“Vale a pena comprar acções do BCP”, dizem eles

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Fonte: www.BolsaPT.com

O ‘Field Marketing’ é uma disciplina, de inspiração anglo-saxónica, composta de várias áreas e técnicas para estudo, informação e promoção de produtos e serviços, com a finalidade de optimizar vendas e a satisfação de consumidores.

Uma das modalidades utilizadas designa-se ‘cliente-mistério’. Consiste em alguém, fazendo-se passar por cliente, realizar uma auditoria ao comportamento de um profissional de determinado estabelecimento, independentemente do ramo de actividade – restauração, vestuário, produtos tecnológicos, bancos, seguros e outros.

O ‘Diário Económico’ realizou uma operação de cliente-mistério para saber “o que os bancos recomendam aos clientes”. À pergunta se valeria ou não a pena investir na bolsa, um funcionário do BCP foi assertivo: “Vale a pena comprar acções do BCP.”

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Porque será que não temos ninguém em Portugal, a falar assim?

Isto só pode acabar mal … Muito mal!

Nigel Farage, deputado Europeu Britânico, fala da inevitabilidade da falência e saída do euro da Grécia, Portugal e da Irlanda; do resgate dos bancos; do plano de criação dos Estados Unidos da Europa e da entrada da Sérvia na Zona Euro.

Os problemas de memória de José Manuel Fernandes

Desculpem-me os funcionários públicos, mas quem não achou estranho, ou até aplaudiu, um aumento de 2,9 por cento em plena crise e num ano de eleições, algum dia teria de também pagar a factura. Ela chegou agora, com juros.

José Manuel Fernandes, Público, p. 38, 11-11-11

Se o problema está em não ter achado estranho ou em ter aplaudido, exijo não ter de pagar, pelo menos, metade da factura, porque não achei estranho que um governo em ano de eleições inventasse folgas para aumentos (como vai acontecer, o mais tardar, em 2014) e porque não me lembro de ter aplaudido uma única medida tomada pela clique socrática (como não aplaudirei, o mais tardar, até 2014, o que sair da toca governativa).

Aos congelamentos da carreira José Manuel Fernandes disse nada, como nada disse sobre o facto de a maioria dos aumentos da Função Pública, ao longo de anos, terem sido inferiores ao valor da inflação. Nada diz também sobre os cortes nos ordenados ocorridos já este ano. Claro que não se lembrou de falar nas despesas que muitos funcionários públicos têm para ir trabalhar, como se esqueceu de fazer referência a mais de trinta anos de governação incompetente e ruinosa.

É claro que não acho estranho que isto venha de José Manuel Fernandes e é claro que não consigo aplaudir, porque, sendo funcionário público, sou credor.

Hugo Colares Pinto

Vamos começar pelo fim: o Hugo é meu amigo, ensinou-me o pouco que sei de photoshops e artes gráficas, sou portanto muito mais suspeito do que o costume.

É um dos melhores ilustradores, sobretudo na sua especialidade – colagens digitais, mashup gráfico se quiserem, que vi até hoje, e vejo umas coisas. Autor da imagem gráfica do Aventar (e doutros blogues onde escrevi ou escrevo), desabafava hoje assim:

Estou farto de andar a pedinchar que me paguem pelos trabalhos que faço ou que pelo menos me paguem alguma coisa “por conta”… Acho que vou começar a publicar os nomes dos “calotes”. A “crise” é desculpa para tudo e os “independentes” (desempregados de longa duração que vão fazendo uns biscates mal pagos, dependentes dos trabalhos para “amigos” a preços de amigo ou quase de borla) ou “freelancers” ou como queiram chamar a esta situação de fodidos e mal pagos, passam metade da semana atrás dos “clientes” para ver se recebem e outra metade atrás de promessas de trabalho que não passam disso…e mostrar sempre cara de “tudo bem”… ESTOU FARTO! mas tudo bem: ACEITO TRABALHOS DE DESIGN GRÁFICO, ILUSTRAÇÃO, FOTOGRAFIA!

Pode ver os seus trabalhos e contactá-lo no Grafices (nunca mais o convenço a mudar-se para o WordPress), e aqui. [Read more…]

Liberdade de expressão e galopes de estado

Nem imaginam o gozo que me deu isto:

A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou hoje que não vai abrir qualquer inquérito com base nas declarações feitas por Otelo Saraiva de Carvalho a propósito das manifestações de militares, “a não ser que factos posteriores o justifiquem”. in Público

depois de ter escrito ontem mais ou menos o mesmo: há leis parvas, o artigo 326º do Código Penal, pela sua inutilidade óbvia , ultrapassa todos os limites. A menos que a ideia tenha sido a de muito simplesmente violar a liberdade de expressão (alteração violenta do Estado de Direito pode muito bem ser lido como defender uma revolução, por exemplo), desconfio que foi mesmo.

Ou seja, só pela sua designação, vários partidos políticos portugueses seriam imediatamente extintos, numa golpada semelhante à que tem afastado os independentistas bascos de processos eleitorais, e a ideia era essa, não era?

Não houve foi até hoje condições políticas para a aplicar mas a nossa direita desde que foi vítima de um golpe de estado seguido de um processo revolucionário que não sonha com outra coisa (esquecendo-se de que chegou ao poder através do 28 de maio, uma verdade agora muito inconveniente).

Ocultismos

‘If the euro fails, Europe fails. We have an historical obligation to protect by all means Europe’s unification process begun by our forefathers after centuries of hatred and bloodshed.’ Angela Merkel, Chanceler da Alemanha

Merkel tem razão, mas sabe que este desfecho parece ser inevitável. Enquanto a “Europa” foi uma Comunidade Económica, todos procuravam construir, produzir e vender. A União é uma realidade bastante díspar, presa a pressupostos meramente políticos sob supervisão dos “mercados”, ou seja, a garantia de uma casta. Estes “mercados” derrubaram os primeiros-ministros da Irlanda, Grécia e agora, de Itália. A interrogação lógica será quanto à real solidez das democracias e ao sistema de legitimização desse mesmo poder. Qualquer um dos primeiros-ministros acima mencionados – Sócrates foi inapelavelmente derrubado pelo voto -, chegou ao governo pela clara vontade dos eleitores. Com ou sem maioria absoluta, o exercício do poder executivo era perfeitamente insofismável. Quando alguns parecem enervar-se quando em alguns destes posts se menciona a falácia da “República” – precisamente a dos Presidentes eleitos por 23% dos eleitores e sua escolha prévia pelas direcções partidárias e empresariais, vulgo “mercados” – , este é sem dúvida, um aspecto muito mais relevante a ter em conta. Se aos “mercados” ligarmos gente do calibre de um Murdoch – que tentou derrubar a forma de representação do Estado na Grã-Bretanha e na Austrália, com tudo o que isso significa -, então estamos perante algo de imprevisto.

Há que dar-lhe remédio.

Ganda nóia

Marques Mendes apagou estes comentários do seu Facebook:

 

Enviado por Adelaide Ferreira

Aconteceu hoje

11-11-2011, 11:11:11.

Com tantos uns, só é pena as contas estarem a zeros.

O beatério já manda?

A gente lê e não acredita. «M’espanto às vezes, outras m’avergonho» com o país em que vivo.
Então não é que o Álvaro já fez saber que vai negociar com a Igreja o fim de dois feriados religiosos! O Álvaro, membro de um Governo democraticamente eleito. O meu Governo porque, mesmo não gostando dele, não tenho outro.
Em bicos de pés, como sempre, a Igreja, cujo feito mais impressionante dos últimos tempos foi a tentativa de expulsar de um anexo do Santuário de Fátima uma velha acamada, já anunciou que o feriado de 8 de Dezembro é inegociável. Mas inegociável o quê? O beatério já manda?
Com que direito é que uma instituição privada julga ter tamanho poder sobre as decisões políticas de um país? Com que direito é que o Estado laico celebra com essa instituição Concordatas e outros documentos que mais não são do que uma forma de privilegiar uma Igreja em relação a todas as outras? Com que direito é que o EStado laico se submete às directrizes da Igreja?

Não vai haver espaço para cobardias

Desenganem-se aqueles que acreditam que estas reduções de salários e corte de dois vencimentos mensais por ano são limitados no tempo. Não são. Os mentirosos de turno dizem-nos que são mas, obviamente, como é seu timbre mentem conscientemente. Dentro de dois anos o argumento será que a administração e as empresas públicas não suportarão o choque financeiro de pagar mais dois salários anuais. A intenção é desvalorizar permanentemente os custos do trabalho no Estado e Empresas Públicas e por indução no sector privado. Onde aliás os trabalhadores foram já condenados a trabalhar forçadamente e sem salário durante meia hora por dia a partir do próximo ano.

A estratégia é competir com a China. [Read more…]

País da Treta

treta s.f. – manha, ardil, estratagema, artifício [pl] palavreado para iludir

 

Como observamos todos os dias, os “casos” sucedem-se. São robalos em troca de alheiras, são suspeitas de corrupção, são jobs para os inúmeros boys & girls dos corruptos partidos políticos e assim sucessivamente até à exaustão.

Acontece que estes casos são tratados pelos nossos meios de comunicação social na perspectiva da notícia, do imediato. Assim o caso do momento é divulgado até ao limite ou enquanto vender jornais e, após um determinado período de tempo, é esquecido.

Para evitar este esquecimento iniciámos em 2008 o projecto tretas.org que pretende ser um local de preservação da memória do que se vai passando na arena política em Portugal. Sempre de forma devidamente documentada.

 

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Educação: Portugal não sabe pensar

Seja por desleixo, incompetência ou desonestidade, em Portugal não se perde tempo a pensar. No campo da Educação, apesar de muitos avisos e conselhos, os alegados responsáveis políticos pela coisa educativa dedicam-se, há anos, a decretar ao sabor de muita coisa e ao arrepio da Educação. Pensar? Nem pensar. Planear? Obriga a pensar.

Actualmente, os neoliberais estatais – uma contradição nos termos, eu sei – vivem deslumbrados com a liberdade de escolha na Educação, sempre com o simplismo que caracteriza os simples. Dizem eles que isto será como no mundo empresarial: a concorrência resulta sempre em benefício do consumidor. Ou seja, as escolas concorrem umas com as outras e os alunos sairão beneficiados. E por aqui se ficam, sem pensar, por uma questão de coerência.

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Portugal, Vira-te Para o Mar…

Puôrto, novembro de 2011. Ao longe, no canto inferior* direito, dois submarinos estrategicamente colocados.

* não se vêem mas eles estão lá.

Hoje apetece-em reciclar

nando e manel