O melhor do Futebol:

 

Ao segundo golo, o V. (benfiquista) levantou-se e foi comer. Ao meu lado, H. (adepto do Braga) lançou um palavrão enquanto eu gritava como um doido ao ver as redes balançar. Quando Hulk fez o passe para o terceiro golo explodi de alívio para tristeza dos meus dois companheiros/camaradas.

Um bracarense, um benfiquista e um portista foram ao Dragão ver o Porto-Braga. As nossas diferentes paixões não foram nem são motivo para deixar de ir, num frio final de tarde, juntos, assistir a um jogo de futebol. Foi, independentemente do resultado, um final de tarde bem passado. O futebol é isto. Devia ser sempre assim. Infelizmente, como se viu, ontem, na Luz, não é assim.

Eu não aceito ter de ir para dentro de uma “jaula” para assistir a um jogo de futebol. Nem aceito que, para ir ver um jogo do meu Porto a um qualquer estádio de futebol, tenha de esconder o meu fervor, a minha paixão pelo meu clube. Por isso mesmo, levo sempre o meu cascol e como não entendo estas coisas de forma diferente, preferi deixar de ir a certos estádios. Quem ficou a perder? A receita de bilheteira do outro clube (deixando de vender, no mínimo e à minha conta, dois bilhetes).

O que aconteceu na Luz, e noutros dias em tantos outros estádios, é uma vergonha e uma desgraça para o futuro do futebol. Quando vou assistir ao vivo a um jogo vou para me divertir, para assistir a um espectáculo. Não vou para agredir nem para ser agredido. Nem para me meterem numa qualquer jaula ou para incendiar cadeiras. Não.

Hoje, fui com o V. e o que me ri com as suas bocas de lampião. Fui com o H. e o que me diverti com as suas bocas de “guerreiro do Minho”. Eles foram comigo e o que se riram com o que está escrito no meu cascol. Diversão, paixão e amizade. Futebol, portanto. O contrário não é digno de “estar” no futebol.

E no próximo jogo da Champions, lá estaremos. Juntos. O do costume a sofrer com o Porto e os outros dois a rirem-se e, lá no fundo, no fundo, sempre foram do Zenit desde pequeninos 🙂

(estava a ver que no fim me dava uma coisinha má!)

Desorientação completa – 600 mil milhões para Itália

O “La Stampa” anuncia hoje que o FMI está a preparar um resgate de 600 mil milhões de euros para a Itália (também saiu uma nota no Público).


Actualização: O FMI já veio desmentir a notícia do La Stampa.

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O ‘Amadora-Sintra’ e o logro das PPP’s na saúde

“O Estado espera há oito anos fim do processo que vale 60 milhões”, título do jornal Público na edição de hoje, Domingo. O Estado Português, dócil e modelado por um sistema judicial moroso e de frequentes desconexões e ineficácias, o Estado Português, dizia, bem pode esperar sentado. A título de imagem, chame-se-lhe “O Estado Sentado” – houve aqui uma oportuna inspiração cuja origem, todavia, omito.

O processo é complexo e envolve mais de 20 quadros e altos responsáveis pela gestão do sector de saúde. Das diversas figuras envolvidas, consta Margarida Bentes. Desenvolveu trabalhos de grande mérito na área da gestão pública da saúde, assumindo particular relevância a comparticipação no estudo e concepção dos GDH’s (Grupo de Diagnósticos Homogéneos), para efeito de determinação de critérios de custeio do sistema de financiamento dos hospitais públicos.

De toda esta longa e absurda novela, de Margarida Bentes, entretanto falecida, transferiram para os herdeiros as obrigações decorrentes da chamada responsabilidade reintegratória, ou seja, o dever dos herdeiros devolverem o dinheiro ao Estado. De resto, na súmula possível de um documento jurídico complexo e confuso, o Tribunal de Contas, no número 1.9, números 7 e 8, pode destacar-se: [Read more…]

Podemos cortar também?

Fado de Lisboa, património da humanidade

Gosto de alguns fados, como gosto de alguns tangos, de algumas valsas, de alguns minuetos, de algumas sinfonias e de várias músicas de géneros diversos. Não gostarei menos ou mais de fado de Lisboa como um todo só porque a UNESCO deu uma medalha a uma comissão e que, como ontem frisou Rui Vieira Nery, presidente da comissão científica da candidatura, apenas representou o fado de Lisboa porque «o fado de Coimbra tem uma dignidade própria». Mas, dignidades à parte, assim o leio, há o fado – o de Lisboa, naturalmente – e o fado de Coimbra. Para concluir em grande quanto a bairrismos, aqui ficam as variações do coimbrão Artur Paredes, tocadas pelo filho Carlos Paredes.

Pequenos furtos, grandes trabalhos

Um pequeno furto de 1,75 euros, ou 6 embalagens de chocolate furtados por um sem-abrigo, ou um frasco de descafeinado que uma reformada tentou roubar no Lidl, “podem custar aos ‘criminosos’ e ao Estado muito dinheiro”.
Como li PÙBLICO, “Pequenos furtos desencadeiam milhares de processos milhares que podem durar anos nos tribunais”.
Não está certo roubar: é crime. Mas estes pequenos furtos, de valores insignificantes, poderiam ser resolvidos de uma forma mais prática e rápida e sem prejuízos para todos nós: será necessário comunicá-los todos às autoridades? Em seis meses a PSP recebeu quase 800 denúncias de furtos.
Um sem-abrigo e o chocolate… não se compreende? Vivem na rua, não têm morada fixa, torna-se complicado notificá-los. É ridiculo, é ridículo, que a polícia perca tempo à procura do homem que roubou chocolates. Uma senhora que se quer dar a um pequeno luxo de beber um descafeinado ou de tingir o seu leite e de lhe dar sabor nos dias de dificuldade, acaba por deitar tudo a perder, condenada a «ter de roubar» para pagar as custas do processo. Um desvario de 2, 98 euros traduz-se num pesadelo de 642 euros.
Em tempo de crise que vivemos, em que o desemprego deixa muita gente na pobreza e na rua, e em que as reformas são um insulto, não haverá tribunais suficientes para dar resposta  a tantos processos.
Roubar não está certo, mas o castigo tem que ser proporcional ao crime e adequado ao criminoso (é um insulto chamar criminoso a quem quer comer e não pode)…
Há crimes bem mais graves e no entanto…

Céu Mota

Grécia, crise à parte o turismo continua

Excelente promoção turística, que deve ter custado uma horita de trabalho e merece circular pela net. Comparem isto com os milhões gastos na nossa promoção turística. E sendo certo que não temos as mesmas paisagens naturais e monumentais, fazer o mesmo por cá não custava nada.

Hoje dá na net: Yellow Submarine, O Submarino Amarelo (1968)

Também está farto dos tratos de polé aplicados a All together now? Nada como ver, ou rever, o original no Submarino Amarelo, o filme que George Dunning fez com os Beatles.

Legendado em castelhano (versão sem legendas)

Ficha do filme no IMDB.