Greves

A greve é um direito. Mas de quem? Daqui a bocado, quando for à padaria antes de ir trabalhar, peço a opinião da empregada.

Nota: pela lista supra se comprova que o calendário de greves da CP nada tem a ver com essa espécie plano de transportes do Álvaro.

Comments

  1. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Greves ??? o direito que cada vez mais entorta tudo e a vida de muitos, que já sabem que não vale de quase nada ??? Desde 1986, o que tem sucedido, afinal, senão aumentar em exponencial, o nº dos que vão secando a sua vida e esperança de vida melhor, que são os que trabalham a salário miserável, e alimentam não apenas os vampiros que entram em falsa falência e destroem o tecido produtivo, destroem a vida dos válidos e que nasceram com moral e não cedem, e que são os únicos que produzem trabalhando com suas mãos e saber, para que os donos da riqueza por eles produzida, dela se apropriam e tomam só para si e, ainda por fim, são os que só pregam os maiores calotes para o Estado lhes tapar buracos, sendo que Estado é também, o que já deixou de ser e se deixou enamorar por comilões descaradamente amorais – greves ?? quem as não quer que fique em casa pois já nem feriados terá, porque aqui, também já não tem tantos como quem manda lá no norte frio e gelado mas disso nos acusa, e pensa ser senhora do mundo que, como não sabe governar o mundo, inventou os PIG para se desresponsabilizar, já que tem de haver sempre um culpado para os erros que entram em casa – que bom, finalmente, a dona do mundo tem algo que não esperava, desde ontem, a bater-lhe à porta – se calhar não tem outro remédio senão deslocalizar para aqui parte das empresas que lhe restam pra enriquecer à custa do trabalho alheio, como já fez, para obter aqui, também os subsídios que nos cabem por direito (ainda) e se reuna aos PIG, com a melhor mão de obra do mundo, e que nem já sequer há lá em cima no seu país, já que percebeu que ser apenas terciária não dá para sempre e não passa de terciária – então mande o seu secundário para contunuar a sustentar o vosso padrão de vida e dar lições de moral, e não o venha comer depois, ou dar a outros para lhe fazer o “repasto”. Não se preocupe senhora porque aqui ainda há PIGS, mas de montanheira, embora em extinção porque são cobiçados por outro “igual à senhora e que anda a tratar disso”, não se precupe senhora, porque ainda temos sol e espaço para abrigar os seus piores criminosos que nos exportou há mais de uma dezena de anos e foram trablhar para o alentejo, que foram aí “condenados” e indesejados, e aqui se portaram bem, e ainda os que, depois de trabalaharem para si, nesse frio humano glacial, também para aqui vieram comprar casa para ter as férias e paz, e calor e sol do tal SUL periférico, e terem ainda relacionamentos humanos “do mesmo sul do sol e do calor” e que aqui querem morrer epois que nem isso sequer querem, no seu país onde nem morrer se quer – minha senhora, vá-se matar — longe

  2. Catarina says:

    O Jorge implica particularmente com a CP porque é cliente da empresa? Ou porque apontar baterias à CP é mais fácil do que fazê-lo a outra empresa qualquer do SEE? Hoje é dia de greve geral; quem o lê pode pensar que é dia de greve na CP e os restante país nem aderiu à greve. Espreite o Expresso deste fim de semana e confirme o seguinte: a CP é a par com a RENFE a empresa ferroviária mais produtiva de Europa dos 15, produtividade medida numa conta simples: número de funcionários por cada 100 000 passageiros/kilómetro. E se quiser dedicar mais tempo à reflexão leia o Relatório Europeu de Satisfação dos Clientes Ferroviários; adianto que vai ficar tão admirado quanto eu ao descobrir que os clientes portugueses que responderam ao inquérito são dos mais satisfeitos com o serviço. http://ec.europa.eu/public_opinion/flash/fl_326_en.pdf
    Quer lá ver que a CP além de produtiva é eficiente?
    Votos de saúde de ferro 🙂

  3. jorge fliscorno says:

    Onze greves num ano aborrece-me um pouco, sim. Neste momento não sou cliente regular da CP, com muita pena minha. Mas há outras coisas que me aborrecem e imenso, como seja a questão dos horários desarticulados nas ligações. É um problema que conheço desde que comecei a usar o comboio regularmente e nunca foi corrigido. E os maus horários? Só posso achar que é de propósito. Não mereceria isto uma greve?
    Quanto a produtividade não digo nada porque disso nada sei. Mas se é produtiva, ainda bem.

  4. MAGRIÇO says:

    Tenho ouvido hoje na rádio muita gente a manifestar-se contra a greve, e ouvi até um cromo dizer que tinha trabalhado durante 35 anos e que tinha muito orgulho em nunca ter feito greve na vida. Gostaria de saber se estes amigos do patrão alguma vez recusaram os benefícios alcançados pela luta dos outros trabalhadores. Esta mentalidade pequeno burguesa patenteada por tantos aspirantes à classe privilegiada, é a mesma que actualmente dá 80% de votos de apoio às medidas do actual governo. Confesso que escapa à minha capacidade de análise o facto de o governo anterior ter sido, legitimamente, alvo de tanta contestação e agora que estamos sujeitos a medidas muito mais duras, em que a aleivosia de um primeiro ministro imaturo e sectário não hesita mesmo em espoliar as classes mais desfavorecidas dos seus legítimos rendimentos, a grande maioria dos portugueses apoie tal iniquidade. Mistérios insondáveis de mentes pervertidas pela vaidade e vacuidade.

  5. jorge fliscorno says:

    Cada qual terá as suas razões. No que me toca, trabalho há 20 e tal anos e nunca uma das muitas greves que vi me deu algo a ganhar. Pelo contrário, já me deram muitos transtornos. E já agora nunca nos trabalhos por onde passei a greve foi realmente uma opção.

    Quanto ao Sócrates e novamente falando por mim, muito constetei porque sabia o que significavam as políticas escolhidas. Tal como agora farei o mesmo.

  6. Catarina says:

    Jorge, existem livros de reclamações na CP que pode usar para sugerir melhorias. Qualquer que seja a empresa, ajuda sempre os clientes fazerem reclamações por escrito e quantas mais melhor. Acredite que podem fazer a diferença. Se não é cliente, palavra que não percebo porque é que as greves da CP concentram a sua atenção, sobretudo atendendo que estamos a falar de uma greve geral. Quanto a nunca ter beneficiado de qualquer greve só posso responder citando o ex-PM: Porreiro pá!
    Eu não faço greve por mim, veja lá que até porque perco salário e o trabalho fica lá à minha espera para o dia seguinte. Faço greve ou o que mais o que for preciso para defender o que acredito ser o melhor para o meu país; só isso.

    • jorge fliscorno says:

      «Se não é cliente, palavra que não percebo porque é que as greves da CP concentram a sua atenção»

      Eu não vou todos os dias ao hospital. Isso deve-me impedir falar do assunto?
      Em todo o caso há uma coisa muito minha que está em jogo: impostos. Como accionista da CP e das restantes EP/etc. vejo-me em pleno direito de comentar o que se passa.

      «sobretudo atendendo que estamos a falar de uma greve geral»
      Mas há mais empresas que tenham já este ano este número de greves? Está a deixar-me preocupado. É greve geral, e então? Não é mais uma greve?

      «Faço greve ou o que mais o que for preciso para defender o que acredito ser o melhor para o meu país»

      Discordo. Parece-me que quem faz greve o faz pelos seus legítimos direitos. Mas como essencialmente quem faz greve é o sector público (sim, há a Autoeuropa, a excepção, parece-me), mais uma vez me coloco na posição de accionista.

      Quanto a livro de reclamações, uso-o por vezes. Nunca vi um único resultado disso, excepto a habitual carta da entidade responsável a dizer que tomou conhecimento. Grande coisa.

      • Catarina says:

        Eu na qualidade de contribuinte estou preocupada com a privatização das empresas de transporte: vou pagar mais e ter menos serviços. Se duvida veja o que, como contribuinte, paga para os transportes públicos que já estão concessionados a privados.

        • jorge fliscorno says:

          Não, essa sua preocupação é como utilizadora. Como contribuinte, que paga parte do serviço com impostos, use-os ou não, a prioridade seria pagar o menos possível.

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