Dos Excessos Passistas em Decurso

Porque o meu País não é para levar a sério no plano da Justiça e da justa determinação e sanção dos actos que políticos sem escrúpulos praticaram a frio contra o seu povo, ainda me encontro a digerir o charlatanismo socratesiano e é como se ao largar esse filão abominável pactuasse com todas as formas de anestesia e adulteração da verdade que de um modo geral se pratica para melhor a absolver, absolvendo quem dela beneficiou directamente. Não se pense, porém, que não abro os olhos perante os excessos passistas em decurso. São excessos. São passistas. Mas tendo a olhar para eles como inevitabilidades desesperadas num País sem dinheiro e cujo endividamento instrumental pela política ilícita seguida no passado não poderia senão redundar nisto que atinge pequenos, que atinge fracos, que empobrece e desemprega milhares e desprotege impensavelmente outros tantos. É uma loucura imputar esta loucura somente à política que se faz e prossegue e não a imputar, sobretudo, à política baixa e desastrosa que se conduziu por meros critérios mesquinhos de conservação do Poder a todo o transe. Os tempos que vivemos são, por isso mesmo, tempos de guerra. É por pormenores absolutamente indiciadores, como uma licenciatura manhosa, que um povo não pode tolerar perfis daninhos nos que nos tutelam. Não é o caso de Passos, talvez capaz de mentir por Portugal lá, onde outros mentiram a Portugal para maior salvaguarda miserável do Poder e das miseráveis vantagens do Partido.

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Bem – diferença haverá entre o passado e o presente – tanta que se calhar ainda surgirão surpresas e que ainda hoje li em jornal diário e ontem também – não acho este governo ó virtuoso nem de longe – para já é cruel e mentiras bastantes apenas que diferentes e em outras áreas – po exempol – ontem foi dito que esta governo não vão mais PAGAR subsídio de doença aos FP – nunca recebi – pelo contrário havia descontos pelos dias de falta – sempre – e devioa muitas vezes (muitas) ter sido p+romovida de acordo com os notações das chefias – não fui promovida porque NUNCA houve concurso público nos ministérios por onde andei – s´em 1997 – já estava asair – é portanto mentira o que foi dito ou as REGRAS mudaram ou era (sei que era) diferente de ministério para ministério – conheci muita gente de outros ministérios – não é bonito dizer o que se tem dito – era melhor estarem calados e não ofender quem já ofenderam e LIXARAM – falam muito e é preciso saber onde é verdade e mentira e nem acredito que todo os FP sabem o que dizem quando falam de ministérios onde não estiveram – falar do que se não sabe é atrevimento – que se lixem – já não tenho de os aturam – só tenho de pagar +++++++++++++++++++ IRS – e é demis e mais descontos de subsídios ++++++++ e ninguem fala nas diferenças de cada minstério e metem tudo no mesmo caso – há muitos sacos – até há sacos azuis – a FP é o CAOS e a vergona para quem trabalha – não para as CHEFIAS que sabem muito bem o que andam a fazer INOCENTEMENTE coitados

  2. Lucas Galuxo says:

    “Porque o meu País não é para levar a sério no plano da Justiça e da justa determinação e sanção dos actos que políticos sem escrúpulos praticaram a frio contra o seu povo”

    O País leva-se a sério. A bondade das propostas políticas e da sua execução é julgada nas urnas. Há é muita gente entretida com prosa apalhaçada a escarnecer da política em vez se apresentar a votos.

  3. palavrossavrvs says:

    #2
    Burlas ultrabilionárias perpetradas continuadamente por governantes não são julgáveis nas urnas: esse mito é todo ele contaminador e parte de quem muito deve e muito teme. Para quem roubou e lesou gravemente o Estado português o veredicto eleitoral são cócegas.

    É preciso ir bater com o esqueleto no BANCO DOS RÉUS. O Lucas Galuxo incomoda-se de mais com “prosa apalhaçada” e de menos com desonestidades governamentais, com Roubos Grosseiros sob a capa de governação: oitenta mil milhões, em seis anos é obra de um sociopata manipulador.

    Por que é que o Lucas não larga o mensageiro e enfia, de uma vez por todos, a mensagem por onde lhe sai algum raciocínio?!

  4. Lucas Galuxo says:

    As burlas ultrabilionárias não foram cometidas por um homem só e no meio de alguns patifes há muita gente séria. Que se meta tudo no mesmo saco é o que os bandidos querem. Falar num roubo de 80 mil milhões em seis anos é que parece grosseira manipulação de um sociopata. Se alguém merece ser chamado politicamente à pedra é quem, nas luzes de Bruxelas, se lembrou de lançar uma moeda única entre países com características económicas tão distintas e impôr um tecto cego para o défice orçamental que permitiu e promoveu a elaboração de truques para o contornar: venda antecipada de receita fiscal a grandes bancos, “parcerias público privadas” & companhia que apenas veio a beneficiar os intermediários de todas essas tramas. Fosse fulano ou cicrano o primeiro ministro o resultado seria este. A bomba-relógio foi accionada ainda nos anos 90.

  5. palavrossavrvs says:

    #4
    Concordo em parte. É óbvio que há sempre gente boa no meio do lixo. Mas mesmo gente boa pode calar-se [quando a hora seria de gritar] se devidamente atafulhada com o dinheiro comprador de consciências.

    Mas a partir de um nível de conhecimento da realidade e dos dossiês, a responsabilidade torna-se acrescida e essa responsabilidade concentrou-se, infelizmente, num só indivíduo, que chantageou bancos e manipulou a seu bel-prazer, detentor da noção de que o nosso Estado estava no fio da navalha.

    Ora os custos da manutenção do poder [custos com marketing, com assessorias, a vontade de dar dinheiro a rodos e comprar fidelidades caninas nos media, nos lugares cativos clientelares] nunca abrandaram. Nunca. Para José Sócrates, Portugal podia falir. Não o seu poder e o statu quo.

    À luz do que sabemos, Lucas, não é possível atenuar e diluir as culpas directas do pseudo-licenciado José Sócrates.

  6. Lucas Galuxo says:

    Como disse no outro dia, acho que nunca votei nele. Não é o grau académico que confere a capacidade de governar bem ou mal. A contabilidade comparativa das acessorias de imagem com outros governos também ainda está por fazer. Tudo isso é foguetório que distrai. É preciso não ceder à tentação de descarregar simploriamente neste ou naquele personagem a causa de uma situação tão complexa. Isso só favorece os potenciais infractores do momento.

  7. palavrossavrvs says:

    #6
    Continuo a concordar que não é o grau académico que confere a capacidade de governar bem ou mal, mas a desonestidade na obtenção de um grau académico, em trafulhar aterros fictícios na Cova da Beira, promulgar Freeports em reserva de flamingos, tudo indicia suficientemente o péssimo carácter absolutamente impróprio para o exercício de outras responsabilidades, como a chefia de um Governo. Não se passar nada com Dias Loureiro, Oliveira e Costa e José Sócrates é uma vergonha para Portugal e os Portugueses, esses encornados mansos.

    O problema de Portugal é nem carregar nem descarregar simploriamente [com todo o respeito, Lucas Galuxo, vá chamar simplório à grande puta que o pariu!] sobre quem quer que seja as culpas objectivas sobre o que hoje nos esmaga. Começo a ver no Galuxo, embora insista em que não votou nele, alguém que gostaria de ter votado e que só tem olhinhos para os infractores do momento.

    Eu digo isto: temos de contrariar os excessos passistas do presente e temos de dar caça aos milhões ilícitos com que Sócrates se ri de nós a partir de Paris. Não se pode perdoar os abusos de poder e a gestão danosa das duas legislaturas anteriores.

    Lutar contra os excessos passistas e não querer saber quem abichou criminosamente o dinheiro de todos nós é obsceno. Uma coisa sem a outra é perseverar em ser cego, como o Lucas gosta.

  8. patriotaeliberal says:

    #7,

    “Lutar contra os excessos passistas e não querer saber quem abichou criminosamente o dinheiro de todos nós é obsceno”

    Isto parece desiquilibrado: “excessos passistas” e “abichanou criminosamente o dinheiro de todos nós”.

    Ou seja, a balança de Osíris foi falsificada. Assim não vale!

    Nota: O que são mesmo os “excessos passistas”?

  9. patriotaeliberal says:

    Excedeu-se e pronto?

  10. palavrossavrvs says:

    #8 e 9
    Tudo o que se anuncia no âmbito da Segurança Social roça o excessivo. Preferiria assistir a uma sanha contra o ruinoso nas PPP e nas ex-SCUT em vez de uma sanha contra a fraude no Rendimento Social de Inserção, onde, não o contesto, haverá gente a abichar e abichanar LOL indevidamente recursos públicos.

  11. patriotaeliberal says:

    “roça” o excessivo?

    Então, o nº de desemprego é excessivo ou roça o excessivo?
    O mandar o pessoal emigrar é excessivo ou roça o excessivo?
    As novas leis laborais são excessivas ou roçam?
    O afundamento da economia é excessivo ou roça?
    O retirarem o subsídio de natal e férias é excessivo ou roça?

    E por aí fora (que estou simultâneamente a tratar do IRS que é outra coisa excessiva e que roça no meu orçamento que nem queira saber)

  12. palavrossavrvs says:

    #11
    O País está encurralado.
    Toda a gente sem recursos para se exilar em Paris roça a fome, roça o desemprego e a miséria.
    O excessivo roça o desesperante.
    O desesperante roça o suicídio.

    O País está encurralado e gangrena: se não era para roçar este sofrer com a austeridade
    éramos todos alemães, dinamarqueses.

  13. Lucas Galuxo says:

    “[com todo o respeito, Lucas Galuxo, vá chamar simplório à grande puta que o pariu!]”

    . “temos de dar caça aos milhões ilícitos com que Sócrates se ri de nós a partir de Paris”

    Você tem de dar caça é a um bom médico que o trate ou arrisca a encher de satisfação quem o lê pelo merecimento dos seus guinchos de desespero.

  14. palavrossavrvs says:

    #13
    Consideraria o comentador Galuxo inteligente caso me desamparasse a loja; caso não fosse tão abstruso, mas explícito, no apoio ao Não-Pagamos-Sócrates-que-as-pernas-dos-alemães-até-tremem; caso não me atirasse verbos anacrónicos e arcaicos como guinchar.

    Em resumo, «Largue o vinho!»

  15. Bone says:

    “Mentir por Portugal”?! ..”gente boa pode calar-se … se devidamente atafulhada com o dinheiro comprador de consciências”?!! Excessos passistas = inevitabilidades desesperadas?! Os srs. aventares não seleccionam minimamente os disparates que publicam?! Até a wikipédia já tem controlo editorial para não publicar…. disparates. Adeus.

  16. palavrossavrvs says:

    #15
    Fuck you, Penis Head!

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