A diferença mínima entre pobres e ricos: 1 euro / mês

Segundo esta notícia do Público, a maioria PSD-CDS e PS têm estado a debater alterações da proposta do OGE de 2012, no que se refere a cortes dos subsídios de Natal e de férias de pensionistas que aufiram mensalmente uma valor bruto entre 485 e 1000 euros.

É verdade que pensões entre os referidos limites correspondem, em muitas situações, a vidas marcadas por dificuldades de diversa natureza, limitando condições de subsistência e, por se tratarem de idosos, de acesso a medicamentos e até a cuidados de saúde.

Todavia, é verdade também que quem beneficie de uma pensão de 1001 euros mensais, ou mesmo 1050 euros, valores brutos em ambos os casos, pode também enfrentar grandes dificuldades de vida, por ter a seu cargo um agregado familiar mais numeroso. Os encargos associados a filhos desempregados e até à subsistência de netos podem fazer diminuir os rendimentos ‘per capita’ para valores muito mais baixos do que aqueles que, em certos casos, são gerados por pensões inferiores em alguns euros – há quem aufira 1000 euros mensais, por exemplo, e tenha um agregado familiar menor.

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Investir na Educação? Não, isso é nojento!

Tudo o que deveria ser obrigação do Estado está a ser abandonado, ficando à mercê dos privados e ao alcance de quem tiver possibilidades financeiras. Num país ainda subdesenvolvido no âmbito da Educação, continua o desinvestimento.

O governo prossegue um caminho que levará a que as universidades só possam ser frequentadas por jovens das classes altas ou por aqueles a quem for lançada uma esmola. Com cortes sobre cortes e com a Educação dominada pela busca do lucro e dependente do assistencialismo, daqui por uns anos, será necessário recorrer ao robô Curiosity para descobrir vida inteligente em Portugal.

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Quem é, quem é?

O fado é chato, maçador, aborrecido

Dá sono. «Ó musiquinha sonolenta», como vi escrito por aí num site brasileiro.
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Esclarecimento

Apreciar a leitura de alguém não coincide com convergências e divergências. Felizmente o mundo está cheio de gente com em relação a quem politicamente, ou futebolística, ou artística ou seja o que for estou nos antípodas mas não deixo de  ler com agrado, mesmo quando me vão picando.

No caso dos que escrevem no Senatus esse agrado até é generalizado. Mas solicitava que entendessem a ironia como figura de estilo ou então perde a piada toda.

Benfica – Sporting / FCP – Braga : quem vai ganhar?

Com o Benfica e o Porto empatados e o Sporting a um ponto de distância, com o FCP a defrontar o sempre difícil Braga, a 11ª jornada da Liga portuguesa tem os condimentos todos para haver surpresas e reviravoltas na tabela classificativa. Como uma das partes interessantes do futebol são os prognósticos (antes do jogo e não no fim como dizia o outro) e as provocaçõezinhas amigáveis, convidamos os leitores a adiantarem alguns bitaites.

Os meus? O Benfica ganha por dois a zero e o Braga por um a zero. Será?

Coitados dos juízes, ainda bem que os partidos os defendem

Segundo o Correio da Manhã e confirmado pela TSF, o parlamento aprovou esta sexta-feira por unanimidade uma proposta do PCP que elimina a possibilidade das pensões dos magistrados jubilados serem alvo de contribuições extraordinárias, como as incluídas no orçamento.

Continuar a ler no porquemedizem sobre esta melhoria orçamental trazida pelo PCP e para a qual todos os outros partidos também tinham propostas.

Transportes públicos e transportes privados

Há muito que ando a pensar no problema dos transportes públicos dos grandes centros urbanos. Os transportes são públicos porque, penso eu, preconizam um serviço essencial à sociedade que deve ser assegurado pelo Estado a um custo inferior ao que resultaria se o serviço de transporte fosse assegurado por transportes privados.

Tanto a Carris como os STCP (Sociedade dos Transportes Coletivos do Porto) funcionam em áreas muito movimentadas, com muitos clientes. Tanto uma como outra, digo eu, têm condições para ter resultados de exploração positivos. Acontece que, na realidade, estas duas empresas têm acumulado prejuízos atrás de prejuízos. Não tenho dúvidas que, estando em áreas metropolitanas com muita população, esta atividade seria facilmente assegurada pelos privados.

Vivo numa zona rural onde os transportes públicos que existem pertencem a empresas privadas. A taxa de ocupação é muitíssimo inferior à taxa de ocupação da STCP ou da Carris, mas as empresas continuam a assegurar o transporte regular e conseguem gerar lucro, caso contrário já se teriam retirado. Urge perguntar, por que razão estas empresas continuam a dar prejuízo? Não será melhor deixar as empresas privadas explorarem a atividade de transporte naqueles locais (pelo que sei, corrijam-me se estiver enganado, as empresas privadas estão proibidas de circular em algumas zonas, que são exploradas exclusivamente por aquelas empresas)? O erário público agradece.

Se o Estado deve proteger os mais carenciados, por que razão é que os transportes continuam a ser públicos nos grandes centros urbanos (onde há mais pessoas, logo mais interessados em explorar esta atividade) e continuam a ser privados nas zonas mais rurais, onde os privados não são muito atraídos pelas condições de mercado?

Texto de João Pinto / Cortesia de Criticamente Falando

Sérgio Godinho, quarenta anos de canções

Sérgio Godinho comemora, por agora, quarenta anos de canções. A 16 deste mês foi assim no Coliseu do Porto

Ontem foi a vez do Coliseu de Lisboa. Um concerto fantástico – transmitido pela RDP para todo o mundo, procurem o podcast – a mostrar porque há tantas canções de Sérgio Godinho nas nossas vidas.

Em Matosinhos houve greve na Assembleia Municipal

Entretanto, enquanto se discutiam todas as matérias que, na minha humilde opinião, merecem alguma atenção, e não digo toda, vá, para não ser muito exigente, havia gente com outros afazeres.

O vereador Guilherme Aguiar, eleito pelo PSD e cooptado pelo PS, estava com a cabeça em água enquanto procurava a carta que lhe faltava para completar o jogo de Solitário no seu moderno Ipad.

Um tal de blog

Hoje dá na net: A Crude Awakening The Oil Crash

A Crude Awakening: The Oil Crash, documentário sobre o pico de produção do petróleo. O petróleo é o sangue da economia, mais importante que isso, toda a nossa civilização é sustentada na energia que extraímos do petróleo com um custo absurdamente baixo, se compararmos com o trabalho que este proporciona. Nesta época de múltiplas crises, com efeitos compostos, a crise energética tem sido esquecida. Mas o problema não está resolvido, está apenas latente, à espera. Página do IMDB. Documentário legendado em português, veja como activar as legendas a seguir ao corte.

 
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“Ferroviários Unidos Jamais Serão Vencidos”

Enviaram-me esta fotografia; assumo que fosse obtida nas Oficinas do Barreiro por alturas de 1974/75; os Ferroviários estavam unidos, estavam em luta, estavam junto a uma locomotiva de fabrico americano Whitcomb da série CP 1300…de duas centrais e cabine ao centro…