A Irlanda de Olli Rhen e a autêntica

A verdadeira Irlanda descrita pelo Guardian, segundo esta tradução da PRESSEUROP, é bastante diferente daquela que o Comissário Europeu, Olli Rhen, caracterizou há dias em Lisboa.

O mundo está perdido

Esta música de intervenção, intitulada Correntes em Mim, faz parte de uma série, Phineas e Ferb, do Canal Disney. Aguardam-se veementes protestos da Helena Matos.

Que inveja

Este tipo faz tudo bem? Que inveja! Quanto for grande, quero ser como ele!

O fim de um ciclo

Sempre achei que devíamos morrer no mesmo dia em que nascemos. Seria uma espécie de fim de ciclo. Estaria concretizada plenamente a ligação entre o Homem e o Deus (ou lá quem foi) que nos criou e nos governa. No final de vários ciclos de 365 dias, finalmente o retorno. Assim, a nossa morte teria dia marcado, só não se sabendo de que ano.
No meu caso, isso explicaria muita coisa.

O País da Austeridade Cívica e do Relativismo Ético

Hoje, a divulgação de uma nova sondagem. Ela mente, claro. Mas o clima é benigno. Não há lobotomia mediática quotidiana sobre a Opinião Pública. Não se pratica a sobreexposição tóxica, estelar, circense, do produto adulterado primeiro-ministro que deixou de ser produto e voltou a ser gente. Cessou a horrenda a meticulosa construção dúctil do discurso e da pose para parir patranha e insídia. De resto, a esmagadora dos votantes e dos sondáveis não vota. Nunca. Não sabe nem quer saber disso por se encontrar em austeridade cívica há mais de quarenta anos, pavlovianamente condicionada a alhear-se de judicar e decidir Política. Se a esmagadora maioria dos cidadãos pudesse votar segundo uma esperança nova, mudaria quase tudo o que diz respeito à cartelização partidária do Parlamento e à miséria dos seus jogos florais perfeitamente infantis e indiferentes ao País. Nessa sondagem, todas as lideranças partidárias descem, mas se nas intenções de voto nos partidos, sobem PSD, CDS e BE, afunda-se o PS. Não há fuga à avaliação serena da profusão de desmandos acumulados. Já só faltam Consequências.

Quem se enganou? Passos não, SMS sim

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Do ‘Sol’, em primeira página, provém a luz e conclui-se: como Passos jamais se engana, quem enganou foi o SMS.

Trata-se, de facto, de demonstração inquestionável de que a lógica é a ciência do estudo formal dos princípios de inferência válida. Desde Aristóteles, em “Organon”, jamais se havia sido produzido um raciocínio de tamanho valor científico, no domínio da lógica. Nem mesmo Bertrand Russel logrou aproximar-se do mérito do ‘Sol’, sintetizado no título.

Sim, de facto, é recomendável restringirmo-nos ao título, porque o texto da notícia já não diz bem a mesma coisa:

Um SMS enviado pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações ao primeiro-ministro, durante a discussão no Parlamento sobre o caso do duplo pagamento à Lusoponte, esteve na origem do erro cometido por Passos Coelho numa resposta a Francisco Louçã. «Se não fosse esse erro, o caso teria morrido ali», diz ao SOL uma fonte governamental.

Caso se fundamente no título, o Ministério Público poderá instaurar um processo ao SMS. Se avançar mais longe na leitura, concluirá que o erro  foi cometido por Passos Coelho… e, então, o melhor é ficar parado e calado.

Coisas que vamos sabendo, graças ao jornalismo rigoroso e independente.

Em nome da honra…

Bertolt Brecht, esse homem que marcou toda a história do Teatro, escreveu que “uma testa sem rugas é sinal de indiferença”.

A cada dia que passa, nasce-nos uma e não é da idade… Vamos ficando velhos antes do tempo, à custa de tanta injustiça e indignação.

Uma semana após o Dia da Mullher verifico, mais uma vez, que esta comemoração não tem o mesmo significado em todos os lugares, que a mulher ainda sofre imenso, que há países em que é ainda a desgraçada, a «culpada» e a «pecadora». Ainda somos o elo mais fraco. Dois dias depois do habitual «Jantar da Mulher» e das tradicionais mensagens e lembranças trocadas em todo o mundo, uma jovem marroquina suicida-se, desesperada com os maus tratos de que era alvo por parte do marido que a havia violado antes do casamento. Um casamento forçado pela tradição, por um juíz e pelos próprios pais! Depois de meses a sofrer nas mãos sujas desse que lhe deram como «marido», e após ver recusado o seu pedido ao pai para voltar a casa, a menina de 16 anos, Amina El Falili – mata-se com remédio dos ratos. [Read more…]

Uma bacalhoada salazarista.

Estive na última edição da FITUR – feira internacional de turismo de Madrid -, onde Portugal, mais uma vez foi vencedor entre os expositores. Pelo desenho do pavilhão e creio que pelos “produtos” apresentados. Pode parecer que tudo está bem, mas não. Olhando com atenção para cada um desses produtos em promoção e em particular para uma conhecida rota de património, reparei que a mesma integrava um conjunto europeu de itinerários culturais. O folheto publicitário era atractivo: da Saxónia à Sérvia, de Itália a Espanha, cada uma das instituições destes países e regiões promoviam actividades paralelas ao âmbito cultural da visita: termalismo, pedestrianismo, rafting, escalada, passeios a cavalo, esqui e ciclismo, entre outras. Portugal, promovia o folclore e um prato de bacalhau assado com batatas.
E depois ficam eriçados com a marca Salazar de Santa Comba Dão? Promover ditadores, ou facínoras (que de resto a maioria dos países já faz) é bem mais original que tentar vender o tradicional ranchinho folclórico ou uma bacalhoada.
Além disso, se há coisa com que os autarcas deste país podiam fazer dinheiro é com o ar decadente e demodé das suas vilas e cidades cheias de rotundas, chafarizes e obras por acabar. Lembro-me que nos anos 80 os estrangeiros vinham a Portugal à procura de pobreza e de todos os estigmas associados. Visitar um país em ruínas, cheio de torres eólicas com estradões em terra mal amanhados, lojas fechadas, desemprego e mendicidade parece-me uma boa aposta turística.
E deixemo-nos de coisas, há mais salazares em nós que numa garrafa de vinho – caso contrário não passaríamos o tempo a bebê-lo acompanhando um dos mil pratos de bacalhau com que atraímos os turistas.

És de Direita ou de Esquerda?

Responde ao Questionário que se segue e descobre:

1 – Bens essenciais e universais, como a Água ou a Electricidade, nunca deviam ser privatizados. Pertencem a todos.

2 – A defesa dos mais necessitados deve ser uma das tarefas prioritárias de qualquer Estado.

3 – Os ensinamentos de Jesus Cristo devem ser seguidos e fazem todo o sentido nos dias de hoje.

4 – Apesar disso, a Igreja Católica deve ser questionada por muitas das suas práticas.

5 – Certos acontecimentos do dia-a-dia fazem-nos questionar a existência de Deus.

6 – Sendo o casamento um contrato entre duas pessoas, os homossexuais têm todo o direito de casar.

7 – O aborto não é um tema tão simples assim. Temos de tentar perceber, antes de criticar, as razões de quem o pratica.

8 – Há determinado software imformático que deveria ser pura e simplesmente livre e acessível para todos, não se aplicando aqui as regras do marcado.

9 – O vandalismo contra o património é uma forma legítima de fazer vincar uma determinada ideologia.

10 – Monarquia ou República são formas de organização de uma sociedade, não representando por si só ideologias de Esquerda ou de Direita.

Resultados: [Read more…]

Os quatro malfeitores

Faz hoje 9 anos que quatro malfeitores se reuniram na Base das Lajes para justificar o injustificável. Neste momento, os EUA já retiraram as suas forças do Iraque, substituídas largamente por mercenários. Os iraquianos continuam a sofrer. E quanto aos malfeitores, foram todos devidamente recompensados.

Recorde aqui a Cimeira das Lajes

É absolutamente normal (II)

A atribuição de apoio judiciário britânico a João Vale e Azevedo para contestar o pedido de extradição para Portugal surpreendeu uma organização de contribuintes, um credor e um advogado britânico.
Por estar falido desde 2009, o ex-presidente do Benfica foi considerado não possuir meios para pagar a defesa jurídica em tribunal. Porém mantém a morada num complexo residencial de luxo em Knightsbridge, um dos bairros mais caros de Londres.

Jornal de Notícias

O-tolices que dão Tejeradas


Quer um golpe de Estado e está-se como sempre nas tintas para as eleições, mas ainda não percebeu qual a real situação interna nas forças armadas. Aparentemente nem sequer deu conta do que se passa pelo mundo, neste longo processo de mais de trinta anos que tem feito cair as mais seguras cadeiras do poder. Fala da perda da “alta” soberania – só ele saberá o que isto quer dizer -, como se esta mitigação da nossa autonomia fosse absolutamente voluntária e consciente. Não, o problema reside no facto da perfeita inconsciência e irrealismo por gente que como este cavalheiro, se vê sempre sobre um palco declamando “pás e gajos” diante de um espelho. Enquanto isso, lá fora Roma arde. É sempre assim.
Tenha Otelo em boa nota a seguríssima hipótese de a haver qualquer “golpe de Estado”, o seu anúncio não nos chegar através de cantorias ou militares woodstock. Teremos provavelmente alguém em grande uniforme e de óculos escuros. Ele que pense no caso.

Letra O – Ônibus

O Acordo Brasileiro da Língua Portuguesa já entrou em força nas escolas primárias…
E como explica um pai a um filho que “ônibus” não existe, é uma palavra de outro país? 

Pelo Rio Tinto, marchar, marchar

Caminhada pelo Rio Tinto, 25 de março

Não sou novo, nem velho, antes pelo contrário.

A caminho da escola lembro-me de ver o rio de todas as cores – até havia apostas sobre a cor do dia, que ia variando em função das descargas da fábrica. Vi, ali na casa do vizinho, uma mó de um moínho que em tempos esteve ali junto à Ponte, onde hoje temos um restaurante muito frequentado, mas com uma péssima relação preço / qualidade. Ouvi falar dos peixes que por lá existiram.

Andei de bicicleta e caí ao rio. Joguei à bola e ela também caiu ao rio. Fiz, fizemos, jangadas com madeira e garrafões de plástico – era a inspiração do Tom Sawyer.

Vivi sempre a 100 metros do Rio. Até que a modernidade trouxe uma ETAR: estação de tratamento de águas residuais. E tudo piorou. Além da qualidade da água não ter melhorado, ainda trouxe maus cheiros para toda a vizinhança.

Anos mais tarde apareceu o pior Autarca da nossa Democracia – esse mesmo, o Major. O Rio passou a ser um esgoto dentro de tubos que existem envergonhados por baixo de ruas e caminhos.

Por isso, não sei se o Rio Tinto é um Rio. Mas quero MUITO que volte a ser. A nossa história exige um Rio. Ou então mude-se o nome de Rio Tinto para Tubo Tinto, ou Esgoto Tinto…

É absolutamente normal

Sócrates gasta 15 mil euros/mês em Paris. O ex-primeiro-ministro que anunciou aos portugueses as medidas de austeridade que afectam hoje tanto as famílias como todos os sectores económicos nacionais, vive na capital francesa, num apartamento de luxo com renda mensal de sete mil euros.

Correio da Manhã

Acordo Ortográfico: a opinião de Maria José Abranches

Aqui, é possível ler-se um currículo resumido de Maria José Abranches, para além de um texto em que explica a sua oposição ao Acordo Ortográfico. Mais recentemente, enviou esta mensagem de correio electrónico a uma rádio francesa em que o AO foi tema: o programa intitulava-se “La réforme de l’ortographe passe mal”. O texto de Maria José Abranches está carregado de informação rigorosa e merece ser lido por quem queira, verdadeiramente, informar-se sobre o tema. Deixo aqui uma citação lapidar acerca da supressão das chamadas consoantes mudas: “L’adoption de ce changement défigure notre langue, lui retire de l’intelligibilité, nous éloigne des autres langues européennes et, surtout, entraînera des changements phonétiques inévitables.” 

Hoje dá na net: Bobby McFerrin and guests

Concerto de Bobby McFerrin, o homem-instrumento celebrizado por “Don’t worry be happy”, no Burghausen Jazz Festival, em 2002. Maria João é uma das convidadas.

EDP e a Escravatura Amarela

É tudo um sonho mau.

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