Morrer sob o peso da obra

A minha mania dos recortes de jornal (mais um).

Luis Jiminez (1940-2006) junto da escultura que o vitimou. No Público (16-6-2006) escrevia-se “trabalhava há quase dez anos na obra que viria acidentalmente a provocar-lhe a morte”.

A escultura e a política não têm nada a ver uma com a outra, pois não?… Pois eu acho que devia! O político é o artista da obra efémera. Começa, mas não acaba. A obra que produz tem curta duração e pouca ou nenhuma utilidade. O político tem projectos megalómanos como aquele cavalo para um homem só, mas Luis tencionava acabá-lo.

Dedicou-lhe dez anos da sua vida e morreu até sob o seu peso. Dedicou-se de corpo e alma às obras que tinha em mente.

Eu guardei este pedacinho de jornal porque sempre admirei gente que «perde» anos e anos à volta de um projeto de vida. Ás vezes para não encontrar nada. Neste caso, motivo para perder a vida…

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