Alegria de Ver o Comboio Passar

De antologia. Podia ser assim uma estória na história da Linha do Tua e do caminho-de-ferro que foi Portugal; esta fotografia encontrei-a por aí. Assumo ter sido tirada por volta de 1966-67 na passagem de nível da Estrada Nacional 15 junto ao apeadeiro de Rebordãos, uns oito quilómetros a jusante de Bragança. Muito provavelmente, a fotografia ilustra a entrada ao serviço das então novas automotoras CP de fabrico holandês “Allan”, de via estreita, com veículo motor e respectivo reboque.

Passa o comboio, Trás-os-Montes veio ver o comboio passar.

Entretanto, nos dias que correm, e a 35 km da fronteira, passam cada vez mais comboios mais rápidos a ligar a  Galiza a Madrid e Barcelona… como dizia o outro: “virem-se para Espanha”…

ps: avisam-me que estas automotoras vieram para o Tua um pouco antes, em 1955.

Comments


  1. Ontem 10 de dezembro 2011 vi na SIC , à noite,repotagem interessante,do Sud Express Lisboa-Paris em que foram entrevistados emigrantes portugueses que chegariam a Stªa Apolónia para passar férias de natal (já não há $$ para avião) e, com eles, outro viajante de país de leste que está já há 7 anos em Portugal mas resolver também emigar para Paris, fala muito bem português, adora os portuguses e o bacalhau que, no restarante do combóio, estava a comer com os portugueses – este combóio fazia ainda lembrar os primeiros de 1887, que foi o 1º sud-express – as janelas ainda são de abrir o que me interessa muito já que os mais modernos têm vidro inteiro e fixo pelo que com um acidente todod ficam encurralados e impossibilitados de escapar, alás o que acontece, estupidamente, com autocarros ou camionetes de grande curso que quando caem talude abaixo, dá para morrer – a existência de ar condicionado não justifica não ter janela de 2 folhas e tornar-se mais inseguro embora mais moderno – mas uma coisa não pode desprezar o mais importante, memo que se pense que não haverá acidente – o homem mais inteligente tem de dar alternativas – penso eu há muitos anos pois que já viajei no mais antigo combõi de portugal que lamento não serem postos em circulação para turismo e revivicar as lindíssimas estações da CP que estão a degradar, incluindo os mais belos painési de azulejo e a arquitectura das Estações que são valores históricos e culturais – o passado ignorado é povo e grandeza deitada ao lixo, num país que despreza o que tem, e vende o que resta e que, afinal, sempre é apreciado, por quem não tem e sendo que os apiadeiros desactivados implicaram danos para habitantes obrigados, também por isso, a sair – e sendo que, também, nada invalida ter TGV que não para em apiadeiros mas pode ser uma 2ª linha de transporte ferroviário (como aliás EN versus IP) para quem tem pressa e não quer o avião – assim, dá-se alternativa a quem pode pagar avião, mas não dá a quem precida de combóio com mais apeadeiros – não é nem modernidade nem evolução – é apenas resolver problemas pa 1% de população e retirar solução a cada vez mais não se percebendo que o combóio foi e será o transporte por terra por excelência, até para carga – empobrecer alegremente em nome da falsa modernidade e evolução como agora se demonstra com as SCUT e destruição de milhares de km de EN que a estupidez dos ministros das OP permitiram que ocupacem milhares de km de EN – desfazendo-as e inutilizando-as – não saber planear e olhar o futuro e eventuais “crises de 2008” é lamentávemmente português – já nem há os inteligentes palnos quinquenais – é tudo agora e feito com joelho, desiste e retoma e abandona – que pena – estou a ver SIC (02.30) com poruguês -Paulo Pereira da Silva – fez fortuna com sabonetes portuguses que Nicholas Cage comprou, passou para papel higíénico das mais variadas cores que exporta todo e sendo que Cage, um dia, e ao saber quem era, ofereceu caixa e teve a moior publicidade, aliás como Dulce Pontes teve com disco ouvido por Richard Gere +++ etc – há portugueses com responsablidade que nem gostam de portugal – “eles” que façam – ou seja – a internacionalização é ainda FRUTO do ACASO e não de planeamento – nem as feiras internacionaos servem para nada – que falta de, nem sei de quê – triste faducho


    • Nota: as actuais janelas “de vidro” (portanto, não abrem) são tão seguras como as regras impõem; nos compartimentos e em várias partes dos salões de passageiros existem martelos para quebrar os vidros. Em algumas janelas existe mesmo uma zona mais fina para “quebrar em caso de emergência”.

      E como estas janelas modernas são amplas e sem metal pelo meio, acabam por ser mais fáceis de transpôr.

    • Manuela Saoage says:

      la isso e verdade vamos fechadios como se fossemos dentro de uma sauna.

  2. Luís Teixeira Neves says:

    Não as estou a reconhecer. Eram vermelhas e brancas. Vermelhas até à altura do peitoril das janelas. E eu várias vezes andei nelas.

  3. Zuruspa says:

    O “novo” Comboio que faz o Sud-Expresso (Talgo de 1985) tem uma coisa BEM pior que essa de näo ter janelas de abrir. É que as portas para o exterior, pasme-se, NÄO ESTÄO TRANCADAS! Apoiei-me sem querer no puxador e apanhei um susto enooooorme! Vá lá que abrem para dentro, mas mesmo assim… passou o técnico de serviço, disse-lhe que “olhe que esta porta vai aberta!”, e ele, abre-a completamente (!!!) e fecha-a com força e diz-me “com la deslocación de l’aire, hay veces que queda mal cerrada”, e eu logo “mas e a tranca?” e ele “no hay tranqueta”. Até fiquei às cores!

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