Não se esquecem de coisa alguma


Um estudo da agência Humankind Lens, vem contrariar o sentimento de fatalidade que grassa em Portugal. Na sempiterna disputa com os nossos vizinhos espanhóis – infelizmente não temos outros mais -, nós, os “chatos, tristonhos e ensimesmados” portugueses, temos aqueles atributos que por regra são atribuídos a sociedades circunspectamente civilizadas. Podia ser uma pilhéria de fim de inverno, mas não é. Já sabíamos que aquelas conhecidas efusões “amigo de mi vida” que bem podem ser seguidas por um sonoro “coño de tu madre!”, apenas atestam certas ligeirezas que apenas os mais distraídos e complacentes teimam em fazer de conta não ver. Pois bem, há outros que chegam a conclusões que intimamente todos há muito sabemos. É que ao contrário de alguma fama de fare niente, pelos vistos há que diga que somos …”um povo que enfrenta a crise de forma objetiva e realista, adotando medidas pragmáticas e funcionais. Já os nossos vizinhos, segundo a Leo Burnett, têm um comportamento mais evasivo e hedonista“, naquela conclusão que nos transporta para a beira de outros “chatos de fim de semana”, esses mais situados à beira do Báltico. Que bom…
Entretanto, aquela oca patetice e amnésia “ay que rica, que buena la fiesta!” que acima se depreendem, pode ser confirmada em alguns aspectos da ruidosa rua política espanhola, onde velhos fantasmas ciclicamente reaparecem da pior forma. Já olvidados das animalidades pós-1932 que trouxeram a intervenção estrangeira dos camaradas José Estaline e Adolfo Hitler – com as conhecidas consequências -, pelos vistos ainda há quem julgue estar a solução na queima de igrejas. Estão a chocá-las, olá, se estão! Apenas aqui deixamos uma foto, as outras poderão facilmente imaginá-las.
E por cá há quem logo alinhe nesta parvoíce. Nisso há sempre uns irmãos trans-fronteiriços. Uma guerra com a igreja? Era só o que mais nos faltava.

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