O serviço público de serviço público e os seus defensores

Os ilusionistas do costume continuam a acreditar que o Estado deve continuar a projetar e a planear tudo. Deve ser ele o grande pensador, deve ser ele que decide quais são as áreas onde se deve investir, deve ser ele a dizer o que é que se deve e não deve comer, deve ser o Estado a proporcionar aos cidadãos todos os serviços necessários, mesmo que a gestão pública seja má e que exista uma propensão enorme para a corrupção.

A propósito do serviço público de televisão e rádio, desta vez, os defensores daquele serviço conseguiram, por uma vez na vida, estar ao lado dos empresários e donos dos canais de televisão privados. Incoerência chocante. O Senhor Pinto Balsemão, como é evidente e normal, pretende defender os seus interesses (lucro fácil). Será que os defensores do serviço público de televisão ainda não verificaram que há canais privados, em sinal fechado, que prestam muito melhor serviço público do que a RTP? Um deles até faz parte do grupo do Pinto Balsemão (SIC N). Em vez de limitar a iniciativa privada, o Estado devia abrir a televisão à concorrência. Como se sabe, de acordo com a informação veiculada na comunicação social, há interessados na constituição de mais canais em sinal aberto. O Estado, como grande planeador que é, nunca o permitiu.

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A nossa querida Grande Berta

Bastou o canhão alemão troar umas tantas bordadas e logo o hoplita grego bateu em retirada. A nossa Grande Bertha tem destas coisas, quando prevê uma ameaça de concentração de adversários na frente de combate europeia, logo procede à descarga, pressurosamente assistida pelos serventes-municiadores franceses.

Ponte Maria Pia: Uma Ponte de Eiffel … e de Seyrig

“Aquando das comemorações do 75º aniversário da Ponte Maria Pia, em 1952, foi publicado um conjunto de artigos, sob o título “Os homens da Ponte Maria Pia”, associando três nomes à realização daquele notável empreendimento: Manuel Afonso Espregueira, que na sua qualidade de Director Geral da Companhia Real dos Caminhos de Ferro resolveu definitivamente o problema do atravessamento do rio Douro pela linha férrea do Norte;”

No 134º aniversário da Ponte Maria Pia, importa conhecer este documento da autoria de José Manuel Lopes Cordeiro (in 2009).

 

 

União europeia e mundial contra a Democracia

Existe, e cada vez mais despudorada, uma união europeia e mundial contra a Democracia. No máximo, a Democracia é tolerada desde que não vá contra a vontade dos poderosos. O mesmo se diga acerca das ditaduras.

A União Europeia, projecto generoso, já deu mostras da sua dificuldade em conviver com a Democracia, quando conseguiu obrigar a Irlanda a votar as vezes que fossem necessárias até aprovar o Tratado de Lisboa. Depois do primeiro referendo, a tríade Merkel-Sarko-Barroso, afirmando que respeitava a vontade popular, garantiu que o tratado havia de ser aprovado. Depreende-se que seria aprovado nem que fosse preciso fazer trinta referendos.

Papandreou, mais um socialista de fachada, portou-se caninamente ao aceitar uma austeridade que se sabia – e sabe – nociva, ao usar um referendo como fuga e ao fugir ao referendo, depois de o mandarem sentar e estender a patinha.

E o povo, pá? O povo tem ser canino, também.

Jobs For The Bois

Este recebi da Finlândia, um país que não é do Sul da Europa mas tem 17 alunos por turma, tal como Portugal e o seu modelo educativo de legos.

Europarque, mais uma corrida, mais um buraco

Obrigado Eduardo Catroga, obrigado Cavaco Silva, nada como o aval do estado para os patrões portugueses demonstrarem a sua incompetência e apetência pelos dinheiros públicos.

Expliquem lá porque carga d’água tinha o estado de ser fiador do Europarque? Caso a coisa desse para o torto, não tem quem investe de arcar com o prejuízo? e se desse para o direito, iam partilhar os lucros?

Siga, quem paga são os do costume.

Aspirando por um Estado sem gorduras

bruxa do aspirador

Metam a unidade nacional no pacote

Depois de o primeiro-ministro grego ter sido proibido pelo casal Mercozy de referendar seja o que for, o que está a dar na Europa, dizem, é a unidade nacional.

Em nome da unidade nacional o PS não vai votar contra o Orçamento Geral para acabar com o Estado. Abstém-se, e com candura ainda negoceia um IVA ou dois. É um partido responsável, diz o Seguro, e bem vistas as coisas o orçamento é da troika e de quem negociou com a troika, não tivesse caído Sócrates e estaria a apresentar o mesmíssimo orçamento, chamando-lhe talvez PEC 7 ou 8.

A unidade nacional existe.  Armando Vara e Duarte Lima, fizeram carreira á sombra dela, Medina Carreira e João Duque mentem diariamente em nome dela, e os nossos ricos metem a massa nos offshores em solidariedade para com ela.

A unidade nacional ao que parece vai produzir um novo governo grego onde os corruptos dos partidos do alterne estarão representados sob a provável presidência de um banqueiro, quem melhor do que um banqueiro para dar credibilidade a um governo que tem de pagar o armamento tão generosamente vendido por alemães e franceses a troco de empréstimos ruinosos?

Um dia também por cá teremos um governo de unidade nacional. Esquecendo o detalhe de nem todos termos andado no mesmo gamanço, unirá aqueles que à sombra do estado enriqueceram mas se queixam do estado que ainda mantém propósitos tão irrealistas como o de assegurar saúde e educação para todos. Para primeiro-ministro espero que também se encontre um banqueiro à altura da responsabilidade: Oliveira Costa, pois claro, um garante de que se pode meter a unidade nacional no pacote geral de austeridade, que é como quem diz, trabalharás mais, ganharás muito menos, e não digas que vais daqui. Pela parte que me toca podem metê-la já no pacote, sim, nesse mesmo, no outro.

O presente, essa grande mentira social – Livro Completo

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O Avarento, Molière, 1668, lucra com juros de moeda que empresta e não pagando as suas contas, transferindo a dívida aos mais pobres

Pequena nota introdutória: Escrevi este livro em 2004. Foi publicado em 2008, pela Editora Afrontamento. Na Europa estamos todos indignados, temos sido atropelados pelos financistas, mal guardados pelo governo, este e os anteriores, a nossa soberania é quase inexistente, mas tudo tem uma explicação [Read more…]

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