Deus, a ordem das parcelas nem sempre é arbitrária

Não me apetecia muito, mas republico o vídeo onde no dia seguinte encontrei todo o charme de uma operação claramente montada pelos sindicatos radicais e esquerdistas da PSP, no seu afã de discretamente afirmarem ao mundo a irmandade Portugal – Grécia:

O charme está em este ser anterior ao que o Expresso publicou, desmentir o vandalismo puro e duro, ser portanto ligeiramente interveniente, coisa que é complicado, sobretudo quando dá erro, admitir no Expresso.

Claro que tudo isto é muito complicado, tanto que também um jornalista como o Frederico Duarte de Carvalho se enganou, mas como bom jornalista chegou à verdade a que todos temos mesmo direito (ena, referi um dos piores jornais portugueses de sempre). É a diferença entre jornalistas que escrevem no seu blogue e serviço editorial dos grandes jornais. Testemunho dos factos, portanto. [Read more…]

Porto, o Melhor Destino Europeu 2012:

A cidade do Porto foi escolhida como “Melhor Destino Europeu 2012” por mais de 212 mil votantes. A escolha das 20 cidades a votos foi da responsabilidade de um júri da Associação de Consumidores Europeus. Confesso que não estou admirado. [Read more…]

Onde ver o jogo da Champions com mais portugueses a jogar?

Rui Curado Silva, pode ser na Taberninha, Praça Velha dita do Comércio, em Coimbra, é claro.

A malta da Académica continua a achar que onde há nacionais, há bom futebol.

Deus escreve direito….

Hoje, junto ao Hospital de S. João (Porto) duas senhoras de idade avançada e munidas de umas revistas perguntaram-me se eu conhecia Deus.

A minha resposta foi pronta: “conheço, sim senhor e até tenho aqui o número dele. Precisam?”. A reacção não foi a melhor. Eu pensava que as simpáticas senhoras precisavam de falar com ele. Agora que é da CPN do PSD podiam, eu sei lá, precisar de alguma coisa…

Passos Coelho, o quinto gato fedorento

“Nestes nove meses, nós no Governo temos cumprido aquilo que prometemos”

Bandex – Na Suíça

As reformas em versão Suiça.

Análise de reorganização curricular ou… (III)

Depois de ter realizado uma breve reflexão sobre o que foi proposto pelo MEC para os e 2º ciclos do ensino básico, vamos agora fazer uma primeira leitura da proposta para o terceiro ciclo.

Este é o ciclo onde a pulverização disciplinar mais se faz sentir, com várias disciplinas a terem apenas uma aula por semana. A proposta do MEC não vem resolver essa questão:

– esclarece a questão do Inglês como língua estrangeira; não altera a carga curricular nas línguas, a matemática e a ed. física;

– nas ciências Humanas e Sociais (História e Geografia) a proposta acrescenta um tempo no 7º ano e um outro no 9º. Faz sentido este aumento na medida em que estas eram duas das áreas com dificuldade em fazer um trabalho sério.

– nas ciências Físicas e Naturais, surgem mais dois tempos no 7º e no 8º e um no 9º. Do que se vai sabendo das reuniões em que tem estado, é intenção do Ministério acabar com o desdobramento. Pode ler-se na proposta:

“alterar o modelo de desdobramento de aulas nas ciências experimentais, através de uma alternância entre as disciplinas de Ciências Naturais e de Físico-Química;”

. Espera-se que cada turma tenha 3 tempos de cada uma das disciplinas, ficando por esclarecer como será feita a distribuição no 9º ano. Do ponto de vista dos professores, a carga horária não sai deficitária, mas em relação aos alunos haverá menos oportunidades para experimentação, na medida em que a turma estará sempre junta; Se a prática for de alternância, então estaremos na presença de uma proposta sem sentido.

– a disciplina de TIC passa do 9º para o 7º ano e para o 8º, sendo que surge associada a uma oferta de escola que está por esclarecer. Esta dimensão de autonomia da escola merece ser valorizada e deve ser aplaudida. Como medida transitória TIC continua, em 2012/2013 no 9º ano.

Para mais tarde uma análise do secundário e mais global.

Revivendo o passado em Portugal

É uma verdadeira euforia que atravessa o país, uma onda revivalista que nos leva até às vinícolas memórias de Salazar. Já sabíamos do regresso da fome, da impunidade das grandes fortunas e seus crimes, da boa e velha carga policial, da informação controlada pela ideologia do poder, da deterioração do acesso à saúde. Descobre-se agora que o tempo do candeeiro a petróleo também voltou.

Acho que ainda se vão arrepender de ter transformado um certo edifício da  R. António Maria Cardoso em condomínio privado. Arranja-se sempre outro, mas simbolicamente aquele sempre era mais adequado.

Análise de reorganização curricular ou… (II)

Do maior despedimento alguma vez feito em Portugal!

Depois da análise ao 1ºciclo, vamos agora olhar para o segundo ciclo (5º e 6º): a proposta do MEC é tudo o que se esperava: péssima.

– Na área das Línguas (Português e Inglês) e dos Estudos Sociais (História e Geografia de Portugal) torna formal o que era uma realidade há muitos anos: o inglês é a única língua estrangeira no 2ºciclo. Nada de novo. De resto mantém 12 tempos de 45 minutos;

– Para matemática e Ciências ficam os 9 tempos ( 6 + 3), acabando o desdobramento em Ciências. É uma contradição que fica por explicar: dizem que vão continuar a apostar na experimentação e impedem o desdobramento que tornava essa prática possível? [Read more…]

Hoje dá na net: A Ascensão do Dinheiro

A Ascensão do Dinheiro é baseado no décimo livro do professor de Harvard, Niall Ferguson, publicado em 2008, onde ele procura explicar a história financeira do mundo, explorando a forma como o nosso complexo sistema financeiro global evoluiu ao longo dos séculos, como o dinheiro moldou o curso das relações humanas e como a mecânica deste sistema económico funciona para criar uma aparente riqueza sem limites.

Legendado em Português.

Esta é uma série em 6 episódios, pode encontrar os links para os episódios seguintes a seguir ao corte.

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Contra a Obscena Isenção

Não percebo a que santo rezam os opinadores prostituidores da própria consciência na questão manhosa da judicialização da política. Só logram confirmar o quanto esta República está podre na medida em que se aceita como normal e não passível de escrutínio o rosário de crimes óbvios de um dado político amplamente sujo, mas elevado ao estatuto de santo benfeitor e mito intocável. Se esse político roubou descaradamente o erário público; se promoveu um sem-número de negociatas gravosas para as contas públicas; se arrastou com dolo o País para a bancarrota apenas pelo capricho de manter intactas as condições de reeleição, então os prostitutos da opinião que enfiem os seus pruridos quanto à suposta judicialização da política. Os políticos são cidadãos. Os políticos cidadãos convertidos em impunes e imunes são um escarro-em-gente nos demais cidadãos à sua mercê e não sujeitos à mesma obscena isenção arbitrária. Uma ditadura não faria pior. Não se pode despenalizar políticos que por incúria, malícia e avidez extremas em poucos anos explodiram com os equilíbrios financeiros de um Estado. Se esses políticos comprometeram gravemente o futuro dos nossos filhos, se de muitas maneiras lesaram o seu País, não é a pequena barganha das contas eleitorais que nos fará justiça. Democracia não é isto, ó vacas da opinião sagrada, cabras da cegueira facciosa! A lei que nos deveria fazer iguais, verdadeiramente iguais perante si, não passa de caricatura graças a delicados exílios e ainda mais delicados modos de defender o indefensável.

Análise de reorganização curricular ou… (I)

Do maior despedimento alguma vez feito em Portugal!

Nuno Crato continua a fazer o seu caminho – para os menos atentos é o percurso oposto ao do comentador televisivo no tempo de Sócrates. Para quem está a ver para lá da poeira dos dias, trata-se apenas de um assessor do Ministério das Finanças, que de Educação pouco sabe e que por isso se limita a mexer no que está quieto, fazendo de conta que muda tudo, para que tudo fique na mesma ou pior…

Desta vez temos a reorganização curricular. Não é a questão central do nosso sistema educativo, mas é uma questão importante que precisa de ser revista. No entanto, o MEC limita-se a elaborar uma proposta que apenas vai levar ao despedimento de mais de dez mil professores – não acrescenta nada e não resolve nada. Estraga, apenas!

Vejamos: [Read more…]