Análise ao acordo entre o MEC e alguns sindicatos

Depois do acordo entre o MEC e alguns sindicatos, este é o momento de analisar o que foi assinando, comparando o acordo com a legislação hoje existente. Será falta de honestidade argumentar que entre a primeira proposta do MEC e esta última há muitas coisas melhores. Pois, mas essa todos perceberam que era, a primeira, apenas um isco.

Vamos lá então analisar o que está assinado:

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Acordo Ortográfico: a Associação de Professores de Português explica

A imagem acima reproduzida foi retirada da página da Associação de Professores de Português (APP). Neste momento, mantêm-se os erros assinalados, como se pode confirmar, porque escrever segundo diferentes acordos ortográficos só pode ser considerado erro.

Trata-se do anúncio de uma acção de formação da responsabilidade de Edviges Ferreira e Paulo Feytor Pinto, a actual e o antigo presidentes da APP e defensores do Acordo Ortográfico, naturalmente. Diante da indecisão ortográfica patente no facto de que as consoantes mudas ora caem ora nem por isso, e não sendo aceitável pensar que tal se deva à incompetência linguística de uma associação de professores de Português, só posso deduzir que este anúncio é material didáctico elaborado com a finalidade de levar os formandos a perceber algumas das novidades introduzidas pelo AO. Fico muito mais descansado.

Feytor Pinto, curiosamente, terá afirmado que o AO era algo que os professores poderiam aprender num ápice, logo após uma primeira leitura, mesmo em cima do joelho. Ainda assim, terá sido, certamente, a pensar nos mais duros de entendimento que o mesmo Feytor Pinto se sacrifica a ensinar o óbvio aos ignaros.

Concursos de Professores e o acordo em tons laranja

Foi assinado um acordo entre o MEC e alguns sindicatos.

Vamos começar por colocar as cartas todas na mesa. Há lugares comuns que atiram a CGTP e a FENPROF, de Mário Nogueira, para a esfera comunista. Todos o dizem e alguns o escrevem.

Até se diz que a FENPROF nunca assina qualquer tipo de acordo e que nunca tem propostas.

Na mesma linha de argumentação, parece-nos que faz todo o sentido colocar algumas organizações no lado partidário (sim, partidário!) a que pertencem. A que partido pertencem os dirigentes sindicais que assinaram com o MEC? Porque ninguém o diz, nem ninguém o escreve? É pecado ser comunista, mas não é pecado ser militante do PSD?

Tal como escrevemos no Aventar, há muito se sabiam duas coisas: a FENPROF não assinaria e a FNE assinaria sempre. Os outros não contam porque não representam, de facto, ninguém.

Para a FNE, as diferenças entre a proposta inicial do MEC e aquilo que foi assinado, justificam o sinal de vitória.

Para a FENPROF, as contas são feitas de outro modo – entre a legislação que existe e a que aí vem, que vantagens há para os professores?

Quem souber responder…

Ser, Resistir, Durar: Aventarei Também

Não sei quando tudo começou. Espartano nas Termópilas quotidianas de Ser, Resistir e Durar, ajo guerreiro pela Palavra e não abro mão de ser soldado como posso, entre o presídio dos silêncios alheios. Talvez desde a primeira hora em que as desenhei percebi o efeito semovente delas-Palavras cá dentro. De repente, estava apanhado pelo seu efeito encantatório e a sua força-fermento. Os livros e as leituras como centro dos meus interesses e tudo mais periferia intermitente por haver Deus e Mulheres: meses, anos, sempre muito só ou muito embevecido entre saias, mas acumulando sempre essas milhares de páginas-gente. De repente, coleccionava excertos, textos, livros inteiros, medievalmente transcritos e arquivados. Mais tarde insuflava o que lesse com a minha voz, vivificando personagens e tons narrativo-descritivos. Era paixão. E escrever, a outra metade. Depois fiz o meu blogue-causa e casa minha. E quando há dias o Ricardo Santos Pinto me fez o convite para ser Aventador, não fiquei a pensar. Disse logo que sim, grato. É Agora. Estou aqui para juntar a minha voz à pluralidade das vozes residentes. Oxalá seja feliz e faça felizes aqueles que eu toque ou provoque.

Escravos de nós mesmos

Há ideias que nos escravizam.

Ideias e pensamentos que metemos na cabeça e que nos imobilizam. Diabos! Como é difícil soltarmo-nos deles…

Ah! Que sensação de liberdade conseguir, finalmente, quebrar essas «correntes», libertar-me,

libertar-me de mim mesma!?

Aparentemente tão fácil …

(foto: Europa Antiga)

O dogma dos direitos adquiridos

Ao que parece a ministra da Justiça decidiu legislar contra a crise, cortando nas gorduras inúteis do estado e promovendo a solidariedade social, dois em um que se obtém acabando com os longos processos em tribunal porque um sem-abrigo rouba um pacote de bolachas ou um sabonete.

A direita já lhe chamou de socialista para baixo (a direita não faz a mínima ideia do que é o socialismo mas gosta de usar a palavra como insulto, a sua imitação do clássico “fácista”), horrorizada, como diria Noronha de Nascimento, com a perda do direito adquirido à propriedade privada, neste caso em formato microscópico. Quando as hordas de pobres lhes invadirem as macro-propriedades vão ter outro colapso, tipo 75. Habituem-se, saiam da zona de conforto, emigrem para a Alemanha e deixem-se de pieguices.

Em defesa e simplificação de Álvaro Santos Pereira

Também me dá muito jeito que caia, é costume ler-se como sinal de o governo ir atrás, embora preferisse decifrar o mistério das sondagens desaparecidas.

Mas a forma como este ministro deste repelente governo, onde manda um homem que não sabe soletrar para si próprio filho da puta, tem sido tratado, causa-me a repulsa que a palavra dignidade impõe. De todos os ministros  foi o que menos estragos fez, digam lá que foi por nada fazer, mas os outros fizeram, e andamos pagar por isso.

Um governo que tem uma Cristas que defendia ontem o que hoje se esquece, ou um Mota a dar aos caridosos o que não dá aos pobres, um Crato que não faz absolutamente nada do que andou anos a escrever, um Aguiar Branco que na defesa até perdeu a pronúncia do norte, um governo que se pode resumir em ter um Relvas, ao pé do qual a memória de Augusto Santos Silva se transforma na de alguém sério, um governo de profissionais da politiquice juvenil decorada com o acne do oportunismo não pode ser bombardeado pelo lado de quem nunca dela viveu.

Que tenham ido buscar o Álvaro para bobo da corte, até entendo, como estratégia de comunicação foi um achado.

Mas muito simplesmente não alinho nisso. E sim tem que ver com uma vaga solidariedade académica. A diferença entre o Álvaro e a maioria dos seus colegas de governo começa em ter-se licenciado numa universidade a sério, e séria, que também é a minha. Séria e a sério, neste governo, poucos mais se podem gabar disso, em universidades e em vida. Ia apostar que este sai de ministro e volta para onde estava. Os outros já sabemos a lusoponte que os espera à esquina da carreira.

Cánãdá

cánãdá

Cá não dá, lá dará?

Concursos de Professores – há acordo (de alguns) com o MEC

O MEC e alguns sindicatos chegaram a acordo para regulamentar os concursos de Professores. Tal como ontem se previa no Aventar, tudo seguiu a lógica. A FNE assina.  A FENPROF não.

Da parte de uns, os que assinaram, a proposta vem de encontro aos interesses dos seus associados.

Para os que não assinaram, nomeadamente a FENPROF, a questão por agora, coloca-se na necessidade de ir ouvir o que pensa o seu Conselho Nacional sobre a última proposta do MEC. Logo que possível faremos  uma análise à última proposta do MEC.

As Heroínas do Chile

Pintura a óelo de Bejamin Subercaseaux

Pintura a óelo de Bejamin Subercaseaux. Dança Chilena: La resfalosa (palavra popular) ou resbalosa dicionário da Real Academia dela Lengua Española) Doña Javiera Carrera (aristocrata criolla: filha de espanhóis, nascida no Chile), com os seus irmãos, lutou pela independência do Chile)

Durante a Primeira Grande Guerra da Europa as mulheres começaram a aparecer nos campos de batalha, como enfermeiras. A britânica Florence Nightingale, solicitou licença ao seu Governo para levar um grupo de aguerridas mulheres para curar os feridos no campo de combate da Crimeia. [Read more…]

Hoje dá na net: Era uma vez a vida – os músculos

Esta série de desenhos animados foi criada por Albert Barillé em 1986 e é constituída por 26 episódios.
É um apoio muito interessante a qualquer aluno do 1ºciclo (estudo do meio, terceiro ano) e do 6º ano (Ciências da Natureza).
Parte 1/3:
O episódio está dividido em 3 partes – continue a ler para conhecer as duas últimas.
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