Olá Itália, acabou um pesadelo, começa outro

Já se foi Berlusconi. Não que resolva o assunto: por mais técnico e de unidade nacional que seja o novo governo os mercados, ou seja a especulação, já marcaram a Itália que agora fica refém de Merkozi, ou seja, tá tramada. As hienas não largam as presas. O último dos PIIGS tem o destino traçado, e desta vez a Europa vai mesmo atrás. A coisa promete, mas verdade seja dita, quanto mais depressa formos todos ao fundo mais depressa virá a possibilidade de dele sairmos, se é que vem.

A democracia no seu melhor. Demetrio Stratos já o cantava nos anos 70: [Read more…]

Coelho, o mobilizador de manif’s

Passos Coelho e Cristas na GolegãPedro Passos Coelho – com gravata e em desrespeito pelas instruções da ministra Cristas para dispensa do acessório – esteve na Golegã na Festa Nacional do Cavalo. Ignoro, e nem me interessa, se comeu castanhas e provou jeropiga ou água-pé. Sei sim, porque assisti nas TVS, aqui e aqui, que, com a hipocrisia em que o Primeiro-Ministro é hábil, afirmou:

Em democracia, faz parte da regra que as pessoas se possam manifestar. Era o que faltava que as pessoas não pudessem demonstrar o seu descontentamento e o facto de estarem algumas até indignadas com a situação a que chegaram, é perfeitamente normal.

Porém, antes de se calar, rematou em tom de ameaça velada:

O caminho que temos de seguir é de muito trabalho e afinco. Apelo a todos que se mobilizem para defender o país e menos para paralisar o país ou tornar ainda mais difícil a nossa missão.

“Não somos como os Gregos, somos, sim, um povo de brandos costumes”, falado ou escrito, argumentam à exaustão sábios comentadores e politólogos, com lugar cativo em jornais e, sobretudo, nas televisões.

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Mais uma esquerdista que andou a ler “estudos” da CGTP

Com efeito, o argumento de que a redução de salários na administração pública é um mal menor quando comparado com a possibilidade de despedimento, ou a de que os vencimentos da função pública são, em média, superiores aos do sector privado – o que não é verdade -, ou sugerindo que se poderiam dispensar dezenas de milhares de funcionários públicos ou baixar-lhes os vencimentos sem consequências para as populações é arrasador para a imagem e para percepção do valor do contributo dos funcionários públicos. (…)

Receio, por isso, que o dano causado na opinião pública pelos argumentos apresentados seja superior ao causado pela própria medida.

Manuel Ferreira Leite, Expresso, 12-11-11

Aguarda-se a reacção indignada de Tomás Belchior, que certamente encontrará uma relação laboral entre a antiga dirigente do PSD e a CGTP, ou pior. Desconfio que a senhora estudou em Moscovo na década de 60.

Actualizando: Não veio um Belchior, insurgiu-se um Arroja, invocando o Teorema Central do Limite. No limite já faltou mais para convocarem Nossa Senhora de Fátima que terá do alto de uma azinheira assegurado aos pastorinhos ser o salário dos funcionários públicos 17% superior aos do privado.

Ao que isto chegou (2)

Actualização: Acabo de ouvir na SIC que o fisco está a fazer isto a todos que pagaram via net com atraso. É o rapa-o-tacho em todo o seu esplendor.

É a segunda vez que a Repartição de Finanças de Queluz me escreve a pedir para pagar multas referentes a actos passados. Na primeira vez, no ano passado, queriam que eu pagasse uns 50€ mais juros de mora porque em 2007 entreguei o IRS fora de prazo. De recibo de pagamento da multa na mão, lá fui às finanças provar que estavam errados, algo que prontamente o funcionário aceitou com uma lacónica “nessa altura ainda não tínhamos os registos de multas informatizados”. Agora querem que pague 15 € de multa porque em 2008 paguei o antigo imposto de circulação fora de prazo. Lá terei que vasculhar os recibos para, novamente, provar que não sou eu quem está errado.

Vejo neste procedimento um certo padrão de, ciclicamente, fazerem uma pesquisa nas suas bases de dados para verem quem pagou algo fora de prazo e de lhes mandarem a multa. Aparentemente, as datas de pagamento estão informatizadas mas a informação de quem pagou a multa, não. Que conveniente.  E nem sou caso único, já que, comentando com outras pessoas, ouvi relatos semelhantes. Deve ser uma abordagem lucrativa, pois haverá sempre uns quantos que, na sua ingénua confiança no Estado, não guardaram o recibo.

Outro aspecto é a nossa cultura na administração pública de se assumir sempre que as pessoas vão mentir. [Read more…]

A Diáspora Grega

Carta do Canadá, Fernanda Leitão

O ramo canadiano do Conselho Mundial Helénico está a desdobrar-se em intensa actividade para participar da recolha de fundos em todas as comunidades gregas espalhadas pelo mundo, com o objectivo de ser paga a dívida externa do país e, assim, o salvar da sujeição a que parece condenado pelo clube, europeu e dito democrático, a que pertence. Convém adiantar sem perda de tempo que, segundo decisão do Conselho Mundial, os pagamentos serão feitos directamente ao FMI, BCE e UE. Portanto, o dinheiro não passará pelas instâncias oficiais gregas, o que diz de forma eloquente do cepticismo dos seus emigrantes. Entendem, e bem, que a pátria tem de estar acima das engrenagens partidárias. E com esta tomada de posição dão uma bofetada de luva branca nos milionários gregos que, como acontece com milionários doutros países, apenas se preocupam em pôr o seu dinheiro nos paraísos fiscais, sem o menor respeito pelo seu povo.

Por alguma razão se diz que a pátria da burguesia é a carteira, já que até com as crises dos países mais aumenta património e contas bancárias. Se o Conselho Mundial Helénico conseguir prestar este serviço ao seu país milenar, berço da democracia e da civiização ocidental, será fácil antever a tremenda força com que ficará junto do seu povo e a mudança que se operará na cena política.
 
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E os comunas dão injecções atrás da orelha aos velhinhos

Ramiro Marques, tanto quanto sei, é professor na Escola Superior de Educação de Santarém. Durante os governos de Sócrates, usou o seu blogue para atacar duramente as políticas educativas de Maria de Lurdes Rodrigues e de Isabel Alçada e fez-se fotografar sorridente nas várias manifestações dos professores. Apesar de não gostar da sua escrita, a fazer lembrar o simplismo de José António Saraiva nos editoriais do Expresso, a verdade é que dei por mim, várias vezes, a coincidir com algumas das suas posições, ou não parecêssemos estar do mesmo lado da barricada, a favor de um ensino de qualidade e do respeito pela profissão docente.

É certo que o simplismo – ia a dizer, a infantilidade – de Ramiro Marques levava-o, por vezes, a deixar escapar afirmações sectárias em que confundia incompetência ou má-fé com socialismo ou com esquerda, duas coisas com que o Partido Socialista nada teve a ver. Pelo caminho, lá ia defendendo, sempre de modo muito básico, os ideais americanóides da livre escolha e da concorrência entre escolas e outras panaceias paraneoliberais que resolveriam todos os problemas da Educação em Portugal.

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11.11.11, data terrível

Cavaco foi à Casa Branca, não há vacas no país dos cowboys

– Não fizeram o seu trabalho, desabafou a Paulo Portas.

Ambos saíram com saudades das feiras da lavoura onde estas coisas nunca acontecem. Muuuu.

O presente, essa grande mentira social. VII – Sociologia económica

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1. Antecedentes.

Espera-se que um Antropólogo da Economia fale, apenas, da etnografia de povos além da sua cultura e não da interacção social da economia que orienta a sua própria cultura. Mas, se queremos entender esse processo, é preciso entendermos o que é a Sociologia Económica. Uma temática que tem a ver com três conceitos: o de opção e o de maximização ou teoria da acção sociale, principalmente, [Read more…]

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