2011 resumido numa notícia sobre o Casino da Póvoa

És delegado sindical ou foste eleito para a Comissão de Trabalhadores? No Casino da Póvoa não levas cabaz de natal para não seres parvo:

Em declarações à TSF, Francisco Figueiredo (…) explicou que o que levou a esta decisão foi a não atribuição do cabaz de Natal a delegados sindicais e membros da comissão de trabalhadores, sem a empresa apresentar qualquer tipo de justificação.

Para o sindicalista, esta atitude de «assédio» visa afectar a «honra e a dignidade» dos trabalhadores em causa, criando «um ambiente hostil, degradante e desestabilizador». «Em último caso, pretendem com esta atitude dificultar ou impedir o exercício de funções sindicais», considerou.

A decisão, porque ainda há gente séria e honrada, foi a de marcar uma greve simbólica para hoje, ao menos quem assim é insultado dá-lhes um dia de salário na cara e assume a sua dignidade. Dá a quem? a Stanley Hun Sun Ho e a Daniel Proença de Carvalho, por exemplo, ao dono de Macau e à mais tenebrosa personagem da vida política portuguesa dos últimos 40 anos. Os intocáveis do regime são os primeiros a comemorar hoje a passagem do ano de 1974 para 1973. Estes, que serviram e sobretudo se serviram de poder, do CDS ao PS, tinham se aparecer.

Vaclav Havel

As ideias de Vaclav Havel (1936-2011) têm sido lembradas e sublinhadas por jornalistas (Henrique Monteiro no Expresso e Jorge Almeida Fernandes no Público) e até pelo padre Anselmo Borges (no DN).
Havel disse que 1) estamos a desenvolver desenfreadamente a primeira civilização ateia, uma vez que se “perdeu a conexão com o infinito e a eternidade” ; 2) preferimos o ganho a curto prazo; 3) somos arrogantes (achamos que conhecemos tudo e que “aquilo que ignoramos depressa o descobriremos, porque vamos saber tudo”; somos ingratos (” esquecemos o que as anteriores civilizações sabiam”); a recente crise financeira e económica “é um aviso contra a desproporcionada autoconfiança e o orgulho da civilização moderna” – ela é “como um pequeno apelo à humildade”; não tomemos nada como automaticamente garantido”; não somos Deus (a nossa “estúpida convicção de omnisciência”); é preciso convocar o “sentido de antecipação”.
Havel, que se dizia “meio crente”, tinha a “certeza de que tudo no mundo não é apenas efeito do acaso: “estou convencido de que há um ser, uma força velada por um manto de mistério. E é o mistério que me fascina.”
Falava, por isso, em “transcendência”, que considerava ser “a única alternativa real à extinção.”
Não quis silenciar o que pensava ser a verdade.
Como político, reconhecia o défice de legitimidade da política, que deve orientar-se por valores éticos e espirituais.
Havel acreditava que Humanidade ainda teria que passar por mais sofrimento “ antes de compreender quão incrivelmente míope pode ser um ser humano ao esquecer que não é Deus”.
A propósito disto, vem-me à memória a notícia sobre a ‘partícula de Deus’ que o CERN procura isolar. O Bosão de Higgs ou a ‘partícula de Deus’ é, segundo os cientistas daquela organização europeia de Pesquisa Nuclear, “a peça que falta no puzzle” para explicar porque existe o universo.
Quantos milhões de euros serão necessários gastar (em detrimento de descobertas essenciais no âmbito da Saúde e /ou no sentido de minimizar o sofrimento real de milhões de seres humanos) para fazer entender ao Homem que não pode explicar tudo, embora possa fazer todas as perguntas
Primeiros votos para 2012: mais ética e mais sensibilidade/espiritualidade na política e que a ‘partícula de Deus’ seja reconhecida como sendo, efetivamente, a  peça que só Deus sabe onde guardou e a que o Homem não tem nem terá acesso por mais que queime as pestanas!!

A emigração de professores e o insucesso educativo

O mais recente relatório do Conselho Nacional de Educação divulga alguns dados: um aluno que entre aos seis anos para o primeiro ano do primeiro ciclo (a antiga Primeira Classe), aos quinze deveria estar no nono ano, devendo iniciar a frequência do Secundário com dezasseis. Do universo de jovens com mais de quinze anos a frequentar a escola, no ano lectivo de 2009-2010, 43% ainda não estavam no Ensino Secundário. O estudo realça, ainda, o facto de que, em 2010, “14% dos alunos do sexo masculino que frequentavam o 12.º ano tinham 20 ou mais anos.”

Estes dados são, evidentemente, preocupantes e merecem uma análise aprofundada. O CNE conclui que “o sistema continua a não estar preparado para responder às necessidades da população que acolhe, utilizando muitas vezes a repetência como meio de superação de dificuldades.” Depois de se apontar como solução uma “mudança profunda na atitude dos professores e das escolas face ao insucesso dos seus alunos”, explica-se que isso se faz diagnosticando as dificuldades, para que haja uma intervenção precoce, tentando evitar a acumulação de retenções.

Nada de novo, vindo de uma entidade tutelada por Ana Maria Bettencourt. Nas escolas, os problemas são, na maioria dos casos, detectados e diagnosticados, mas muitos problemas de aprendizagem só podem ser resolvidos com trabalho individualizado e não no interior da turma, para não falar do peso que o ambiente socioeconómico tem no desenvolvimento intelectual dos alunos ou da pouca importância dada pela sociedade à Educação. Como, graças à mentalidade contabilistóide dos responsáveis políticos, as escolas têm vindo a ser privadas, cada vez mais, de recursos humanos, esse trabalho é impossível e, por muito boa vontade que exista, os problemas não são resolvidos, sendo certo que a reprovação acaba por ser o único recurso, mesmo sabendo da sua pouca eficácia. Ainda assim, se o CNE quisesse, mesmo, aprofundar esta investigação, ainda poderia chegar à conclusão de que há, provavelmente, demasiada benevolência por parte dos professores, sem o que a taxa de reprovação seria, ainda, mais alta.

Como de costume, em Portugal, as pessoas com poder de decisão ou de aconselhamento limitam-se a proferir leviandades: face ao insucesso educativo, que começa por um problema social, culpa-se os professores; diante do insucesso educativo, aconselha-se os professores a emigrar.

E na passagem de ano, como estamos de IVA?

É apenas uma dúvida surgida um destes dias numa cavaqueira: quem jantar fora, o ainda chamado Réveillon (um dos escasso galicismos ainda não assaltados  pelo anglo-barbarismo dominante), e só pagar o seu consumo depois da meia-noite, leva com o IVA de hoje ou com o IVA do ano que vem?

A mim não me afecta, janto em casa, e aproveito para desejar a quase todos um bom ano de 2013, ultrapassada a crise bissexta que amanhã se continua.

Quase todos: não inclui ladrões de salários, privatizadores de Portugal, angélicas invasoras e outros assaltantes. Pode ser que em 2013 já não estejam onde estão.

Hoje dá na net: “Este Sábado debate o futuro do país com Bagão Félix e Carlos Carvalhas”

Este sábado“, programa semanal da Antena 1 (sábados às 12h00) teve a presença, no passado dia 17, de Bagão Félix e de Carlos Carvalhas. Lados opostos mas com surpreendentes coincidências (MP3 do programa para ouvir).

 

Assuntos de mercearia

Lembro-me bem de um merceeiro, que, por razões que nunca consegui estabelecer, volta e meia embirrava e dava-lha para conferir primeiro o dinheiro que o cliente levava consigo, e só depois aviar o pedido: –  “Mostra lá dinheiro, rapaz!”, ordenava de dentro do balcão. A chamada grande distribuição acabou por lhe roubar a clientela: ali não só se vendia mais barato, como também só se pedia o dinheiro no final, na caixa.

O merceeiro de serviço no ministério da Saúde decidiu aumentar brutalmente as taxas ditas “moderadoras”, adiantando uma atenuante, nunca devidamente quantificada: mais gente será abrangida pelas isenções. O aumento entra em vigor a 1 de Janeiro; mas, conforme se pode ler de uma informação prestada pelo ministério, o diploma que “estabelece os critérios de verificação da condição de insuficiência económica dos utentes para efeitos de isenção de taxas moderadoras” só foi publicado a 27 deste mês, e ”o formulário online ainda não se encontra disponível no Portal da Saúde”. O formulário é que, depois de preenchido por algum técnico superior de entendimento e confirmado pelas chamadas entidades competentes, a bem da nação, entenda-se, será sujeito a aprovação “de quem de direito”, também a bem da nação. Ou seja: a 1 de Janeiro toda a minha gente mostra o dinheirinho à entrada dos estabelecimentos do SNS, ou então não há consulta para ninguém. A sorte deste merceeiro é que ele gere uma mercearia não sujeita às leis da concorrência, e se der prejuízo os clientes é que pagam – não ele, que tem uma reforma dourada à espera, no grupo Mello ou no grupo BES, os grandes beneficiários do ataque cerrado ao Serviço Nacional de Saúde.

Carlos de Sá

Paródia sobre a deportação de portugueses no Canadá

Um vídeo já com uns anos. Lê-se na página do vídeo:

Com o governo canadiano a deportar milhares de portugueses, o pessoal da  Canadian Broadcasting Company, CBC, decidiu emitir esta simpática paródia, retirada do programa  Rick Mercer Report.

Isto das deportações é caso sério. Até futuros ministros são mandados embora.

Doze ou dose?!

Shall we begin?

Há algum tempo que ganhei o hábito de fazer a uma viagem pelos blogs portugueses . Sózinho e aqui longe , sem bússula ou guia , vou à descoberta e noites tenho que quando chega a hora de terminar vejo com satisfação que a “pesca” foi boa , que li algo que valeu realmente a pena .
Inevitavelmente comecei a sentir a vontade de eu próprio “botar” palavra : Não sobre a politica em Portugal sobre a qual só tenho dúvidas e perplexidades , mas sobre o que se passa nesta minha pátria adoptiva , para onde ventos fortes e mar alteroso me fizeram arribar.
Eu, que fui nado e criado à beira-Tejo, penso que conservo apesar de tudo um certo olhar português sobre as coisas, e sinto muitas vezes um zelo missionário querendo que quem aí vive leia um livro que acho indispensável, veja um espectáculo ou programa que me parece imperdível ou simplesmente conheça melhor o que aqui realmente se passa . Continuo profundamente interessado pela politica daqui, talvez demasiadamente para o meu próprio sossego , pois na maior parte do tempo ela só me traz irritação e frustrações, fazendo com que a minha outra metade diga estar eu por vezes impossivel de aturar .
Também pensei maduramente em que língua escrever, mas rápidamente concluí que seria uma insuportável pesporrência não o fazer em Português. Porém desde já aviso os meus improváveis leitores que nesta língua tendo a ser prolixo e que o estilo me sai assim empiriquitado; bastantes vezes no passado escrevi páginas para no final tristemente concluir que não tinha dito nada do que queria. Será certamente uma prosa de emigrante: Uma mistura de palavras em português e inglês, no meu caso não por imodéstia, mas porque muita coisa já não sei como traduzir. Por exemplo gostaria que soubessem que eu sou “a bookish type of person”, mas como dizer em português? Que sou uma pessoa livresca, livreira ? [Read more…]

A EDP é vermelha!

“Levantar uma pedra para deixá-la cair depois sobre os seus próprios pés” é um ditado popular chinês que descreve os comportamentos de certos tontos. Os reaccionários de todos os países são tontos desse tipo. Mao Tsetung

A EDP já está, o BCP é já a seguir. O camarada Gaspar diz que “Portugal é um destino atractivo para os investidores estrangeiros”.

Porque será que no momento em que abrem as pernas ao imperialismo os reaccionários de todo o mundo e de todos os tempos ficam sempre assim,  alegres e felizes, até a pedra lhes acertar nos pés?

Barragem do Tua: O relatório do ICOMOS / UNESCO que o Governo tentou esconder

No seguimento da luta que tem vindo a desenvolver a favor do Vale e da Linha do Tua, o Aventar teve acesso ao Relatório do ICOMOS / UNESCO sobre a Barragem do Tua e os seus efeitos na classificação do Douro como Património Mundial.

É um relatório arrasador, no qual a autora afirma peremptoriamente que «a área de intervenção da Barragem afecta totalmente a Região do Douro Património Mundial»; ou que «a construção da Barragem significaria um impacto muito grande na Região do Alto Douro Património Mundial que implicaria a perda do VEU (Valor Excepcional Universal) e sérias ameaças à sua autenticidade e integridade»; ou ainda que «Medidas compensatórias, mesmo que tenham de ser revistas à luz do Plano de Gestão, não são o ponto mais importante, mas sim se a Barragem de Foz Tua deve ser construída de todo».
É com grande prazer, mas com enorme pesar, que publicamos hoje o Relatório da Missão Consultiva do ICOMOS / UNESCO para o Alto Douro Vinhateiro e impactos da construção da Barragem de Foz Tua. A tradução portuguesa é o nosso contributo para a defesa do Tua e do Douro.

Download do Relatório original (em inglês):
REPORT Advisory Mission Alto Douro ICOMOS_20110805

TRADUÇÃO PORTUGUESA a cargo de Ricardo Santos Pinto, Helder Guerreiro e Carlos Fonseca [Read more…]

Ciência e poesia

adão cruz

Encontrava-me num café de Paris na Place de Contrescarpe onde Edith Piaf un petit oiseau iniciara a sua carreira como cantora de rua.

Eu sonhava…

Nessa altura não era proibido sonhar.

Pelo contrário era obrigatório sonhar.

À medida que a luz da manhã crescia insubstancial e fria eu descia a Rue Mouffetard. [Read more…]

Hoje dá na net: Era uma vez no Oeste

Era uma vez no Oeste é o filme da harmónica (se não é o melhor papel de Charles Bronson, então qual é então?), um western do outro planeta, o planeta italiano de Sergio Leone e Ennio Morricone. Encontrá-lo completo no Youtube pareceu-me sorte a mais. Pois. Filme completo mas dobrado em português. Podia ser pior? podia, se não tivesse som não se ouvia a harmónica.

Mais um anúncio sem hipocrisias nem coca cola

Por acaso a minha versão favorita, a merecer melhor divulgação. Entretanto o vídeo do vascostmr vai em 150000 visualizações em 4 dias, o que é obra, enquanto um tolinho que mistura Bloco de Esquerda com Coreia do Norte dando a entender que o mal do país é a esquerda não estar distribuída entre Caxias, Peniche e Tarrafal se ficou por um terço de audiência. É a isto que eu chamo uma sondagem, ou como diria a coca cola, um estudo de mercado.

Educação: isso, agora, não interessa nada

O Paulo Guinote, em quatro textos (aqui, aqui, aqui e aqui), demonstrou que os argumentos demográficos que tornam desnecessários mais professores estão errados. Tudo começou com mais uma declaração infeliz do Primeiro-Ministro, logo secundado por Miguel Relvas e reforçado por Carlos Abreu Amorim, ainda com o apoio de insurgentes e outros marialvas defensores da reconversão, da emigração, da mobilidade como valores absolutos, contra as mariquices daqueles que se preocupam com a Educação e que, por isso, são simplesmente acusados de corporativismo. Um clássico, enfim.

Até ao momento, ninguém se insurgiu contra o estudo feito pelo Paulo Guinote (e gostaria de reforçar a palavra estudo), talvez porque decidiram, prudentemente, que o silêncio é a melhor defesa, depois de, imprudentemente, terem perdido tempo a escrever sobre temas que desconhecem, talvez aproveitando as preciosas informações de Michael Seufert, insurgente deputado do CDS que tanto tem perorado sobre Educação. Mais importante do que isso é, sem dúvida, exprimir saudades de Salazar.

Não tendo muito mais a acrescentar, remeto para outros textos que já escrevi (aqui, aqui e aqui), apenas para lembrar que, seja como for, o argumento demográfico é e será sempre insuficiente, porque as decisões sobre a necessidade de contratar mais ou menos professores vão e devem ir além disso, o que não é o mesmo que afirmar que é obrigatório garantir emprego a qualquer preço a todos aqueles que tenham formação para ser professor.

Em Portugal, decide-se, na maior parte das vezes, porque se decide que é preciso decidir alguma coisa. Com frequência, essas decisões assentam em critérios errados ou simplistas, o que vem a dar no mesmo. Há reflexões, contributos e estudos mais do que suficientes sobre Educação, continuamente ignorados e/ou ultrapassados por critérios alheios à vida das escolas. Enquanto isso acontecer, qualquer decisão sobre a necessidade de mais ou menos professores está inquinada e terá efeitos negativos sobre o futuro da Educação, mas isso, agora, não interessa nada, como diria Teresa Guilherme, numa frase que resume a filosofia política de quem tem andado pelo governo nos últimos anos.

Última oportunidade para 9 Novas Oportunidades

Momento ao-coração na última campanha eleitoral.

«O Governo extinguiu nove centros do programa Novas Oportunidades, depois de, na quarta-feira, ter divulgado que estava a analisar as candidaturas apresentadas ao financiamento intercalar que se prolonga até Agosto de 2012.» [JN]

Sem conhecer em particular estes nove centros encerrados mas face ao historial do programa o meu comentário é que nove fábricas de sucesso estatístico-educativo foram encerradas. Como bem lembra Paulo Guinote, é de se saber o que acontece aos respectivos dirigentes.

Hoje dá na net: It´s a Wonderful Life

It’ s a Wonderful Life (Do Céu Caiu uma Estrela) é um filme de Frank Capra, de 1946. Para além de ser extremamente natalício, é um fabuloso exercício sobre a importância que qualquer pessoa tem na vida dos outros, com a personagem desempenhada por James Stewart a ter a possibilidade de ver como seria a sua cidade se ele nunca tivesse nascido. Em Inglês, sem legendas.

A dúvida da saída de Portugal do Euro

Portugal e Grécia e a saída do euro

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Determinados comentadores, em especial blasfemos, são permanentes e fiéis seguidores das tradições da doutrina maniqueísta. Usando argumentos simplistas, tudo o que vem das suas hostes políticas é Bom; o proveniente do lado contrário é Mau. Não se libertam deste subjectivismo.

Com o título “A culpa é do euro!…”, este texto mistura a eito, e sem nexo, uma série de conceitos que vão do ‘upgrade’ da cadeia de valor industrial – de um tecido industrial depauperado e limitado à Autoeuropa e pouco mais – até aos ‘empresários de vão de escada’. O arsenal utilizado, sem consistência, vale para visar criticamente o Prof. João Ferreira do Amaral, académico que, faça-se justiça, desde sempre reprovou a adesão de Portugal ao euro.

A certa altura, LR alega:

O que mais impressiona nestas reiteradas declarações de Ferreira do Amaral, é constatar que persistem economistas do 1º Mundo a defender para os seus países o modelo das desvalorizações competitivas.

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2011 o fim do fim do século XX

Em 2001 o atentado de 11-set, ao questionar o poderio daquela que era vista como a única grande potência, marcou o inicio do fim do século xx.

Entretanto tivemos o lehman brothers, variadas catástrofes ambientais, o facebook,a primavera árabe, o (quase) colapso do euro e o nosso terceiro pedido de apoio ao fmi, entre outros.

Parece-me que agora sim estamos preparados para o século XXI.

Portugueses homenageiam políticos portugueses

túnel passos coelhoLargo Eng José Sócrates

Depois da portuense homenagem ao ex-primeiro-ministro português, o Aventar soube que os portugueses estão a seguir o exemplo e a homenagear os políticos portugueses, que tanto têm feito pela nação de forma tão desinteressada. Desde o caixa bancário, que largou as mangas de alpaca para ser ministro, ao edil, que se arrisca ser preso por causa do bem que fez pelo seu concelho, consta que o reconhecimento nacional prestado pelos eleitores é uma forma de dizer obrigado aos políticos por tomarem conta de nós.  Em declarações ao Aventar, isso mesmo confirmou um cidadão residente em Portugal há 10 anos e com um domínio quase perfeito da nossa língua.   «Estamos obrigados», acrescentou ele quando interrogado sobre este súbito agradecimento. Infelizmente, não foi possível esclarecer se não quereria dizer «agradecidos».

Um desses exemplos encontra-se nas duas placas em Massamá, a recordarem que nem mesmo grave esquizofrenia agravada por séria incoerência verbal impedirá o nosso PM de cumprir o seu destino. Outro exemplo pode ser visto na Praça de S. Bento, em Lisboa:

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Parabéns

 

Nascido a 28 de Dezembro de 1937, Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa tornou-se Presidente do FC Porto em Abril de 1982. Nestes últimos 29 anos, e sob a sua presidência, o FC Porto tornou-se num dos maiores clubes mundiais.

Num Norte perdido nas suas próprias culpas, Pinto da Costa e o seu (nosso) FC Porto são a excepção no que deveria ser a regra.

E num País que experimenta tantas dificuldades, eles são o exemplo da vitória no meio das maiores adversidades.

A CP é porca!

Eis a vista da automotora onde circulei hoje, num dia cheio de sol, sem uma única nuvem no ceu:

 
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Ideologia Governamental

Depois de tanta especulação com a direita a dizer “este governo não nada a ver connosco” ( têm vergonha), e a esquerda a protestar quer são de direita, mas com ninguém a conseguir identificar uma ideologia ao Primeiro-Ministro Passos Coelho (ou Relvas ou Gaspar) eu finalmente consegui descobrir a base ideológica deste governo:
Os ensinamentos Scroogeanos:

Alexandre Teles

O que o PM diz faz sempre todo o sentido

O mais africanista dos então candidatos, em pleno dias das mentiras – diga-se em abono da verdade – garantia que não mexeria em subsídios nem se atacaria o rendmento das pessoas. Aquele autoritário “está bem?” dirigido a uma aluna negra, materializa toda a africanidade do agora PM.

Depois, como PM indigitado, afirmou que não usaria a desculpa da situação herdada para justificar as medidas a tomar. E no entanto veio depois justificar o não cumprir as promessas com o défice herdado.

Foi então a vez do PM ficar em compremetedor silêncio quando o seu Secretário de Estado da Juventude, que catalogou o desemprego como “zona de conforto”, e pontou à juventude a emigração como rumo a seguir. O próprio PM veio até, recentemente, apontar o caminho da emigração aos professores no desemprego.

Seguiu-se a mensagem e Natal, onde o PM muito falou da reforma das estruturas que irá possibilitar os portugueses serem felizes de novo. Até lá, será de presumir que para as estruturas serem reformadas, o melhor será, tanto quando possível, evitar que haja portugueses a transitar pelo país. Até para diminuir o risco de acidentes. Mas curiosamente não falou nem de emigração nem de emigrantes.

Sim, o que o PM diz faz sempre todo o sentido.

Epilépticos: aldrabões que têm ataques e espumam pela boca

Prosseguindo a senda justiceira contra os desonestos, o governo continua a perseguir todos aqueles que se aproveitam da ingenuidade do Estado. O leitor poderá estar a pensar que, finalmente, serão responsabilizados todos aqueles que participaram e participam em Parcerias Público-Privadas ruinosas, por exemplo. Muito pior: o governo ataca todos aqueles que, devido a problemas neurológicos, perdem a consciência ou, na melhor das hipóteses, têm momentos de ausência. Deve estar para breve a obrigatoriedade de os tetraplégicos terem de se mexer para provar que não se conseguem mexer.

Conclusão: queres ser epiléptico? Paga!

É p’ramanhã! bem podias fazer hoje…

Corre viral a carta de uma cidadã indignada, filha de emigrantes, mãe, licenciada e mestre que diz viver uma vida precária. De seu nome Myriam Zaluar, a indignada investigadora de Braga aponta  a Pedro Passos Coelho, culpando-o pelo incitamento à emigração, pela situação em que se encontra, pelo Passado, pelo Presente e pelo Futuro. A carta, embora extensíssima, não impressiona pela descrição contundente como impressionaria a de uma mãe desesperada com os filhos nos braços a pedir pão à porta de uma igreja. Mas é, de facto, um desabafo sentido como muito que se ouvem e leriam (se todos os estigmatizados escrever pudessem) em tempo de crise. Há, contudo, gente que não tem facebook onde possa lançar as suas queixas, nem carro, nem casa própria. Nem filhos. Não obstante, li com atenção a mensagem da Dr.ª Myriam. De resto as notas públicas do seu facebook estão cheia de alusões à luta popular e à defesa das acampadas que, durante o verão, se reproduziram viralmente, muito embora a Dr.ª Myriam diga que, quanto à ideologia política, “está muito à frente” (o que talvez seja equivalente à antiga formula tabeliónica: quanto aos costumes nada). [Read more…]

Hoje dá na net: Rasganço

Rasganço é um filme de Raquel Freire que mostra a outra Coimbra universitária, fora dos estereótipos das capas, praxes e batinas.

Coimbra, a mais complexa de todas as personagens, conta a história:
Eu não sou só uma cidade. Sou uma estufa. Uma reserva natural para estudantes, onde eles vivem em plena liberdade.
Sou uma espécie de doce, entre a adolescência e a idade adulta. Mas só para os que puderam estudar. Os melhores. Eles sabem que são uma elite.
Uma manhã de Janeiro chegou um homem. Apaixonou-se por mim e pelas minhas mulheres.
Tolo, não percebeu que EU não sou para quem quer, mas para quem pode; e que o amor não abre as minhas velhas portas. in Filmes Portugueses

Filme completo, legendado em inglês

Querido pai – para falar (em três tempos),das atrocidades da guerra e a ditadura

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Parte do livro que preparo em castelhano chileno e que me afastará de vós por longo tempo: Memórias de un extranjero extravagante

[crescimento]

Fizeste-me. Embora ninguém o queira dizer. Dizem por ai ser a mãe que faz filhos.

 

Mas, eu sei, todos sabemos que me fizeste. Sem esperma o óvulo é um ninho vazio. Como os pais que defendem a Pátria, dos ricos que vos esfomeiam. Tu nos defendes deles, n estes tempos de guerra de classe social internacional. Confio e ti, nas tuas forças para abater os que nos atacam e nos tiram o trabalho, os estudos, a fortaleza para os confrontar, que nos vendem ou nos envia ao estrangeiro para encontrar estudos e emprego. [Read more…]

Coca Cola e propaganda política

O portuguesinho, o galês e o chinês

Numa sociedade em que valores como a competitividade ou o dinheiro se sobrepõem à solidariedade ou à decência, é sempre bom saber que há pessoas como Christian Bale, enorme actor já em O Império do Sol, para que possamos apreciar melhor figuras como António Mexia.

Bale tentou visitar o dissidente chinês Chen Guangcheng, tendo sido impedido de o fazer, o que só poderia acontecer num país democrático. Podem ver o vídeo mais abaixo.

Ao que parece, não existem vídeos em que possamos ver Mexia com os novos accionistas da EDP, mas, se existissem, não me espantaria vê-lo de joelhos no chão a manifestar disponibilidade para um projecto em que acredite. Entretanto, é possível ouvi-lo a elogiar a ausência de preconceitos de um governo que vende a quem der mais. É claro que ninguém se espanta por saber que a empresa chinesa pretende manter a actual equipa executiva da EDP.

É claro que há muitas afinidades entre Mexia e a China, nomeadamente no que se refere ao desejo de retirar direitos aos trabalhadores e de prescindir, o mais possível, desse incómodo chamado democracia.

Enquanto Chen Guangcheng luta para que os cidadãos do seu país usufruam de liberdade, Mexia luta para manter os seus privilégios e o seu gabinete, sem preconceitos contra as ditaduras. Ambos servem de exemplo para muita coisa, mas só o primeiro é exemplar. [Read more…]

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