Hoje abdiquei de um dia bem especial por uma causa maior. Aquela a que decido parte da vida há uns anos. Os Professores e a Escola Pública. Saíram as colocações.
Estive na Avenida dos Aliados no Porto para, em tempo real, mostrar ao país a vergonha que Passos Coelho, Paulo Portas e Nuno Crato trouxeram para as nossas escolas.
Sobre o desemprego provocado, por opção, subscrevo integralmente o António Nabais.Voltarei com uma reflexão pessoal mais tarde.
Por agora queria só partilhar a minha tristeza pela TUA ausência! Sim! A TUA que és Professor e que preferes o silêncio da tua casa, ou os likes no face, os comentários nos fóruns e nos blogues e que teimas em não perceber a importância da rua!
Preferes bater nos sindicatos e em especial na FENPROF – hoje é um bom dia para me dizeres onde andam as outras amostras de sindicato- em vez de fazeres a tua parte.
Hoje é um daqueles dias! Eu faço a minha parte! Posso fazer mal, mas faço! Pode ser uma atitude ingénua e até pouco eficaz. Admito que sim, mas até prova em contrário não estou a ver outra melhor.
Qual foi a tua desculpa para hoje? Dentista? Compras? Micose?
Como costumo dizer, estou “efectivo à porta de casa“, a minha parte está feita, mas nem por isso perco uma (uma que seja!) oportunidade de lutar.
E tu? O que tens feito por ti? Acorda!
Nota: desculpem lá a azia, mas o power volta na segunda-feira.






Falando em FB… Há tempos circulou nessa rede social uma montagem fotográfica que pretendia demonstrar a diferença entre Portugueses e espanhóis (a minúscula é propositada) relativamente às formas de luta contra a crise: Enquanto nós fomos e vamos para a rua fazendo exatamente o que aqui apelas, vocês vão para a praia…
Não obstante a redução simplista há um fundo de verdade na cousa. Por isso, neste caso (e só neste), há uma mensagem que queria deixar ao povo Português: NÃO SEJAM GALEGOS e portem-se no mínimo como Bascos ou Catalães.