Louçã e os refrões mediáticos

Precisamos é de um país que fala por si, que mostra a democracia nas ruas.

Francisco Louçã, citado pelo Público

Esta frase é um programa político. Mas os dez milhões de pessoas deste país não falam por si. Há, isso sim, grupos com maior influência e que têm a arrogância de pretender falar por todos. E nas ruas não há democracia. Há pressão política, há violência, há material mediático. Mas confundir isso com democracia é mais do que um erro, é calculismo para ganhar o poder que os em vão evocados “trabalhadores” não deram a políticos como Louçã.

Comments

  1. clara says:

    Começo por dizer que não me identifico com as politicas dos Louçãs. E digo:
    se nas ruas não há democracia, no parlamento também não, uma vez que se elegem parlamentares que prometem e não cumprem.
    Quanto a mim, nas ruas, acredito que se exerça pressão política, mas na dita comunicação social essa pressão é contínua e constante, até maltrata, magoa, dói;
    Relativamente à violência, essa, é necessário meditar qual será a mais severa, se um olho negro, se o choro de uma criança com fome, ou de um velho sem medicamentos.
    Essa democracia de pacotilha já começa a “feder” de tão velha e podre que está. Já deu o que tinha a dar.
    É necessário reinventá-la. Digo já que não sei bem como, mas que isto assim não presta, não presta.

    • jorge fliscorno says:

      Certo. Mas, de longe, prefiro a democracia com defeitos que as eleições permitem à ditadura das ruas. Uma multidão numa manifestação defende o quê? Mostrar descontentamento não equivale a apresentar soluções.

  2. davide says:

    Concordo a cem por cento com a clara. E também penso que, muitas vezes, temos que ir para a rua e travar as lutas que forem necessárias. Eleições? Para quê? Para eleger aldrabões? Ou alguém pensa que uma pessoa séria e honesta, no caso de ser eleita, aguentaria muito tempo, no meio desta podridão?

    • jorge fliscorno says:

      Eu iria para a rua para que um político que tenha manifestamente agido mal abandonasse o lugar. Como por exemplo, aquele artista que sacou outra gravadores. Também me manifestaria contra os que decidiram nacionalizar o BPN ou contra os que lançaram as SCUT. E por aí fora. Mas não contem comigo porque, por exemplo, há desemprego. Não que eu seja apologista do desemprego ou da precaridade laboral mas porque não veja que seja o Estado, isto é, a minha carteira, a resolver estes problemas. Acontece que as manifs que tenho visto são sempre a pedir mais Estado; mais do contexto que até aqui nos trouxe.

  3. julia says:

    Louçã “amigo”, lamento, mas o Povo não está “contigo”.
    O vosso discurso, de ontem e de hoje foi e é sempre azedo, odioso e com um olhar de ameaça…..A experiência de vida leva-nos a mudar muitas vezes de opinião, mas você nunca mudou de “catecismo”.Sendo assim vamos fazer outro “25 de Abril” para vocês fazerem a mesma figura:
    alimentar manifestações e ocupações selvagens , mas não lhe deram “a cana para pescar”!…Argumento, pois tenho a autoridade em fazê-lo, perante si.Tenho muitos anos de atividade cívica (dou tempo grátis) ensino, educo, partilho alegrias e tristezas e dou-lhes a cana…
    Eu tenho uma personalidade forte, mas sei mudar de ideias, continuando a respeitar os outros.
    Há-de reparar que, no Mundo de hoje muda-se em pouco tempo.
    O caminho é difícil, os obstáculos muitos, mas o Povo sabe o que é sacrifício e está disposto à dádiva; sabe também onde estão e donde vêm os servilismos e as traições. Quer acreditar com fé, vontade e agir em UNIÃO.O POVO não morreu, está apenas adormecido! Não o acordem para o seu “25 de Abrli”, Caro deputado Louçã acorde-os para o FUTURO, com esperança.
    Até amanhã! Até sempre!
    Júlia Príncipe

  4. Xavier Brandão says:

    Que texto lunático. Jorge, quando voltares à Terra, avisa.
    É que já nem me lembro nem me interessa, sequer, o que o Louçã disse.

    • jorge fliscorno says:

      E é lunático porquê? Será que é mais lúcido pedir um 25 de Abril na economia, subentendendo-se que há pouco Estado na economia, quando na verdade a economia nunca ganhou pernas para andar desencostada do Estado?

  5. Pisca says:

    Lendo o texto e alguns comentários, só me resta uma coisa, portar-me bem e esperar que os Senhores Doutores tomem conta de mim, entretanto posso sempre fazer umas coisinhas de voluntariado naquelas sessões para os pobrezinhos (é isso Julia ?)

    Vão dar banho ao cão e saiam da frente, que eu quero ir à luta, e estou farto de gente acomodada

  6. Xavier Brandão says:

    Eu proponho ao Jorge que, caso esteja chateado com o Governo, escreva uma carta ao primeiro-ministro a dizer que aquilo que está a fazer é feio e não se faz. E com aviso de recepção, não vá o malandro dizer que o Jorge não lhe enviou nada.

    P.S.: Pisca, não és só tu com vontade em ir para a luta. Somos milhões e é na RUA que nos vamos erguer e tomar o nosso destino nas nossas mãos.

    • jorge fliscorno says:

      Boa ideia, vou já a isso. Também tenho uma sugestão para o Xavier: ir para a rua gritar contra os que estoiraram o dinheiro que não tínhamos. Ah, espere, o dinheiro foi-se, também, nas estradas, nos estádios, na Ponte, na Expo e mais numa catrafada de coisas que os eleitores, alegremente, aprovaram com as suas escolhas eleitorais…

  7. julia says:

    Caro Pisca:
    Desejo-lhe um futuro sorridente e, não se esbarre num abismo,quando iniciar a luta…
    Pode ter sorte, se encontrar alguém, que tenha interiorizado os deveres e os direitos humanos.Estará preparado para o auxiliar.
    Apesar de se chamar Pisco, deve ser gente.O único sentimento que me fez sentir, foi pena.
    Será que sabem o verdadeiro significado de “luta”, revolta ou revolução?
    Até amanhã! Até sempre!
    Júlia Príncipe

    • clara says:

      sinceramente , não entendo em que abismo é que o Pisco poderá cair quando iniciar a LUTA dele, que não será só dele, presumo. Penso que ele tem consciência que essas LUTAS não são muito sorridentes, são difíceis; não são propriamente cházinhos com bolachas, nem encontros onde se pergunte:
      “Olhe, desculpe, o senhor sabe o que são os direitos humanos? Sabe se lá consta que as pessoas têm direito a uma velhice com dignidade? sabe se lá consta que as tias de Cascais têm direito a plásticas à custa do SNS nas PPPs? sabe se lá consta que o sr. X só por ser o sr, X possa ter informaçºao priveligiada nos bancos para comprar isto e não aquilo?”
      Consta? não? ah!!!!

    • Pisca says:

      Se fosse a Julia Florista, sempre me lembrava o querido Max e a sua sempre jovialidade e magistral maneira de criar melodias

      Como não é, so lhe posso dizer uma coisa, vá lá comprar a Caras ou a Lux como quiser, sente-se no cafezinho aí perto de casa com a meia de leite e o pãozinho de leite, e espere que lhe vão dar tudo à “boca”, junte um grupinho de amigas a falar das ausentes

      Não se meta nestas coisas, pelo discurso não consegue ver além do “purgrama” da Fatinha, o resto já é muita coisa

      Assim acaba a repetir chavões, vá lá podia ser pior e nem esses dizer mais ou menos direito, gabo-lhe a “inteligência”

  8. Pisca says:

    Declaração de interesses: Não sou, nunca fui nem prevejo que venha a ser, votante, apoiante, militante ou algo mais acabado em “ante” do Louçã, tenho outras longas a anteriores vidas

  9. julia says:

    Tenho que pedir desculpa,tratando,por “Pisco”.
    Cara Pisca:
    Estamos a remar, em sentido contrário.
    Liberdade: palavra desvalorizada por tanto uso e abuso.´
    Nenhum de nós, se é exigente, pode ficar indiferente ao apelo que nos chega de uma HUMANIDADE desesperada.
    Estamos entre a solidão e a solidariedade, entre o sim e o não, mas optando pela solideriedade.
    A opção, à solidariedade dos homens baseia-se no movimento de revolta e este, por siua vez, só nesse momento encontra justificação.
    Nunca alinharei numa política sem moral porque sabemos que a moral é a única a poder justificar a política.Sendo a política moral, é porque terá servido o homem em vez de o DEGRADAR!…
    Arrumei melhor os meus pensamentos?No fundo todos queremos ser FELIZES!
    Até amanhã! Até sempre!
    Júlia Príncipe

    • Pisca says:

      Não é Cara, é Caro, Vc anda com um problema de identificação do genero, tome cuidado