Maternidade Alfredo da Costa: Hora de decidir

Existem bons argumentos para se ser contra o encerramento da Maternidade Alfredo da Costa. Como existem tão bons ou melhores argumentos na defesa do seu encerramento.

Nem vale a pena referir aquele dado numérico: em Lisboa, hoje, existe uma capacidade instalada (Hospital de Loures, Maternidade Alfredo da Costa, Hospital de Santa Maria, Hospital S. Francisco Xavier, Hospital D. Estefênia) superior a 13 mil partos, a qual é excessiva relativamente à realidade de nascimentos ocorridos na região. Já para não falar na capacidade potencial de partos das nove maternidades da grande Lisboa: 28 mil partos!

Só perante estes valores, fica provada a necessidade de racionalizar recursos. Depois, temos os dados técnicos: o Grupo Técnico da Reforma Hospitalar considera, unanimemente, que a MAC não faz sentido não tendo capacidade nem financeira nem humana para se manter e que o que lá é feito pode ser perfeitamente realizado noutros locais.

A estes argumentos, juntam-se os referentes ao edifício. A Maternidade Alfredo da Costa sofre de graves problemas estruturais, ou não fosse um espaço envelhecido, com chão em madeira e a precisar de avultados investimentos financeiros para se manter em funcionamento (obras no telhado, substituição de canalizações, etc, tudo orçado em vários milhões de euros).

Um dado que nos deve fazer pensar: no segundo semestre de 2011 foram transferidos 73 partos de elevado risco da MAC para o Hospital D. Estefênia, já que a Maternidade Alfredo da Costa não tem capacidade para realizar partos de elevado risco, quer pela segurança da criança quer pelo risco para a mãe.

Em suma, uma e outra parte encontram bons motivos para defender a sua opção. É natural que assim seja. Como o é, ou deveria ser sempre, que um Ministro, perante um problema, tome uma decisão. Este Ministro da Saúde, fundamentado em pareceres técnicos, na opinião de diversos especialistas (o Presidente do Colégio de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos, o Director de Serviço de Obstetrícia do Hospital de Santa Maria ou o Professor Gentil Martins, entre outros), nos diferentes números reais e no actual contexto, decidiu pelo encerramento.

Ora, o que se espera de um governante é que, depois de ponderar todas as vantagens e desvantagens, tome uma decisão. Foi o que fez. E, na minha opinião, perante os factos, fez muito bem. Uns concordam, outros discordam. É a democracia a funcionar. A mesma que elegeu este governo e a quem se pede que decida. Continuar a adiar as reformas é que não.

Comments


  1. Olá!!!

    Lá estão vocês a confundir as coisas… Qual Democracia, qual Estudos Técnicos… Tudo não passa de Negócio, de LUCRO, e o BESaúde SABE MUITO DE NEGÓCIOS, claro que o Hospital da Luz é um mero acaso… Mas de acasos está Portroikal cheio… não é verdade?

    Melhor ainda é a parte do “…o que se espera de um governante é que, depois de ponderar todas as vantagens e desvantagens, tome uma decisão.” Esta está divinal!

    Por isso esta coisa de onde vão as mulheres parir, é de somenos importância, o importante é o LUCRO que a Família Espirito Santo pode fazer com isso!

    Sê 😎 e sê bom para os animais!


  2. Olá!!!

    Lá estão vocês a confundir as coisas… Qual Democracia, qual Estudos Técnicos… Tudo não passa de Negócio, de LUCRO, e o BESaúde SABE MUITO DE NEGÓCIOS, claro que o Hospital da Luz é um mero acaso… Mas de acasos está Portroikal cheio… não é verdade?

    Melhor ainda é a parte do “…o que se espera de um governante é que, depois de ponderar todas as vantagens e desvantagens, tome uma decisão.” Esta está divinal!

    Por isso esta coisa de onde vão as mulheres parir, é de somenos importância, o importante é o LUCRO que a Família Espirito Santo pode fazer com isso!

    Sê 😎
    E sê bom para os animais!


  3. Olá!!!

    Lá estão vocês a confundir as coisas… Qual Democracia, qual Estudos Técnicos… Tudo não passa de Negócio, de LUCRO, e o BESaúde SABE MUITO DE NEGÓCIOS, claro que o Hospital da Luz é um mero acaso… Mas de acasos está Portroikal cheio… não é verdade?

    Melhor ainda é a parte do “…o que se espera de um governante é que, depois de ponderar todas as vantagens e desvantagens, tome uma decisão.” Esta está divinal!

    Por isso esta coisa de onde vão as mulheres parir, é de somenos importância, o importante é o LUCRO que a Família Espirito Santo pode fazer com isso!

    Sê 😎 e sê bom para os animais!
    repeti pois falhou a ligação!

  4. maria celeste ramos says:

    Então quer dizer que as grávidas da minha rua (bairro central de Lisboa) em vez de levar 10 minutos até à Alferdo da Costa levarão horas e horas entupidas no trânsito para irem para Sintra u para o Hospital da luz que leva sempre, mesmo sem confusões de trãnsito, pelo menos 30 minutos, sitio que bem conheço – ora bem – até me admira que digam que Gentil Martins aceite a decisão – porque se falta algo no Hospital do cenro de Lisboa, porque não o apetrecham com o que falta em vez de, quem sabe, se voltar a parir na ambuilância à beira das IP – o centro da cidade é o centro – as periferias nunca foram melhores do que o centro e não se trata de equipamento escolar nem sequer de saúde de urgências ou mesmo consultas para o que se pode prever o tempo de chegar

    Uma grávida se calhar não é capaz de prever o que lhe estará a acontecer e de repente estar em trabalho de parto que nem sabe quanto durará – nesta cidade caótica de bairros de periferia idiotas e mal desenhados – de caos urbano cavaquista – e de expansão urbana vergonhosa – E também o Hospital Particular, igualmente no Centro de Lisboa, tem as especialidades ligadas à maternidade – só fazer contas econonomisticamente, acho curto – muito curto – ponham antes os continentes e pingos-doces na periferia – e não à minha porta – à porta tenho comércio tradicional (por enquanto) e quando preciso do que não há aqui, vou onde há – já nem se pode nascer no centro da cidade e se há muita gente na periferia pode escolar os hospitais periféricos ou talvez seja mais fácil entrar no centro, do que sair dele para parir

  5. 25 de Abril sempre Maternidade Doutor Alfredo idem.. says:

    todos os hospitaes do estado novo devem ser conservados

    afinal são a maioria deles

    podem-se fazer umas rifas das fotografias dos grandes do regime na maternidade

  6. 25 de Abril sempre Maternidade Doutor Alfredo idem.. says:

    Deve preservar-se a tradição de ir dos desertos da margem sul nascer em são sebastião da pedreira

    obviamente todas as grávidas da dita rua adeviam ter uma maternidade a 10 minutos de casa

    aqui infelizmente só temos uma e fica num sítio onde só há velhotas de 80 anos que não devem ter muitos putos

  7. Maquiavel says:

    O Fernando já pariu alguma vez? É que a saber tanto, só falta.
    Ou tem parte no projecto de condomínios de luxo que anda a ser planeado para o local?

    Pois eu conheço uma menina que vai fazer para a semana 3 anos que ia morrendo de complicaçöes após ter nascido num hospital privado, e foi de urgência para a MAC (que por ironia até é ao lado da casa da mäe, mas a mäe preferiu ir a um privado porque supostamente dar-lhe-iam mais atençäo). Passou quase 4 semanas nos cuidados intensivos da MAC (que vosselência diz näo existirem) e salvou-se. Espantoso, näo é? E näo acredito que seja caso único.

    Por vocês o mais racional é mesmo parir em casa, afinal é o que dá menos despesa ao Estado, e se a criança morrer, olha, ainda mais barato fica. Você e os “contabilistas de algibeira” todos deviam passar só 1/10 do que as mäes passam durante o parto para estarem calados.

  8. Manuel Correia says:

    Lamento discordar do seu comentário/post. Claro que em democracia pode e deve fazê-lo e eu respeito. Todavia, me parece que devo dizer-lhe o seguinte: – Se existe tantas maternidades nos outros hospitais, porque não transferir uma boa parte delas para a Alfredo da Costa? Porque se permitiu que se construíssem tantas em tantos hospitais, com o dinheiro do erário público, e que afinal algumas, nesses mesmos hospitais não conseguem fazer partos de elevado risco, que na MAC se conseguem fazer, (e bem!)?
    Que raio, o senhor concerteza, e com o devido respeito, quer é ver aquilo transformado num hotel de luxo, e que as mulheres (até podem ser suas filhas, netas ou bisnetas) a terem de ir para longe ter os seus rebentos genéticos, enquanto o poderiam fazer ALI com todo o carinho e apoio e dentro da cidade… Ou então quererá Vª, Excia. que as mulheres deste país passem a ter os seus filhotes em casa, assistidas pelas parteiras de ocasião…
    Mas não! Creio firmemente que o senhor apoia mais uma vez o Grande Capital, pois diz que aquilo está a cair aos bocados, com o chão em madeira, com os tectos a cair de podres… MENTIRA! Mais uma que o senhor ouve dizer, mas não vai lá ver! Há cinco anos atrás, a MAC esteve em obras profundas, com desvios de partos para outros hospitais, e estruturalmente falando, o seu conjunto de edifício, está de muito boa saúde. É por isso que os grandes capitais, nacionais e estrangeiros, o querem para fazerem transformação em Hotel de Luxo ou Clínica de GRANDE LUXO!
    Abra os olhos. Vá ao local ver o que se lá passa. Fale com as pessoas que ainda lá trabalham, e com aquelas que deram a maior parte da sua vida a trabalharem ali, a ajudarem muitos dos filhos desta nação a nascerem e a verem a luz do dia…

  9. nightwishpt says:

    E viva o BES…

  10. Teodoro says:

    “já que a Maternidade Alfredo da Costa não tem capacidade para realizar partos de elevado risco, quer pela segurança da criança quer pelo risco para a mãe.” Fernando?? você anda a tomar coisas esquisitas, de certeza! A MAC é que tem mais capacidade no distrito de Lisboa e em iguais circunstâncias com MC Porto e Coimbra

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