Gotinha a gotinha, vamos ajudar o Afonso

Há dias atrás, escrevemos no Aventar, a propósito da Primavera uma pequena fábula sobre um Beija – flor que, sozinho, tentava apagar um incêndio. Quando questionado, respondeu: “Estou a fazer a minha parte“.

Pois bem, este é o momento de fazeres a tua parte.

O Afonso é um menino de Rio Tinto conhecido dos autores do Aventar. É um caso real e cujo apoio é assumido pelo Aventar. É uma causa Aventar com a data de hoje (março de 2012).

O Afonso, de 4 anos, tem uma doença que não foi ainda identificada pelos médicos.Tem tratamentos diários muito dispendiosos e a família  está naturalmente a viver todo o processo com enorme sofrimento. O Afonso tem tido acesso ao que é necessário para os cuidados médicos.

Mas tem a sua mobilidade completamente limitada porque os Pais não conseguem comprar algum material, muito dispendioso para permitir ao Afonso “fugir” do caminho entre casa e o Hospital.

Queremos ajudar o Afonso a ter um bocadinho mais de qualidade de vida.

A família está a levar a cabo uma campanha a que o Aventar se quer associar. Um euro que seja. Vamos. Seja um beija-flor!

O NIB é 0033 0000 00098983748 05, do Millenium e em nome de Ana Isabel Carvalho Poínhas da Silva.

Nota: diariamente vamos colocar neste post o valor alcançado.

Nota 2: por questões que se prendem com o nosso dever de respeitar a privacidade da família não queremos partilhar mais informações. A foto do Afonso surge para que sintam ser uma campanha honesta e real em torno de um menino que precisa da nossa ajuda. Se quiserem alguma informação extra, por favor contactem-nos.

Compilação dos confrontos em Lisboa

As imagens televisivas mostraram o rasto que o confrontos de ontem deixaram na zona do Chiado, na Baixa lisboeta. Quem assistiu de perto aos acontecimentos, porém, falou ao SOL em «provocações constantes» aos agentes da PSP, que acabariam por intervir contra alguns manifestantes. [Sol 2012-03-23]

É exactamente para evitar estas situação que, supostamente, os polícias são profissionais. Isto é, deviam manter a cabeça fria e acima de tudo não podem bater indiscriminadamente em pessoas inocentes. Não foi isso que aconteceu.

[Read more…]

A Esquerda e a escravatura

A tese “as dívidas não se pagam, gerem-se” implica a existência de um capital alternativo, o capital humano. Neste contexto, a produção individual de riqueza  é continuamente canalizada, em maior ou menor parte, para pagar essa dívida gerível, que nunca se anula, face à repetida adição de nova dívida.

Gerir assim a dívida é colar um fardo ao indivíduo, o qual pauta a sua existência pela necessidade de trabalhar para a pagar. Acaba-se escravo da dívida, implacável tirana que marca o compasso dos impostos com crescente carga fiscal. Pertence-se-lhe, sendo o trabalho do indivíduo a garantia bancária para novos endividamentos.

A Esquerda, ao defender modelos de crescimento económico baseados nas “grandes obras públicas”, os quais acarretam endividamento, cai no paradoxo de, por um lado advogar a libertação do indivíduo face aos “patrões” mas por outro acorrenta-o ao trabalho que acabe por pagar esses investimentos. Haverá diferença entre ser-se escravo do patronato e ser-se escravo do trabalho? Se no sistema feudal o indivíduo pertencia à terra, a qual era pertença de um dono, no modelo económico do Estado como impulsionador da economia pertence-se à dívida, a qual é gerida pelo Estado. E o Estado não somos nós. Por mais que se deseje, o Estado é o conjunto desses que governam. São os novos senhores feudais e a Esquerda, com o seu ideal económico, faz-nos deles escravos.

O Estado não deve impedir o fosfenismo, mas pode impor os mega-agrupamentos?

Aguarda-se, a todo o momento, a reacção virulenta de José Manuel Fernandes e dos insurgentes contra mais esta imposição dos burocratas centralistas e estatais.

Uma defesa acaciana do Acordo Ortográfico

No meio dos seus muitos afazeres, o deputado Acácio Pinto, do Partido Socialista, resolveu, também, defender o Acordo Ortográfico. O texto, publicado no Diário de Notícias, está replicado aqui. Passo a parafrasear e a comentar.

O Acordo, na opinião de Acácio Pinto, é bom porque foi aprovado pela esmagadora maioria dos deputados da Assembleia da República, contrariando uma esmagadora maioria de pareceres negativos e de críticas vindas dos especialistas. Fraco argumento: não é novidade que os deputados decidam contra a opinião dos especialistas e, muitas vezes, contra o mais elementar bom senso.

Depois, o Acordo é virtuoso, porque permitirá que haja uma grafia comum na CPLP, o que não é verdade, pois continua a não haver uma grafia comum. Quanto às novas oportunidades da edição em português, ficamos à espera que Acácio Pinto mostre os estudos de mercado que provam isso ou o contrário. Caso existisse uma ortografia comum, não duvido de que houvesse um festim para as editoras brasileiras. [Read more…]

A parolada do TGV

A parolada que foi para a caixa de comentários deste post criticar a decisão do Governo de acabar com o TGV deve preocupar-se tanto com comboios como eu me preocupo com o Papa.
E não são parolos por serem a favor do TGV, são parolos pelos argumentos que utilizam. Para eles, o TGV é sinónimo de desenvolvimento. Ai que moderno, ai que prá frentex. Quase que apostava que são os primeiros a defender o fim da Linha do Tua para construir mais um empreendimento megalómano e desnecessário.
Sou o primeiro neste blogue a reconher a importância do comboio e a defender tudo o que a ele diga respeito. Bem, o primeiro não, que esse é o nosso Dario. Mas defendo MESMO o comboio: a construção de uma rede ferroviária eficaz e modernizada que sirva efectivamente as necessidades da população, quer do Litoral quer do Interior, e que seja uma alternativa fiável ao automóvel. Uma rede com uma extensão igual à que a Monarquia nos deixou. Uma rede onde o transporte de mercadorias seja um motor de toda a economia.
Defender o comboio é isto. Não é construir Alta Velocidade que não serve para nada a não ser para dar de ganhar aos mesmos de sempre. Não é enterrar biliões num projecto que não vai aumentar em nada a competitividade da economia portuguesa. Não, o desenvolvimento não é isto.

A Direita e a greve

Apesar de tudo, percebo que não seja fácil ser de Direita, nos dias de hoje. Antigamente, era tudo muito mais simples: o escravo era educado para ser escravo e via na comida que recebia uma bênção e nunca um direito e, até, poder dormir à noite era resultado da prodigalidade senhorial. [Read more…]

Hoje dá na net: O universo das plantas (Férias da Páscoa)

As plantas são uma parte sempre presente no currículo de ciências das nossas escolas., desde o Estudo do Meio até à Biologia do Secundário. O seu filho entra agora de férias e vamos aqui abrir espaço para deixar alguns documentários que podem ocupar um pouquinho do tempo dos seus filhos durante as férias da Páscoa.

O Universo das Plantas num vídeo que mostra um lado menos conhecido das plantas.

O Universo das Plantas

(Som Português do Brasil)

Carmen Souza: crioulo, morna e jazz

À excepção de alguns eventos associados à minha vida pessoal e familiar em Portugal, África foi o continente onde, anos a fio, vivi as emoções mais intensas da minha vida. Umas tristes, testemunhando sofrimentos e miséria intoleráveis; outras, marcadas por momentos mágicos de espiritualidade e prazer, difíceis de descrever por palavras, mas que a pulsão dos sentidos torna arrebatadores.

Com ‘sodade’ dessa terra Cabo Verde, lembro as noites quentes de S.Vicente, rememorando também os sons de crioulo, ritmados e quase chorados, saídos da garganta da mestiça de pele de ébano e olhos verdes. Saravá Mizé!

Distante no tempo e no espaço, dou hoje um salto imaginário até lá, através voz de Carmen Souza. Uma lisboeta, filha de cabo-verdianos, hoje praticamente radicada em Londres e correndo mundo. Instrumentista e cantora de criativo talento, proporciona-me reviver o crioulo, a morna e o jazz. Uma simbiose que me delicia.