaram com o crédito e os seguros, e a coisa correu mal. Mais ou menos o que já tinha acontecido em 1929.
          Agora não diga nada a ninguém, nem às gaivotas.

  10. Rodrigo Costa says:

    Para começar, eu acho que as pessoas que querem comentar deveriam ser obrigadas a usar o seu próprio nome. É muito fácil chegar aqui e chamar preta, amarela ou azul a qualquer pessoa, porque atira as pedras por detrás de um muro onse esconde. Não é que a desinção “preto” me choque, porque também não me choca que me chamem “branco”; nunca apresentei queixa por causa disso, nem acho que a utilização do termo obedeça, necessariamente, a intuitos de discriminação; o que proponho é que as pessoas, abertamente, sem sofismas, defendam as suas ideias.

    Quanto a Américo Amorim ser trabalhador, e simples, como ressalvou, isso pode ser aceite como piada…. de mau gosto, pindérico, porque não deixa sinais de decência. Calado, poderia pensar o que quisesse e não faria figura de menoridade.

    Quanto ao amigo Faroleiro, veja lá se a escassez da sua reforma não tem, também, a ver com a existência e o pensamento de “simples trabalhadores” como o Américo Amorim —quando alguém, a abarrotar de dinheiro, como este Senhor, tem destas tiradas, a pergunta que se me oferece fazer é: não terá ele direito à sua reforma?…

    • Faroleiro da Berlenga says:

      Meu caro aqui cada um identifica-se como quer pois nada me garante que esta seja a sua verdadeira identidade. E como disse atráz um preto é um individuo de raça negra por oposição de cor a um caucasiano ou a um asiático, nada mais. Quanto ao resto adevo dizer que só na ingenuidade da minha juventude acreditei nas qualidades do socialismo e na “treta” de que somos todos iguais bla bla bla bla. Infelizmente a vida encarregou-se de me demonstrar o contrário. Amorim não é um simples trabalhador; é um trabalhador que enriqueceu ou nasceu rico, mas não é por isso que deixa de ser trabalhador como eu também desejo ser rico (na verdade bastava-me uma reforma digna e tela-ia se os meus descontos me beneficiassem a mim). Ponto final parágrafo


      • Já agora: raça têm os cães ou os cavalos. É uma questão de ADN, que foi estudado por uns tipos chamados biólogos. Não fique triste: é que se assim não fosse você tinha de viver com o problema de a espécie a que pertence, penso que a humana, ter vindo de África, causando-lhe o incómodo de descender de uma preta e de um preto. Assim só descende de africanos, e pode viver sossegado.

        • Alberto Costa Mendes says:

          Não querendo intreferir nesta acesa polémica mas começa-se a falar dos ricos e acaba-se a falar dos pretos! Tem tudo a ver com a reportagem que vi ontem num telejornal qualquer sobre a Av. da Liberdade em Lisboa e os melhores clientes das lojas de luxo que lá existem e nas quais crise é uma palavra desconhecida. Conclusão: Os melhores clientes dessas lojas são cidadãos angolanos ou seja, de um país onde 95% da população vive na mais absoluta miséria. Querem maior racismo que este? Ricos não tem cor ora são brancos ora são pretos, são simplesmente ricos por sorte, por esperteza ou por trabalho.

      • Rodrigo Costa says:

        Caro Faroleiro,
        Naturalmente o Senhor pára no ponto que lhe apetecer. Pela parte que me toca, não evoquei a defesa de socialismo algum; e até lhe posso dizer que nunca acreditei que alguém fosse igual a outro alguém; e vou dizer-lhe mais, porque parece desconhecer: a trabalhar, honestamente, ninguém enriquece.

        Quantos aos seus descontos não o beneficiarem a si, digo-lhe, também, que, enquanto fui trabalhador por conta de outrem, descontei e nunca fiz uso dos serviços de saúde a que teria direito, porque não me eram prestados em tempo oportuno e adequadamente; o que, das poucas vezes, felizmente, que necessitei, fui ao privado e paguei. Poderia dizer, por isso, que alguém se tem servido do meu dinheiro.

        Se quer ser rico, acredite que não é difícil; feche os olhos e rape todos os desgraçados que lhe aparecerem pela frente. Depois de feito o primeiro milhão, já pode ser sério e distribuir benesses —a não ser que que o vício se entranhe de tal forma que o leve a dizer que é um simples trabalhador e que necessita de continuar a trabalhar e a acumular; aliás, o mesmo que devem estar a pensar, para já, os gajos que andam a gamar os bronzes dos jazigos. Mais tarde, se se tiverem safado, com o império construído, poderão dizer, à-vontade, o que pensaram, dizendo, então, em voz alta, que são simples trabalhadores…

        Se está espera de enriquecer por outro processo, está a perder o seu tempo, porque ou espera herança, ou tem o “azar” de lhe sair o euromilhões —o que não é fácil, o Senhor sabe que não. Para lhe ser franco, acho que a Vida ainda não lhe ensinou tudo; se lhe tivesse ensinado, já saberia que não é disparando para tudo quanto é lado que o Senhor desmonta o seu azedume. Não se esqueça que a Vida tem muitos compartimentos; nós nunca conhecemos a casa toda —garanto-lhe que nem o Américo Amorim; de outro modo, estaria agradecido aos espíritos e ficava de boca fechada, para que eles, insultados de ingratidão, não virassem o jogo ao contrário.

        Quanto à minha identidade, o meu nome completo é Rodrigo Vieira da Costa. Costumo dizer que nasci em Portugal, mas não sou Português, não sou muito dado aos “golpes” nem a subterfúgios. Claro que não sou o único; há mais, felizmente, que têm o hábito de se assumirem.

        O que se esperava do Português Américo Amorim é que ficasse calado ou se limitasse a discordar do imposto; não tinha necessidade de ser ridículo. Só isso —faço ponto, mas não é parágrafo; se quiser, pode continuar.

  11. julia says:

    Caros Amigos:
    Só me preocupa a coincidência que , em altura de CRISE , só os MENOS passam a mais MENOS
    e os mais lá continuam no seu mais.Mais um pormenor, dificilmente são solidários e, os MENOS,
    a maioria, dos que HONRADAMENTE aqui chegaram, alguém os “empurrou!…
    “Para tu chegares ao teu fim,não acotoveles ninguém:ai dos que vencem à custa da amargura dos outros!”
    Até amanhã! Até sempre!
    Júlia Príncipe

  12. Bruno says:

    A trabalhar, paga uma miséria aos seus funcionários, pede que o governo meta 100 milhões para inovar a empresa ou fecha portas e ainda tem lata para dizer que trabalha? Os rendimentos dele são dos mais baixos entre os ricos deste país, consultar CM de ontem, e tem a maior fortuna deste país? Como é possível? Se o Estado tb meter dinheiro numa empresa para eu nao por gente na rua é bom 🙂 Ja paga IRS como qualquer cidadão e se eu pago mais no subsídio de Natal, porque ele não pode pagar um pouco mais? Mas a questão é: Não servirá este dinheiro para pagar salários dos 10, que iam ser 30, da comissão de acompanhamento às medidas da troika?

  13. Alberto Costa Mendes says:

    É realmente esta forma de pensar de que os ricos tem que dar aos mais pobres que está a arruinar as sociedades ocidentais. Todos pensam que o simples facto de terem nascido lhes confere o direito inerente a poderem possuir o mesmo que todos os demais; ou seja de receber dinheiro sem nada fazer em troca, para poderem consumir todos os bens que o sistema capitalista coloca ao seu dispor. Mas devo alertá-los de que para consumir é preciso possuir riqueza e para possuir riqueza é preciso trabalhar. Razão tem o faroleiro da berlenga quando escreve <>


    • Tem toda a razão. Os pobres é que têm de dar aos ricos, trabalhando para eles e recebendo o salário mínimo, um exagero, 300 euritos chegavam perfeitamente. E depois os nossos ricos é tudo gente trabalhadora e honesta. O Amorim como toda a gente sabe partiu do nada e degrau a degrau, sempre com o suor do seu rosto, chegou onde chegou. Os favores do estado na Telecel e na Galp, os negócios com a Eduarda dos Santos (ninguém reparou, mas é o 2º accionista do BIC), tudo calúnias dos comunas, esses moinantes que não querem trabalhar e gostavam era de viver à custa do esforço dos ricos.

      • Alberto Costa Mendes says:

        E porque será que os pobres tem que trababalhar para os ricos e os empregadps para os patrões? Ninguém os obriga, podem sempre pedir um subsídiozito de inserção para poderem fazer face as suas necessidades de consumo ou talvez trabalhar no campo e permutar os seu produtos… Bom a repartição já fechou e eu vou embora. Bom fim-de-semana!

  14. Alberto Costa Mendes says:

    Razão tem o faroleiro da berlenga quando escreve :VÃO TRABALHAR MALANDROS

  15. milena pinto says:

    Também não gostei do comentário que pressupõe que neste país todo o trabalho é bem pago e assim só não é rico quem não quer!!! Se o sr. Américo Amorim trabalhou e amealhou fortuna, muitos outros o fazem e continuam a fazer e nem por isso amealham fortunas. Isto não é matemático, pois ao mesmo trabalho, esforço e empenho não corresponde a mesma igualdade de oportunidade ou a mesma conjuntura que conduza à riqueza. Mas tudo isto é mt discutível pois aposto que apesar de toda a sua fortuna o sr. Américo Amorim não será mais feliz que qualquer um de nós…tem é a vida facilitada materialmente.Nós, os trabalhadores que não somos ricos saboreamos uma boa sopa talvez com mais prazer que qualquer acepipe da mesa do sr. Amorim.

  16. Faroleiro da Berlenga says:

    Pessoalmente confesso que o que preocupa não são as “bocas” mais ou menos infelizes de AAmorim; O que realmente me preocupa é isto:

    “o crédito, na ordem dos 1,6 mil milhões de euros, teria sido concedido pelo BPN à Amorim Energia em 2006”, e que a fonte da notícia acrescentava ainda “que o empréstimo não chegou a ser pago pela ‘holding’ ao BPN, mantendo-se assim a dívida de 1,6 mil milhões de euros” durante o período em que o banco esteve na posse do Estado.

    Isto sim merecia o devido esclarecimento por parte das autoridades competentes pois afeta-nos a todos e sériamente.

  17. alexandre varandas says:

    nunca nimguém enriqueceu á custa do seu trabalho ardo-o ou sabedoria!ou erdou ganhou em sorte ou roubou, nada mais faz uma pessoa rica.

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