Obras que se deviam estudar nas escolas: Twin Peaks

A melhor série de televisão de sempre, sendo sempre até ontem. O princípio do fim da literatura, essa coisa que se limitava a ser escrita. Não perdeste pela demora, Fernando, estava mesmo à mão de semear.

Os clássicos da Literatura no ensino do Português

O Ministro da Educação ter-se-á mostrado favorável à re-inclusão de Camilo Castelo Branco nos programas de Português do Ensino Secundário. Espero que não o tenha feito apenas para ser simpático com o anfitrião, o presidente da Câmara de Famalicão, ou devido ao facto de ser um autor da sua preferência.

Se é certo que a Educação tem sofrido um desgaste brutal, com destaque para os últimos sete anos, a disciplina de Português, o fundamento do currículo, tem sido particularmente atingida por reformas e ajustamentos sucessivos, com oscilações brutais de terminologias linguísticas e com a exclusão do estudo de autores fundamentais da cultura portuguesa, com base em concepções vagas que defendem que a Escola deve ir ao encontro dos interesses dos alunos ou que os deve preparar para o mercado de trabalho, o que tornaria desnecessário o ensino da Literatura Portuguesa. [Read more…]

Ainda a gestão das escolas

O Miguel deve estar satisfeito porque encontra sempre alguém pronto a dar uso à caneta. Depois dos concursos, cá está outra vez um acordo entre o MEC e algumas organizações que insistem em se definirem como sindicatos.

De significativo, não acontece nada – a gestão das escolas continua uma barbaridade e os sindicatos do PSD cumprem o seu papel de muletas do sistema laranja que nos dirige.

De acordo com o portal do governo, podemos conhecer algumas das conclusões:

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A etimologia, o latim, o futuro

Com dedicatória ao meu amigo Fernando Nabais e suas declinações ortográficas.

Dificultês

o texto que eu gostaria de ter escrito sobre o eduquês de Nuno Crato e as contas da Parque Escolar, por Rui Tavares.

Basta sorrir!

Somos os mais tristes da Europa. Garantido por estudos, estatísticas, trabalhos de sociólogos, psicólogos, psicossociológos e mais uma horda de académicos europeus, dedicados teóricos dessas coisas, da alegria e da tristeza dos povos.

Internamente, e com antecipado perdão de citar apenas ínfima parte dos especialistas, a tese é compartilhada pelo Valente e o Maltez, pela Mónica e a Alexandra, pelo Barreto e o Freire, e outros, muitos outros, gente prócere em saberes, todos escritores, comentadores e, sobretudo,  estudiosos com eloquentes dissertações.

Amaldiçoado País este, geneticamente triste e que, nesta tormentosa crise, vê crescer o sortilégio de maiores desgraças. Para esbater a opacidade das nossas vidas, faltam os Santanas, os Silvas, os Salvadores, os Vianas, as Ivones e as Beatrizes a exorcizar angústias e mágoas, em ‘Teatro da Revista’. Hoje, temos bobos a mais e talentos a menos para a confecção da lusa comédia.

Era de adversidades. Tempo escasso de recursos, até os mais simples de combate à tristeza; mas, a despeito da fatal desdita,  de volta e meia, necessitamos de rir, ou pelo menos sorrir. À falta de melhor, e porque é fim-de-semana, tente não rir, porque sorrir basta:

Fernando Paulo Baptista sobre o Acordo Ortográfico: a etimologia é o futuro

Uma das censuras recorrentes  dirigida aos que criticam o Acordo Ortográfico é a de estarem prisioneiros da etimologia, ciência que, para os que a desprezam, cheira a bafio e a corredores cheios de humidade e que deveria estar exposta num museu, ao lado das caixas de rapé e das retortas de alquimista.

Fernando Paulo Baptista é, entre outras coisas, licenciado em Filologia Clássica. Sobre o Acordo Ortográfico, teve palavras judiciosas que podem ser lidas aqui.

Muitos vêem no Acordo Ortográfico a garantia da sobrevivência da língua portuguesa. Fernando Paulo Baptista, no entanto, especialmente no que se refere à perda das consoantes mudas e ao consequente afastamento da etimologia, chama a atenção para o facto de que isso vai provocar a diminuição da “qualidade competitiva e sobretudo dialogal, dialógica, com as outras línguas que mantêm a raiz [latina]”, criticando aquilo a que chama, com propriedade, “ditadura fonética”.

Imagine-se, a título de exemplo, a dificuldade que sentirão um inglês ou um francês em relacionar “actuality” ou “actualité” com “atualidade”, multiplique-se o exemplo e será possível descobrir que, afinal, o futuro está no passado, ou seja, na etimologia, naquilo que nos une, portanto.

Álvaro Santos Pereira critica o governo

Santos Pereira: “Sinto que o que estamos a fazer incomoda”

Elis Regina, a água de março

Isabel Vaz, um animal perigoso

Segundo alguns investigadores terá ocorrido um regressão genética colocando entre nós, com uma aparência perfeitamente humana, exemplares do homo habilis, um antepassado que se pensava desaparecido há cerca de 1,5 milhões de anos.

Isabel Vaz, que ficou conhecida pela afirmação de que melhor negócio do que a saúde só o das armas e foi a primeira escolha de Passos Coelho para o ministério da privatização da saúde, voltou a atacar:

Só preciso que o Estado não me chateie“, disse a presidente executiva da Espírito Santo Saúde. Claro que ela pode chatear o estado: queixa-se de não ser recebida pelo autarca de Lisboa, ela que tem 100 milhões de euros para investir na cidade, e por isso não é uma cidadã como as outras. Uma infeliz, com problemas de estacionamento no hospital do Eusébio.

Estou sériamente convencido de que mesmo sendo a selva uma selva, o homo sapiens sapiens conseguirá ganhar a guerra contra esta espécie, predadora como poucas. É complicado, mas conseguiremos exterminá-los.

Diz o Nu ao Roteiro

Ok, o pessoalzinho rançoso do costume não larga Cavaco Silva, trabalho encomendado por aquele a quem adulam. Acusam-no de prefácios vingativos para efeitos de revisionismo da própria imagem. Porém, uma vez que Cavaco se colocou à compita com os piores actores políticos que Portugal já conheceu, a tralha socratesiana, deixemos que a História diga de sua justiça de ambos. Já me convenci de que a única saída que o PR teve foi esperar a putrefacção política do Primadonna na sua Mentira, o que de facto aconteceu. [Read more…]

O pão nosso de cada dia devia ser assim todos os dias

Alemanha confisca dinheiro escondido em pães

A arte de andar por aí

Santana Lopes admite candidatar-se a Presidente da República

O que disto pensará a boa-moeda-das-baixas-sondagens?

O inventor das SCUT

O pai de negócios escuros entre privados e estado e mesmo assim lembrado pelo projecto de lei contra a corrupção, em entrevista a Maria Flor Pedroso.

apanhem-nos, se puderem

apanhem-nos se puderem

Hoje dá na net: Vinicius de Moraes

Documentário sobre Vinicius de Moraes. O poeta, o músico, o embaixador, o erudito, o homem do povo, o álcool, “o branco mais negro do Brasil”. Muita música e declarações de monstros como Chico Buarque, Caetano Veloso e o amigo-parceiro-irmão Tom Jobim. Com os actores Camila Morgado e Ricardo Blat.