Nem sequer uma Dimitra?!

Além das filosofias e arquitecturas provenientes de um espaço geográfico que é o mesmo, mas temporalmente bem diverso, a Grécia dos últimos anos sempre nos divertia com algo de picaresco. Desde os conhecidos delírios de heroísmos de grandeza imperial, até às perdularices propiciadas por dinheiros alheios, tudo era possível. Até tivemos o priviléggio de seguir o tórrido caso hard-core do”vigareiro” Andreas Papandreu II – Dimitra Liani que encheu páginas e páginas de jornais e revistas. A antiga açafata de bordo adorava especificar em entrevistas, as proezas sexuais do valetudinário esposo, então um “simples primeiro-ministro”. Os gregos mais pândegos, até diziam que a capitosa e roliça ex-hospedeira da Olympic Airlines, ainda não tinha “feito” o piloto-automático… Uma pioneira nos direitos iguais de gender, há que reconhecê-lo.

Papandreu e Caramanlis são os familiares nomes da republicana Grécia. Agora junta-se outro apelido histórico, desta vez Venizelos. Apenas se espera que continue a sua saga de demagogias, “engenhocas financistas”, prestimosa cobertura de assuntos de corrupção e populismos de sarjeta. A ver vamos se não se mete em novas Megali Idea. Era só o que mais faltava.

O PS e o orçamento: vai formoso e Seguro

“Abstenção do PS vai ser violenta mas construtiva”, garante Seguro

Ser responsável, de acordo com o discurso político dominante, é prosseguir o caminho do empobrecimento ou da retirada de direitos aos trabalhadores, é impor a quem não se pode defender uma austeridade considerada corajosa, é, ainda, não ter vergonha de afirmar uma coisa e fazer outra. Passos Coelho, já se sabe, andou dois anos a prometer o contrário do que está a fazer. Seguro assegura que o PS mantém a coerência, fazendo de conta que é contra o orçamento, mas decidindo, na realidade, ser responsável.

Seguro consegue, a propósito do orçamento, inventar uma abstenção violenta e construtiva, filha dessa indecisão de um partido que tem os genes de esquerda escondidos no fundo de uma gaveta. Agora, como é um partido responsável, já não pode usá-los.

O problema dos políticos: deram-lhes colo, quiseram mais mama

Nos anos 70 fazia-se política por causas e com paixão. Podem os mais novos duvidar mas era assim, à esquerda e à direita.

Depois veio a década de 80 e cada um (embora nem todos) se fez à vidinha, tratando de pensar em si e desistindo de lutar também pelos outros. Nessa altura os partidos do poder viram-se perante um problema: era preciso um estímulo financeiro para segurar os bons quadros, as tais elites que fugiam para as empresas. Ou lhes pagamos, ou ficamos com os medíocres, afirmavam.

E assim nasceram as mordomias, o aumento dos vencimentos pelo exercício de cargos públicos, e a cereja: subsídios vitalícios e de reintegração. Fazes uns mandatos e ficas com uma base para toda a vida, pá.

Santa ingenuidade, rapidamente se percebeu que os tais estímulos eram inúteis quando ex-ministro se tornou na mais rentável profissão do mundo. Não se seguraram as míticas elites, antes a força magnética do tacho atraiu o que de pior pode haver: gente medíocre, oportunistas em grau superlativo, canalhas puros e duros, alguns hoje caídos em desgraça, o que nem sequer corresponde a  terem sido os piores. [Read more…]

Ângelo Correia e os direitos adquiridos

Ângelo Correia e os direitos adquiridos

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O presente, essa grande mentira social. II – Reciprocidade Comercial

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Capítulo Segundo

Reciprocidade Comercial

 1. Nascimento da ideia de Reciprocidade.

O título até parece mercantilista. Mas não é por causa da teoria mercantilista que está colocado. A teoria mercantilista faz de tudo o que existe um comércio, de todo o bem que é fabricado, uma mercadoria a ser convertida em dinheiro, em investimento, em lucro para o proprietário dos meios [Read more…]