A política real, débil fruto de pobres mentes, transformou-se na endemia a que estamos condenados. Em Portugal, porque é do nosso País que falo, os principais agentes portadores e difusores de tal surto endémico são naturalmente os políticos, em especial destaque no Séc. XXI.
Manufacturados nas jotas, de Barroso a Sócrates, de Santana a Portas, de Passos a Seguro, temos um lote de enormes talentos da linguagem gestual e da palavra solta. Verdadeiros mestres a cuidar e bem das suas vidinhas, tramando a pacífica e bem comportada horda de infelizes, alguns dos quais, neste momento, se envergonham da pobreza para que foram arremessados.
Todavia, os ilustres ex-jotinhas não esgotam a actividade na mexeriquice interna. Gostam de viajar, falar com os homónimos estrangeiros e mostrar aos companheiros ou camaradas europeus que também são gente. Passos e Seguro, os dois chefes do ‘bloco central’ decidiram, pois, ir até Londres e Madrid – Portas, por inerência do cargo, tem as viagens de serviço asseguradas, como antes para a compra de submarinos.
Fernão Mendes Pinto, em ‘Peregrinação’, desenhou a letras de ouro a viagens célebres e históricas de portugueses pelo mundo. Ilustrou em palavras a geografia e a vida de distantes povos com que contactámos: Índia, China e Japão. E, verdade seja dita, também previu a derrocada do Império.
O histórico cronista não previu, contudo, a derrocada do homem político português. À distância do tempo de então, a previsão era impossível, muito menos prognosticar que, no início do Séc. XXI, haveria uma peregrinação menor, de gente menor, a que poderíamos chamar “a peregrinação low cost, made by very low people”.
Que Cameron e Rubalcaba recebam Passos e Seguro é acto de normal gentileza. Porém, com os problemas com que se confrontam nos seus países, pouco lhes restará de conversas com quem é capaz de dizer muito pouco ou quase nada. Conversas da treta.








Não podia estar mais de acordo! Subscrevo!
Caro Magriço,
Estes rapazinhos, não passam disso mesmo: rapazinhos. Pena que influam e de que maneira nas nossas vidas.
É bem verdade, caro Carlos! Estes embriões de tiranetes que nos governam dão uma imagem de imaturidade que chega a assustar. Não ouvem ninguém, mesmo os mais experientes nestas lides governativas (também não deixa de ser verdade que estes não deixaram boa imagem), não têm a mais pequena preocupação com os mais desfavorecidos nem com a degradação exponencial do tecido económico nacional, que deveria ser a sua principal preocupação. Fica a ideia que nem sequer saberão governar a própria casa, mas prosápia não lhes falta.
Mas quem é que disse que queriam governar ?? os “j” ??